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Category:
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Character:
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Language:
Português brasileiro
Series:
Part 1 of Saudad&
Stats:
Published:
2025-11-20
Completed:
2025-12-19
Words:
122,364
Chapters:
28/28
Comments:
963
Kudos:
2,084
Bookmarks:
104
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36,467

Saudad&

Chapter 28: Saudad&.

Notes:

boa leitura!! não se esqueça de ler as notas finais, é importante!! <3

(See the end of the chapter for more notes.)

Chapter Text

Pomba acordou no dia seguinte com os olhos pesados.

 

Ainda está escuro lá fora, ele mal dormiu direito… Umas três horas de sono?

 

O corpo de Pomba está dolorido, a falta de descanso e tudo o que aconteceu na noite anterior foi o suficiente para deixá-lo… Assim.

 

Ele sente os braços de Franco em volta de sua cintura, suas costas encostadas no torso dele. O rosto de Pomba cora, seu corpo esquenta quase que no mesmo instante. Ele não acredita que eles fizeram isso. Seu coração palpita, as sensações voltando ao seu próprio corpo como um fantasma, um vislumbre da memória prazerosa de sua primeira vez.

 

Seus músculos doem, principalmente os de sua coxa. Ele sente uma dor incessante na região do ventre, parece uma cólica, mas é… Diferente. Mas nada que seja totalmente insuportável, apenas incômodo. Pomba se encolheu contra Franco timidamente, sua mão acariciando as dele, que o seguram pela barriga. Ele desenha círculos com o dedo nas costas de mão de Franco, um sorriso aparece em seu rosto.

 

Amor.

 

Ele gostaria de ficar assim nos braços dele pra sempre, pro resto de sua vida.

 

Ou pelo menos durante o tempo que a vida permitir.

 

Pomba está tão feliz.

 

É como se tudo estivesse caminhando pra dar certo, finalmente.

 

As coisas não aconteceram de forma fácil até que chegassem até o momento atual, mas mesmo assim…

 

Isso fortalece o amor, não é?

 

Pomba nunca pensou que alguém choraria de desejo por ele.

 

Sua mente voltou no tempo por um instante…

 

Pomba se levantou com dificuldade, suas mãos empurrando Franco para baixo, para que ele se sentasse na cama. Pomba se apoiou de joelhos, um de cada lado das coxas de Franco. 

 

– O-O que você tá–

 

– Shhhh, fica quieto… Só um pouquinho… – Pomba resmungou, o rosto de Franco carrega uma expressão surpresa. 

 

Pomba o montou, suas mãos percorrendo seu peito.

 

– Eu também preciso fazer alguma coisa... – Pomba sussurrou. – Eu preciso ter certeza que eu também tenho controle sobre você…

 

Franco abriu a boca, não conseguindo dizer absolutamente nada. Pomba esfregou sua umidade contra ele. Sua mão segurou o pau de Franco, o guiando até sua entrada.

 

Com uma lentidão quase agonizante, ele começou a se encaixar sobre ele. O corpo se envolvendo mais uma vez, centímetro por centímetro. A sensação é intensa, é uma mistura de prazer e um pouco de dor que ele não consegue se livrar agora. Os dois gemeram juntos, Pomba fez uma pausa, deixando Franco sentir o máximo que podia dele. 

 

Pomba se inclinou, deixando alguns beijos no pescoço de Franco, em cima de sua cicatriz e sua tatuagem. Ele começou a se mover de cima para baixo, os quadris se movendo em círculos acima dele. O ritmo aumentava aos poucos, o calor espalhando pelo corpo dos dois enquanto Pomba o cavalgava, sem medo.

 

Tudo o que ele quer agora é ele.

 

Pomba apoiou as mãos nos ombros de Franco, os sons ficando cada vez mais altos. A mão de Franco apertava os quadris de Pomba, alguns gemidos arrastados saiam dele. Pomba gosta de escutar isso, mas…

 

Veio acompanhado de um soluço, ele levantou os olhos, Franco está… Chorando?

 

– Franc– Os movimentos de Pomba começam a parar, mas Franco o impede, suas mãos forçando os quadris de Pomba pra cima e pra baixo mais uma vez.

 

– N-não… – A voz sai quebrada, junto a um soluço. As lágrimas descem sem controle, a respiração falhando. – Por favor, por favor, por favor… E-eu não consigo segurar isso…

 

O corpo de Pomba volta a se mover, o ritmo aumentando mais uma vez. Os olhos dele ficam presos em Franco…

 

É ele quem está fazendo isso, mais ninguém o deixaria nesse estado, não é?

