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Português brasileiro
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Published:
2024-10-16
Updated:
2024-12-19
Words:
9,319
Chapters:
2/?
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31

Too Young to Shine

Chapter 2: Too young to meet

Chapter Text

Hogwarts,
31 de outubro, 1974.

 

Aula de poções-3ª ano

Regulus entra na sala. Nenhum sonserino ou grifinório, aqueles com quem compartilhavam suas aulas, havia chegado, então com paz e diversas opções de lugares o jovem se sentou mais no fundo da sala, onde podia sempre ver todos e ter um bom enquadramento do quadro. Organizou seus materiais sobre a mesa, seu livro, "Poções e estratégia: unidade 3", lançou um feitiço e seu caderno também se abriu em suas ultimas anotações.

"Nome:Amortentia/Popularmente conhecida como "Poção do Amor"

Inventor:Laverne de Montmorency (ex-aluna da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts)

Data de Criação: Meados de 1845, não se sabe ao certo o mês e dia

Local de Criação: Desconhecido

Duração: 24h em sua forma básica, porém pode possuir um efeito prolongado caso administrada em diferentes medidas

Nível:Extremo risco, pode ser reproduzida apenas como meio de pesquisa, por Mestres de Poções especializados no estudo de Poções Psicoativas, ou com a supervisão de um destes

Não ingerir, não produzir, não induzir ninguém a toma-la."

Na última aula, Professor Slughorn havia mencionado essa poção, ele disse que teriam um estudo mais aprofundado sobre ela quando estivessem no 5 ano, mas fez cada aluno da sala copiar essas instruções em seus cadernos rigorosamente. Ele os alertou com altas palavras que nunca, jamais deveriam mexer com esse tipo de poção imprudentemente, a não ser que estivessem sob supervisão, se não, deveriam estar preparados para as devastadoras consequências.

Regulus Black sentia que não poderia diferenciar a relação se fosse enfeitiçado. Um amor falso parecia o suficiente perante aquele que conhecia. Esperava que nunca corresse esse risco porque conseguia se ver perfeitamente perdido em um abismo de não amor do qual não consegue sair. Afinal, dizem que as pessoas aceitam o amor que imaginam merecer. Com esse pensamentos o jovem sonserino percebe então que se ele tem medo de algo é de que alguém o ataque com uma poção assim, ele tem medo de se perder, ficar vulnerável.

Para infelicidade de Regulus o rangido da porta soou, alguém mais havia decidido vir mais cedo para aula. Olhou para porta e os cabelos cacheados e cheios passaram por sua visão, era uma menina da Grifinória, carregava aquela gravata vermelha e dourada como um leão carrega sua grande juba, com orgulho.

Regulus não gostava das pessoas da Grifinória.

Sempre tão orgulhosas e extrovertidas, o seu jeito teimoso e altruísta. Não simpatizava com eles, principalmente porque todas vez que os olhava, lembrava do que tinha perdido, lembrava da criança confusa que andava desengonçada pelos corredores no primeiro ano, sozinha. Lembrava do adolescente amargurado do segundo ano que se perguntava o que havia de errado nele toda vez que o via pelos corredores. Lembrava daquele que vê quando se olha no espelho todas as manhãs, ele ainda é confuso e ainda é amargurado, mas agora ninguém mais pode ver.

Ela se sentou do outro lado da sala esperando assim como o sonserino, a aula começar. Minutos depois quase todos entraram ao mesmo tempo, uma figura alta de brilhantes e quase transparentes olhos azuis se sentou ao lado de Regulus, este esbanjava um uniforme desajeitado e uma gravata verde e prata torta, pôs seu material em cima da mesa.

"Como vai o nosso querido príncipe?" perguntou Evan com um sorriso desdenhador no rosto

"Eu estava ótimo até você chegar Rosier." respondeu Regulus, seria uma longa aula, ainda mais com Evan resmungando em seus ouvidos a aula toda, desde o primeiro dia do primeiro ano não o deixara em paz nem por um segundo, então mais novo apenas tentava lidar com isso.

Slughorn entrou na sala e pós seu livros em cima da mesa, deu um raso bom dia que fora respondido desanimadamente pela turma. Começou a escrever a matéria da semana do quadro. Historia das poções: as teorias de Merlim, todos os alunos com seus cadernos começavam a copiar, desinteressados na matéria.