 

O pensamento o atiça ainda mais, a força aumentando.

 

Franco é dele.

 

Não é de mais ninguém.

 

– Eu preciso de você, eu preciso de você, eu preciso de você… Por favor, por favor… 

 

As palavras de Franco saem quase como uma súplica, é o suficiente pra fazer com que Pomba derreta.

 

É isso que ele quer.

 

Pomba fica com vergonha ao se lembrar, ele resmunga baixinho pra si enquanto esconde o rosto com as próprias mãos por um instante, seu corpo se movendo contra o de Franco.

 

Os braços de Franco o apertaram suavemente para trás, ele respirou fundo. 

 

– Você já acordou…? – A voz de Franco sai, rouca, Pomba se assusta.

 

– D-desculpa, eu não queria te acordar… – Pomba responde, ainda de costas para ele, não dá pra ver a expressão que ele está fazendo.

 

– Hm… Ainda tá escuro, não tá? Que horas são…? 

 

– Eu não sei, eu acordei agora…

 

– Não tá cansado?

 

– Tô sentindo um pouco de dor, mas acho que deve ser mal de sempre acordar muito cedo, meu relógio biológico deve tá funcionando bem… – Pomba murmura, uma risada baixa sai dele. Franco resmunga alguma coisa quase incompreensível, um bocejo vem em seguida. – Ei, pode dormir…

 

– Pra quê? Se eu dormir eu vou sonhar com você, prefiro ficar acordado, pelo menos é de verdade…

 

– Bobo… – Pomba riu baixinho, ele se afastou de Franco, fazendo um movimento para se virar, ainda deitado, mas agora, de frente pra ele. Ele sobe um pouco para que seu rosto fique no mesmo nível que o dele.

 

Os olhos de Franco parecem pesados, mas, como sempre, suas pupilas permanecem dilatadas. O cabelo dele está completamente bagunçado, ele está perfeito assim… Pomba segura o rosto dele com as mãos.

 

– Bom dia, eu acho…! – Pomba diz com um sorriso.

 

– Bom dia? Se faz três horas que a gente dormiu é muito… 

 

– Ah, mas tudo bem assim, me sinto muito bem, na verdade! – As sobrancelhas de Franco se erguem em surpresa, ele sorri.

 

– Que bom… Você tá sentindo dores aonde?

 

– Aqui… – Pomba tira uma de suas mãos do rosto de Franco, levando-a até seu ventre. Franco acompanha com o olhar. – Mas vai passar, tá tudo bem… E você?

 

– Eu o quê?

 

– Você tá bem?

 

Franco soltou uma risadinha rouca.

 

– Nunca estive melhor. – Ele aproximou o rosto do de Pomba, deixando um beijo desleixado sobre seus lábios. Pomba sentiu as snake bites arranharem um pouco sua boca. – Obrigado.

 

– Ei, para com isso, você vai me agradecer porquê?

 

– Sei lá, você é tão perfeito pra mim, me sinto obrigado a agradecer você por me dar uma chance… – Pomba riu um pouco alto, genuíno.

 

– E porque eu não te daria uma chance?

 

– Porque eu sou um desastre. – Franco resmungou.

 

– Você não é um desastre, não fala isso…

 

– Certo, eu sou… Uma bagunça, melhor? Não é um desastre mas é… Quase.

 

– Pode ser… – Pomba desliza o dedo pela bochecha de Franco. – Tudo bem se eu quiser me envolver nessa sua bagunça? – O rosto de Franco corou timidamente.

 

– … Hm… Você deve… – Ele resmungou, com vergonha. Um sorriso idiota presente em seu rosto, apesar da vergonha que está sentindo.

 

– Certo, vou me certificar de fazer isso. – Pomba se afasta de Franco, seu corpo rolando para o canto da cama, que não é tão longe assim. Ele se senta com um pouco de dificuldade, se espreguiçando suavemente. – Ei, me dá meu celular? – Pomba pede pra Franco, que está mais perto da pequena mesinha ao lado da cama. Ele respira fundo, seu corpo se movendo lentamente, o braço se esticando para alcançar o celular. – Obrigado!

 

Pomba ligou a tela, o horário de 04:22 marcando na tela…

 

Ele liga seu celular, algumas mensagens não lidas.

 

Grupo “Passarinhos”

 

Coruja <3 (00:07): É… 

 

Coruja <3 (00:07): Pomba

 

Corvo <3 (00:12): nem adianta ele n vai responder n cara

 

Harpia <3 (00:12): Pois é, celular deve tá é longe agora

 

Papagaio <3 (00:12): Com Certeza, Ele Deve Tá Muito Concentrado

 

Coruja <3 (00:14): Eu que não vou até lá pedir pra eles abaixarem o volume

 

Harpia <3 (00:15): Deixa eles, o pessoal ainda tá aqui fora, acho que devem parar até a hora de todo mundo ir dormir, só deram falta deles mesmo… 

 

Harpia <3 (00:16): É meia noite ainda, o pessoal tá bebendo bastante

 

Papagaio <3 (00:17): Eu E O Coruja Viemos Buscar Toalhas E Tá Muito Alto Daqui Do Quarto Que Pouca Vergonha

 

Papagaio <3 (00:27): Coruja Você Tá Digitando Faz Dez Minutos Pelo Amor De Deus Se For Mandar Textão Nem Manda

 

Papagaio <3 (00:28): Tá Igual O Pomba

 

Corvo <3 (00:29): KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK vsf vcs

 

Corvo <3 (00:30): negocio deve tá é bom la dentro msm, vcs sao mt mal amados, deixa o garoto quieto ele ta precisando

 

Corvo <3 (00:30): serio

 

Coruja <3 (00:31): Antes mal amado do que beijando a boca do Caíto vc não tem moral nenhuma não EU não me sujei beijando aquela boca suja

 

Corvo <3 (00:32): eu te odeio

 

Papagaio <3 (00:32): KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

 

Corvo <3 (00:33): eu odeio vcs todos vao se foderrrrrrrrrrrrrrrrr porrA

 

O rosto de Pomba fica completamente vermelho.

 

Ah.

 

Eles…

 

– Pomba, tá tudo bem? – Franco murmurou, se sentando ao lado dele rapidamente. – O que foi?

 

Pomba vira o celular para Franco, que começa a ler rapidamente.

 

 

Silêncio.

 

 

 

A-ah… – Franco “diz”, é mais próximo de um som do que de uma palavra realmente.

 

– … Hm… É…

 

– A-a gente fez muito barulho… 

 

– Uhum…

 

– S-será que mais alguém ouviu além deles…? – Franco murmura, seu rosto está vermelho de vergonha, é muito mais aparente no rosto dele. Suas sardas ficam mais visíveis…

 

– N-não sei… – Pomba se encolhe timidamente. Os dois ficam em silêncio.

 

eu (04:27): … Bom dia kkk

 

eu (04:28): Desculpa… Não era a intenção.

 

eu (04:28): Sério kkkkk

 

Pomba larga seu celular, escondendo o próprio rosto com as duas mãos. Seu coração palpita, ele está morrendo, morrendo de vergonha. Eles fizeram tanto barulho assim? Sério mesmo? Que vergonha, que vergonha, que vergonha!

 

– E-ei, relaxa, vai… Se a gente veio parar num quarto junto, é culpa deles. – Franco passa um braço em volta dos ombros de Pomba, o puxando pra si. – Relaxa, o importante é que foi… Bom.

 

– … C-como eu vou encarar eles depois? Eles vão me zoar, eles vão fazer perguntas e–

 

– Uma coisa de cada vez… Tenho certeza que eles devem estar felizes por você também. Uhm… De alguma forma, né… 

 

– E se alguém do Psikolera também tiver escutado?

 

– Ah, tô pouco me fodendo. Já cansei de acordar com gente destruindo a casa, com desconhecidos andando pra lá e pra cá e uns gritos vindo dos quartos. O máximo que eles vão fazer é me perguntar… – Franco ri. – Tá tudo bem, tá?

 

Franco aproxima o rosto do de Pomba, deixando um beijo em sua bochecha. Pomba acena com a cabeça lentamente.

 

– Posso te perguntar uma coisa? – Franco murmura. Pomba acena com a cabeça. – … Você… Hm… Você é–

 

– Trans? É. Sou sim. Pelo menos é o que parece… – Pomba respira fundo, Franco fica confuso.

 

– Como assim?