Quando repentinamente, ao fundo da sala se houve um estrondoso barulho, Julius Grant e Aileen Finnigan entram juntos na sala, ambos grifinórios, eles estão com os cabelos bagunçados e roupas amansadas, sentam no fundo para tentar disfarçar o impossível enquanto o professor permanece de costas. Todos os alunos da Grifinoria e alguns sonserinos riem e cochicham deles.

Cessando o barulho o professor para de copiar e se vira, ele calmamente olha para o fundo da sala e pronuncia "Menos 15 pontos para Grifinoria, e que essa cena não se repita!" os alunos da casa do leão fecham suas expressões enquanto as cobras debocham deles com seus sorrisos abertos.

Uma hora se passa e Slughorn acaba de explicar a matéria com quase metade da sala caindo de sono. Todos saem da sala sendo o último Regulus, que não aprecia se manter entre a multidão, prefere se atrasar alguns minutos para seu intervalo.

Mesmo depois do professor ir embora permaneceu lá esperando ter a visão do corredor mais vazio. Então seu silêncio é interrompido por uma visita inesperada.

"Olá querido Archie, como vai sua manhã meu amigo?" formal e gentil como sempre Pandora se aproxima, ela era alguém que Regulus havia descoberto que nunca iria se cansar. Ela o arrancava raros sorrisos, e era em meios a milhares de pessoas com quem se sentia seguro para falar, ela sempre estava presente, com seu rosto lotado por sardas, seu cabelo loiro brilhante e seus braços abertos para o acolher. Em seu peito era marcada sua casa por uma bela gravata azul e prata.

"Estou bem Dora, era aula de poções então nada que eu não consiga lidar. Aliás como sabia que eu estava aqui?"

"Eu estava agora pouco tendo aula de Transfiguração com a McGonagal. Aliás você devia ter visto! O Thomas foi transformado em uma raposa por atrapalhar a aula dela, aparentemente ele estava corrigindo ela demais ou algo assim, eu não prestei muita atenção porque eu estava admirando um belo corvo que estava na janela, aliás falando em corvos...." Pandora continuou a falar sobre sua aula e de como metade de sua turma havia conseguido irritar a professora de uma vez só. Isso porque eram corvinos, metade porque estava a corrigindo e a outra metade porque não estava prestando atenção na aula, nada muito fora do normal.

"Dora, mas como você sabia que eu estava aqui mesmo?" Chamou sua atenção para poder voltá-la a pergunta

"Ah! Certo, me desculpe! Eu apenas sai da sala e vi o Evan de longe saindo daqui quase dormindo em pé, então como eu sei que não gosta de multidões e o corredor estava lotado, imaginei que estivesse ainda por aqui!" Se aproximou mais, o abraçou de canto e depois sentou a seu lado.

Ela o conhecia bem, estava acostumada com suas manias, grosserias e com seus leves e pequenos traços de afeto, que concedia raramente para aqueles que realmente mereciam. E no caso dela, ela merecia, muito, Pandora Croaker era a única pessoa que abraçava Regulus Black, porque no abraço dela ele se sentia seguro. Porque quando se abraçavam eles se tornavam aquelas inocentes crianças no trem novamente, Archie e Dora.

Conversaram mais um pouco e depois saíram da sala tendo acesso a um corredor finalmente mais livre de pessoas, se despediram, ela iria para a biblioteca e ele iria comer no pátio central e depois comparecer à reunião marcada com o time de quadribol para treinar e rever estratégias.

...........

Chegando ao pátio Regulus refletia sobre suas obrigações naquele dia, como apanhador do time tinha que mais tarde, ir na sua sala comunal para ouvir em grupo uma reunião liderada pela capitã do time que estava no 7 ano, Mackenzie Flint, mais conhecida como Cerberus. O que na opinião do sonserino era um apelido meio idiota, apesar de ter ganhado apresso público.

Andava pelo com a cabeça em outro mundo quando sentiu que esbarrou em uma estrutura dura e mais alta que si mesmo. Isso fez os materiais de Regulus caírem no chão, se agachou pra pegar e quando pôs sua mão neles sentiu outra mão pegando do outro lado, levantou a cabeça.

Era James Potter.