 

– Eu não tenho muitas memórias da minha mãe, nem do meu pai. Não tive muita educação quando eu era criança e cresci com muitos meninos dentro de um abrigo quando eu era pequeno… – Pomba olha para as próprias mãos. – Eu não tinha noção nenhuma de que eu não era um garoto, todo mundo se vestia igual, cabelo cortado igual, brincava das mesmas coisas… Foi um pouco chocante para uma criancinha descobrir que o que eu tinha entre as pernas era diferente de todo mundo. – Pomba coçou a nuca nervosamente. – Depois que eu fui pro orfanato, também era assim, conheci meus irmãos assim, conseguindo conviver como um garoto perto deles, do jeito que eu queria… Mas… Quando a diretora descobriu pela minha ficha que eu era uma “menina”, ela passou a me colocar no quarto de menina, roupas de menina, brincar com coisas de menina…

 

– Mas e o seu–

 

– Nome? – Pomba sorri, um sorriso triste. – Ninguém se referia a mim pra nada, eu não tinha um nome. Eu fui deixado em um lugar qualquer e acolhido pelo abrigo, sem nome, sem nada. Eu ganhei um nome depois, mas eu… Não gosto.

 

– … Então você adotou o Pomba.

 

– Uhum, era um apelido ridículo que eu tinha recebido na escola, mas… Que depois, fez sentido pra mim. – Pomba olha para Franco. – Quando você escolhe seu nome, você toma controle da sua vida.

 

– … Eu não sabia que você tinha passado por tudo isso.

 

– Ah, eu não gosto muito de falar e muito menos de lembrar sobre isso. Tô falando só o que é necessário, não acho que seja interessante reviver tudo agora… – Pomba franze o cenho, não nervoso, mas com medo. São lembranças que ele nunca mais quer ter que lidar, tudo o que ele leva desse tempo é sua família, as pessoas que estão ali por ele até hoje.

 

Ele tem apenas uma única lembrança de sua mãe.

 

– Espera aqui, filha. Eu volto pra te buscar, tá? 

 

 

– Tudo bem, você não precisa falar… – Franco deixa outro beijo na bochecha de Pomba, sua mão acariciando seu braço.

 

– Desculpa não ter te contado antes.

 

– Nah, não me importo com isso. Eu me apaixonaria por você de qualquer jeito, você é você, e isso que importa pra mim.

 

O coração de Pomba derreteu.

 

– Obrigado…

 

Franco puxou o rosto de Pomba pra si, os lábios deles se encontram, é um beijo caloroso, um pouco bagunçado, despreocupado, como se nada importasse para eles agora. 

 

Eles ficam assim por um tempinho, aproveitando a presença um do outro.

 

Pomba se afastou, seus olhos se levantando para a janela, o céu ainda está relativamente escuro…

 

!

 

– Ei, vamos ver o nascer do sol na praia? – Pomba diz rapidamente, animado com a ideia repentina que veio à sua mente. Franco ri da reação dele, acenando com a cabeça rapidamente.

 

– Agora?

 

– Tem que ser agora, se não, não vai dar tempo!

 

– Tá bom, vai… – Franco sorri, resmungando baixinho.

 

_

 

Pomba e Franco tomaram um banho rápido, a ansiedade e pressa de Pomba eram evidentes, ele estava ansioso pra ver o nascer do sol lá na praia, junto com o amor de sua vida. É isso que ele quer, e ele precisa disso agora.

 

Ele vestiu o moletom de Franco, um pouco surrado, mas que ficou bom o suficiente nele. Colocou um short preto e já estava pronto pra ir. Franco vestiu uma blusa listrada, preta e branca, e um short também preto. O céu começou a ficar levemente laranja, se eles não se apressassem, iriam perder o momento.

 

– Vamos, vamos! – Pomba saiu do quarto rapidamente com seu celular em mãos.

 

Os dois passaram pelo corredor, a velocidade diminuiu ao decorrer do percurso pequeno, chegando até a sala. A maior parte do grupo deitado, todos amontoados uns em cima dos outros, bagunçados, tem roupas, algumas latas de cerveja e pratos de comida nos cantos. 

 

Pomba tira uma foto da cena.

 

Ele vai guardar com carinho.

 

Os passos começaram a se apressar para que chegassem mais perto da saída de casa. Pomba sai primeiro e espera Franco fechar a porta de casa, se certificando se não acordaram ninguém com essa pequena caminhada dentro de casa.