Diferente de alguns anos atrás, agora sabia quem eles eram, cada um deles. Peter Pertigrew, Remus Lupin e James Potter. O grupinho de amigos do Sirius, mesmo que quisesse não teria como evitar saber, afinal seus dois últimos anos em Hogwarts assim como os dos outros estudantes foram cercados por suas pegadinhas e pelas estrondosas encrencas em que se metiam, a última vez que se lembrava ter ouvido algo sobre eles fora quando no meio do café da manhã Peter Pettigrew havia recebido um longo berrador o martirizando por quebrar a própria varinha pela terceira vez. Se lembra de pensar sobre a falta de tato do loiro, deveria ter mais cuidado com um bem tão poderoso e precioso quanto a própria varinha, mais zelo.

James Potter não era alguém que ouvia muito sobre, afinal não era alguém que fazia esforço para gostar ou saber mais também. Mas mesmo assim, o moreno com ascendência indiana certamente era o membro da pequena trupe que o gerava mais desconforto. Quando tinha seus 11 anos quase nunca olhava pra ele, só quando ele interagia com Sirius, ou causava uma grande explosão proposital. Aos 12 se lembra de ferver de raiva, ele tinha roubado tudo que ele tinha, tudo que queria, ele aparentemente tinha uma boa família para qual ele estava aos poucos puxando seu irmão.

Se vê claro em sua mente o dia que o encarou realmente pela primeira vez.
Foi no ano anterior, no começo, impressionados com suas habilidades e técnica no voo com vassouras a capitã do time de quadribol da sonserina o convidou para fazer um teste pra apanhador, o seu último havia entrado no 7 ano e saído do time por estar sem tempo disponível com a chegada em breve de seus NIEMs. Ele estranhou, pois atividades que requerem muito esforço físico nunca estiveram entre seus maiores talentos, mas aceitou, sempre se sentiu bem em ressaltar aquilo em que era bom, e se diziam que ele tinha potencial no quadribol, ele estava mais que satisfeito em investir.

Passou no teste com louvor e algumas semanas depois teve seu primeiro jogo contra a Grifinória, era o primeiro jogo do torneio de casas e tinham postos as maiores apostas do ano pra jogar cara a cara uma contra a outra.

Ele era o apanhador da Grifinória

Seu irmão era o batedor e juntos os dois faziam uma dupla impactante. Regulus e James voaram lado a lado atrás do pomo, a Sonserina estava ganhando com uma mínima diferença de 5 pontos, quem pegasse o pomo levava o jogo. Em um golpe de azar ao desviar de um balaço que vinha em sua direção Regulus o fez acertar James, que caiu imediatamente da vassoura, Sirius o segurou antes que batesse no chão e imediatamente todos voltaram sua atenção para os queridinhos da Grifinória que foram direcionados para a enfermaria logo depois, foi declarada vitória para a Sonserina, fato que frustrou muito a capitã Flint que discutiu com os árbitros sobre querer vencer pelo mérito do time e não porque seus adversários não podem mais jogar, saiu de lá jogando a vassoura no chão e bufando.

Regulus saiu daquele dia um pouco revoltado e confuso. Não sabia se devia sentir culpa por desviar do balaço ou algo assim, mas sabia que sentia inveja, e que essa inveja o dominava até seus ossos, queria que seu irmão o tratasse daquele jeito, mesmo sabendo que ele nunca poderia, porque ele já tinha alguém, porque ele tinha James Potter, e eles tinham um relação que nunca poderiam ter com outras pessoas.

Depois disso ainda disputaram muitos jogos mas nenhum tão marcante, algumas vezes os leões venceram, outras vezes foram as cobras. E os dois, verde e vermelho, estavam sempre lá.

Percebeu que o encarava por muito tempo quando o mais alto fez uma expressão de dúvida.

"Hmm, tá tudo bem?" James o questionou o encarando com dúvida é diversão nos olhos, o sonserino se afastou, apesar de tudo era a primeira vez que realmente havia ouvido sua voz. Não sabendo o que dizer apenas recolheu suas coisas rápido. Quando se levantou a figura a sua frente acompanhou seu movimento, ele devia ser uns 10 centímetros mais alto que si, chegava a ser até um pouco intimidante. Olhou-o nos olhos, eram castanhos, redondos e brilhantes, tinham um toque da cor âmbar e eram cobertos por lentes finas e redondas.

Se envergonhou ao constatar que estava o analisando, não podia ficar mais ali, passou por ele em direção a entrada do outro lado do campo, chegaria mais cedo na própria comunal, podia ficar ainda mais de uma hora no silêncio mas não ficaria nem mais um segundo naquele cenário .

Quando percebeu já estava em meio aos corredores do castelo, a caminho das escadas que se conectariam para o levar as masmorras. Uma mão o puxou pelo ombro e o fez olhar pra traz, era James.

"Você esqueceu isso!" Ele disse com um sorriso desengonçado erguendo a caneta tinteiro nas mãos, nela estava grafadas suas iniciais.

R.A.B

Regulus pegou a caneta da mão dele e resmungou um "obrigado" em um baixíssimo tom. Quando pensava que poderia finalmente se livrar dessa situação, ao seu lado, James continuou andando consigo.

"Você é o Regulus não é?" ele perguntou enquanto andava de costas tentando manter a conversa.

Regulus não entendia essa insistência, não teve interesse por si nos últimos anos, por que teria agora? Não queria conversar, não queria olhar para aquele sorriso amigável e lentamente se convencer de que talvez ele fosse bom pro seu irmão, queria odiar-ló como uma criança mimada sem saber que seria só uma fachada. Então não podia conversar, não podia olhar aquela covinha estranha que aparecia em apenas um lado do sorriso tosco do grifinório, não podia se sentir confortável perto dele, era só isso que não podia fazer.

"É, sou eu."

Que idiota Regulus!

"Hmmm....pô cara me ajuda a quebrar o gelo." Disse rindo tentando tornar o clima agradável. "Bom quem sabe a gente se vê por aí, quando tiver perto da biblioteca da um oi pra gente, sempre ficamos lá atazanando a senhora pirce, eu e o Pads, Moony só fica lá as vezes, ele diz que é uma 'perda do precioso tempo dele'." Fez aspas exageradas com as mãos.

Que idiota James!

"Pads? Moony?"

"Ah sim, desculpa! Sirius, seu irmão sabe? Bom é claro que você sabe, e Remus, o outro altão que tá sempre com a gente. Tem o Peter também mas ele normalmente dorme nos intervalos, então não fica com a gente."

"Hm, entendi. " Regulus disse seco não dando oportunidade para nada se prolongar mais, e com seus materiais em mãos e uma feição antipática seguiu rápido os corredores e começou a descer as escadas deixando um moreno que suspirava com as sombra calhas franzidas para traz.

"É parece que vai ser mais difícil do que eu achava." James resmungou então traçando um caminho de volta ao pátio para encontrar-se com seus amigos.

...........

Já em frente a própria sala comunal, Regulus apenas pronunciou a chave de entrada da semana.

"Draconis"

Com os olhos revirando como sempre em deboche o quadro de Merlim abriu a porta. Ao adentrar Regulus viu logo no saguão sentados nos sofás em volta da fogueira os membros do time de quadribol da Sonserina, a Cerberus era a única de pé em frente à lareira. Tinha a mesma expressão de um cachorro raivoso, quando o chutão ou roubam o melhor pedaço da carniça, estava contorcida em raiva, seu rosto vermelho como uma pimenta.

E dessa vez o Black mais novo sabia o que havia acontecido para deixá-la assim, aparentemente depois da recente derrota do seu time pelo da Lufa-Lufa, o comentário ácido do excêntrico Geralt Bones, um lufano sem a mínima classe do 6 ano, a deixou profundamente irritada.

"Se a Sonserina não tivesse uma verdadeira cadela no comando disfarçada de cobra talvez tivesse sido menos pisoteada, então vamos galera antes que ela comece a rosnar para nós."

Isso havia sido no dia anterior antes do jantar.

Regulus se aproximou dos outros e se sentou em uma poltrona vazia, do outro lado do hall uma figura alta, forte e de cabelos pretos curtos e bagunçados, com seus olhos marcantes seguindo seus movimentos, acenou com a cabeça para ele.

Bartolomeu Crounch Júnior

Filho de um dos mais importantes membros do Ministério da Magia o Senhor Bartolomeu Crounch, o líder do Departamento de Execução das Leis da Magia.

Barty

Um garoto um ano mais velho que si com uma aparência intimidadora. Gostava de perturbar os mais novos, com um foco específico naqueles que rodeavam Regulus, Evan era um desses, eles tinham uma relação estranha, as vezes pareciam que iam começar a brigar mais só ficavam se encarando até que algum deles desistisse e começa-se a fazer outra coisa. Até mesmo Pandora ele perturbava, já que ela sempre estava por perto.