 

– Vamos, agora sim. – Franco diz, ficando ao lado de Pomba. A mão dele segura a de Pomba com carinho, e um pouco de timidez. O coração de Pomba acelera, ele entrelaça seus dedos com os dele.

 

A caminhada não é tão longa, eles conseguem ver o mar de longe. A brisa é suave, um pouco fria graças ao horário. Algumas pessoas passam pela rua, algumas saindo pra trabalhar, outras, talvez, indo fazer o mesmo que eles. Eles caminham de mãos dadas como dois idiotas, rindo de qualquer conversa sobre qualquer assunto que passe na mente deles até a chegada na praia.

 

O sol nasce devagar, o azul escuro da madrugada começa a desaparecer, tons mais quentes e alaranjados começam a pintar o céu. O vento se mantém suave, cheira a sal, e tudo parece estar no lugar certo por um instante, o barulho do mar, o brilho do sol nascente e a sensação de que o dia está começando do melhor jeito possível. Pomba aperta a mão de Franco suavemente, ele tira seus chinelos, sentindo a areia tocar diretamente seus pés. Franco faz a mesma coisa.

 

Os olhos de Pomba se fixam no horizonte, o vento bagunça seu cabelo, mas agora, nada disso importa. 

 

Ele se vira para Franco, que já estava olhando para ele.

 

Franco sorriu.

 

– Vem… – Franco diz, os dois caminham em direção a área rasa do mar, o suficiente para sentirem a água em seus pés. Eles se soltam, Pomba caminha um pouco mais na frente, sentindo a água levar a areia de seus pés em alguns instantes.

 

Eles ficam em silêncio por um momento, Pomba se vira para trás, Franco está parado. Seus olhos fixos em Pomba.

 

– Ei, o que foi? – Pomba questiona, Franco respira fundo.

 

– Não acho que tenha um momento melhor do que esse pra isso…

 

– Huh?

 

O que?

 

– … Eu estou apaixonado por você, e acho que isso você já sabe… – Franco murmura, o rosto corando enquanto a luz do sol deixa tudo mais intenso. – Pomba, eu quero ficar com você.

 

– Huh? Mas nós–

 

– Não só agora, não só quando é bom que nem ontem... – Franco se aproxima de Pomba. – E-eu quero estar aqui quando você estiver cansado… Quando a gente brigar, quando a vida pesar, qualquer coisa, sempre. Eu quero aprender tudo sobre você. – Franco segura as duas mãos de Pomba.

 

O que?

 

A mente de Pomba fica em silêncio, prestando atenção em tudo o que Franco tem pra dizer para ele. Seu coração acelera dentro de seu peito, ele sente uma vontade genuína de chorar. Ele realmente está falando sério? Será que…

 

– Às vezes eu sinto um medo enorme de te perder, a gente passou por tanta coisa junto e… Junto com isso vem um desejo gigante de ficar ainda mais perto, de não te soltar nunca... – Franco sorri, minimamente. – Não é só vontade física, é vontade de dividir a vida mesmo… Eu nunca tive tanta certeza de nada em toda minha vida como eu tenho agora. A certeza de que te quero, que eu quero ficar com você, ter… Sei lá, uma casa bagunçada, uma rotina chata, rir de coisas bobas… Tudo. Desde que seja com você.

 

O coração de Pomba para por um instante. O tempo ao seu redor congela, sua respiração fica presa, ele sente seu corpo esquentar…

 

Ele não sabe o que dizer pra Franco.

 

Ou melhor, não sabe quais são as palavras certas para se dizer para ele nesse momento.

 

Ele nunca esteve nesse estado, desse jeito.

 

Então…

 

– Eu te amo… – Franco murmura baixinho, os olhos cintilantes, arregalados. – Eu te amo! – Ele repete, alto, pra que quem estivesse ali pudesse escutar em alto e bom tom. Franco puxa Pomba para um abraço apertado. Apaixonado. Ele levanta Pomba em seus braços, os pés de Pomba desencostando do chão enquanto Franco gira com ele nos braços. Pomba ri, a risada continua, sincera, enquanto sente seu rosto esquentar.

 

Franco não espera uma resposta de Pomba, é como se ele pudesse lê-lo completamente. Ele sabe que ele também está apaixonado.

 

Eu também te amo.

 

As palavras não saem.

 

Tem algo errado.

 

Mas…

 

Ele está onde ele quer estar.