Barty era um cara engraçado, e por mais que ferisse seu ego admitir, ele tinha suas peculiaridades mas por alguma razão Regulus conseguia senti-lo, sentir que mesmo não aparentando os olhos escuros como um eclipse, ainda guardando um tipo de brilho escondido, tinham mais dor e angústia do que um dia já se foi visto e creditado.

Em situações assim era comum Barty se tornar Bartolomeu. Um menino com olhos rigorosos e com rancor no fundo do peito, pronto para passar por cima dos pensamentos do querido pai contra si e agir em prol da sua casa, e do seu orgulho.

"Aquele filho da puta"

Praguejava Mackenzie enquanto roía as unhas na frente de todos. Como capitã ela se sentia humilhada, como sonserina seu ego estava pisoteado e como pessoa, a vergonha inundava suas bochechas que queimavam toda vez que lembrava do acontecido, de como havia permitido que ele a desmerecesse e fizesse chacota do seu time da frente de todos.

Ela precisava e iria revidar.

Mais do que nunca os guaxinins iriam ver o que uma cadela em meios as cobras poderia fazer.

Flint respirou fundo e olhou para seu time, seria uma longa noite, uma que Bones não perderia por esperar.

.........

Algumas horas depois já ponto sua revanche em prática Barty e Evan estavam à frente do Lago Negro, prestes a cumprir sua parte.

"Tem certeza que é certo isso que vamos fazer?" Questiona Evan ao mais velho que encarava a sacola que eles carregavam com dúvida e com seu cenho franzido.

"Se é certo ou não, não interessa. O que importa é que ofenderam uma de nós, e agora todos devemos agir." Ele dizia como se quisesse passar confiança mesmo aparentando não ter tanta. "Seguro os pés que eu pego a cabeça."

Juntos eles levantaram o corpo relativamente pesado e preso em um feitiço para não acordar. O puseram em um pequeno barco e subiram junto do corpo um de cada lado. Remaram até o meio do grande lago.

"Wingardium Leviosa"

Após Evan pronunciar o feitiço o corpo desmaiado de Bones se ergue alguns metros no ar e para junto ao movimento da varinha de Rosier, aos 15 metros de altura acima da superfície do lago.

Eles o deixam lá parado sabendo que ele despertará em poucas horas e que estava tudo quase concretizado. Barty pega um frasco com algumas gotas de sangue do mencionado, o abre e atira no meio do lago, agora era apenas ver e esperar.

..........

No meio da noite retornando para se dormitório através das catacumbas que levaram por séculos sonserinos até as masmorras, Evan e Barty andavam lado a lado.

O ambiente estava frio e úmido. Mas eles não.

As bochechas de Evan estavam quentes como sempre todas as vezes que ficava mais de 5 minutos sozinho com Barty, não conseguia controlar esse tipo de coisa. Era como se cada célula sua sentisse a necessidade de ficar perto dele, conversar sussurrando e olhar em seus olhos. Escuros como o lago a qual tinham acabado de deixar e como a noite e os perseguiria por mais algumas horas. Lenta e minuciosa, sempre guardando segredos e promessas e os deixando ao amanhecer. O medo simultâneo a isso também acabava por persistir em sua cabeça, o medo de errar ao falar e o nervosismo o consumiam.

Não sabia se devia pensar aquele tipo de coisa. Não sabia o que o outro faria se conseguisse descobrir o que passava em sua cabeça quando estava sozinhos.

Barty estava com a mente em outro lugar

Ele tinha medo e ao mesmo tempo almejava as consequências. Seu sangue ardia em vingança por sua capitã e ainda fervia na infantilidade do próprio ser a não conseguir evitar pensar o que o seu pai iria achar disso.

Se ele leria uma página de fofocas e olharia para o alto com uma mão no venho franzido em desgosto, se ele riria da imbecilidade que pensa que o filho tem ou se só ignoraria, afinal o que de relevante ele poderia enxergar naquela situação. Apenas crianças sendo crianças, ou melhor, sonserinos sendo sonserinos.

Os dois acordam suas mentes com o pequeno choque entre suas mãos, que em meio a escuridão da noite, se esbarram. Então eles se olham, o azul do mar encarando o preto da noite. Dizem que os céus e o oceano se encontram no horizonte, mas não conseguiriam encontrar melhor definição para esse encontro do que esse exato momento.

Seus olhares descem e analisando ambos os rostos. Evan percebe a pequena pinta de Barty na ponta do queixo. Barty percebe que Evan tem um risco mais claro que a pele no começo da sobrancelha, um pequena cicatriz.

Eles reparam detalhes um no outro até se olharem novamente nos olhos, então a vergonha os desperta e eles se afastam, tornando a seguir o caminho das catacumbas com suas varinhas com "Lumos" acionado e separados a mais de um metro de distância, em silêncio e sem mais coragem para se olharem.

Não se falam mais naquela noite.

...........

Na manhã seguinte quando todos estão reunidos no café da manhã no grande salão. Os lufanos o procuram e os sonserinos sorriem. Então Aruna Patil, uma menina de pele marrom e cabelos ondulados cheios esbanjando uma gravata preta e amarela no peito, chega abrindo as portas do salão com brutalidade, ela está tão ofegante que não consegue falar então se apenas se encosta na parede. Atrás de si aparece sua uma menina de cabelo longo, loiro e liso, Carl Brown, também lufana, ela mantém uma expressão preocupada quando grita.

"ELE TÁ NO LAGO, PENDURADO, ELE VAI CAIR!"

Alguém na ponta da mesa da lufa-lufa a questiona alto a quem ela se refere.

"É O BONES! Geralt Bones!"

Antes que ela pudesse dizer mais alguma coisa, todos, absolutamente todos os alunos no refeitório desorganizadamente foram em direção a porta. Eram ouvidos os gritos tentando pará-los da professora, diretora da Grifinoria, Minerva McGonnagal. A diretora da Lufa-Lufa, Carmelita Viken desmaiou fazendo um estrondoso barulho ecoar pelo salão. Enquanto isso Dumbledore mantinha um feição pacífica, ele limpa a boca um pequeno pano após terminar de comer, se levanta e começa a andar em direção ao meio do salão já vazio. Quando chega ao meio do corredor se vira e tem a visão dos diretores das casas dos Corvos, Leões e Serpentes paralisados.

"O que estão esperando? Vamos!" Então ele de prepara para aparatar mas antes se vira " E Professor Slughorn," diz se referindo ao diretor sonserino "leve nossa querida senhorita Viken a enfermaria sim?" Então ele vira sem deixar oportunidade de contradição e aparata para o terreno do lago negro.

........

Dizem que se quer mexer com cobras tem que estar preparado para ser picado.

Poderia não ter se preparado, mas ele mexeu com as cobras e a revolta do bando delas fora mais forte do que poderia prever.

Ao fim, a tal detestável frase que causará a Bones três costelas quebradas, dois deslocamentos de pulso e uma varinha quebrada.

Além de claro um pequeno brinde, cortesia especial de Alexandria Hemel, no seu rosto estava escrito fixado em sua pele a palavra que proferirá com tanta estupidez. Em sua testa em suas bochechas no seu queixo e até mesmo acima dos olhos.

"Cadela"

Quando todos chegaram ao lago ele já estava saindo, com as roupas encharcadas e parcialmente rasgadas e uma das enguias do lago grudada em sua perna, a mesma que ele sacudia enquanto gritava. Quando Dumbledore chegou, passou pelos alunos e espantou a enguia de volta ao lago, e puxou o menino com o rosto desenhado a se levantar, olhou pra multidão e praguejou alto.

"Quem fez isso!" Todos permaneceram em silêncio "Seja lá quem for, saiba que não permitirei de maneira alguma que saia em pune!"

Ninguém mas se manifestou enquanto com a chegada dos diretores todos foram mandados de volta a seus dormitórios, não teriam mais aulas naquele dia.

No meio de todas aquelas gravatas, rostos preocupados, cansados e curiosos aviam sorrisos, sorrisos sonserinos, como daqueles de alguém que estava orgulhoso em cumprir uma tarefa e com certeza eles estavam, afinal algumas horas depois lhes fora informado em um comunicado geral, que segundo as indicações de Madame Pomfrey, o senhor Bones não sairia de uma cama tão cedo.

E mesmo que não houvesse nenhum grande aviso, nenhuma fala ou confirmação por trás do que aconteceu, todos sabiam. Sabiam que o lufano havia mexido com os bruxos errados e que o que aconteceu com ele era apenas uma pequena prova do que poderia ocorrer com qualquer um que ousasse atacar ou difamar a sonserina.

Notes:

Perdão desde já pelos erros de gramática e agradeço pela leitura!