 

Nos braços dele, pra sempre.

 

Mas Franco parece, de certa forma, preocupado.

 

As palavras de Franco martelam na mente de Pomba.

 

Eu te amo.

 

Eu te amo!

 

Mas Pomba ainda consegue sentir o nervosismo de Franco…

 

Tem alguma coisa acontecendo.

 

Franco o coloca no chão novamente, os braços de Pomba se prendem em volta do pescoço dele, não o soltando, não ainda. Franco se mantém de pé, os braços puxando Pomba pela cintura, a necessidade de proximidade é evidente apenas pelo toque dos dois.

 

Pomba precisa dele.

 

Mas ele tem medo.

 

Todos os receios que ele vem guardando vem à tona de uma única vez. A ideia de que, em algum momento, Franco iria ficar longe o apavora completamente. O Psikolera tem crescido cada vez mais, se eles se tornam algo mundial, vai ficar cada vez mais difícil de vê-lo, e Pomba não quer de jeito nenhum ficar longe dele. Ele teria que aprender a ocupar o espaço de Franco com saudade, e isso não é algo que ele consiga fazer, não agora, não assim.

 

Não depois de tudo.

 

Pomba pensou que seria mais fácil se ele não se apegasse tanto a ele, mas o problema era que, com Franco, ele precisava. Precisava daquele olhar, daquela presença, de toque, de sua voz… Tudo, e isso tudo tornava ainda mais assustador pra ele.

 

O medo não era só de ser deixado. Era de ser esquecido sem drama, sem briga, sem nada, só substituído pela ausência. Ele também vai estar longe, muitas coisas podem acontecer durante esse tempo.

 

Será que ficar sozinho doeria mais do que arriscar amar?

 

Ele se prendeu a Franco ainda mais.

 

Ele não conseguiu responder a ele.

 

– … Pomba…

 

Pomba se afastou um pouco, olhando nos olhos verdes de Franco. O coração dos dois batem no mesmo ritmo, conectados, de todas as formas possíveis. Ele espera o que Franco tem a dizer.

 

A preocupação atinge os dois de uma vez.

 

Algo não dito por ele, e a sensação de medo antecipado invadindo seu ser.

 

Ele só não quer ficar sem ele.

 

– … Posso pedir um favor pra você?

 

Pomba acenou com a cabeça lentamente.

 

– … A turnê do Psikolera vai começar na segunda… Amanhã.

 

Pomba sente algo se partir dentro de si.

 

O quê?

 

– Huh? 

 

– A gente vai… Sair na turnê… Por isso eu… Fiquei tanto tempo preocupado ontem, eu tava procurando um jeito pra te contar… Vai demorar, a turnê vai demorar… – Pomba se afasta um pouco de Franco. – Mas eu quero que você esteja aqui quando eu voltar… Eu não posso cancelar os planos com o Psikolera agora… Mas eu com certeza vou largar tudo depois que terminar e–

 

As palavras de Franco começam a ficar confusas para Pomba.

 

?

 

Ah…

 

Ele pensou que…

 

– … Não, não. Você vai… Amanhã?

 

Franco acenou com a cabeça.

 

Ele pensou que tudo iria funcionar agora.

 

Pomba não vai suportar ficar todo esse tempo tão distante dele.

 

Não agora.

 

Ele deu alguns passos para trás, se afastando de Franco.

 

Franco segura a mão de Pomba, não o deixando ir para longe demais dele.

 

– P-Pomba–

 

– Porque você não me contou antes? – Pomba olhou para o chão. Sua mente está tentando analisar e entender todos os seus sentimentos. Como que ele vai lidar com essas informações todas de uma vez? A declaração, a ida, a paixão, a falta, tudo de uma vez?

 

– D-desculpa, a gente acabou se enrolando com o Caíto e… Sei lá, chegou o tempo de turnê e eu esqueci–

 

– Como?

 

– Eu não sei, não era pra ser assim… – Franco aperta a mão de Pomba. 

 

Pomba está olhando pra qualquer lado, menos pra ele.

 

– Ei, olha pra mim, por favor…

 

– … – Pomba levantou o olhar. – Como eu faço daqui?

 

– O que?

 

– As coisas são diferentes agora. Quando a gente se conhecia só virtualmente, era mais fácil… A gente nunca tinha tido nada um do outro, proximidade, olhar, toque, nada… Todos os dias, e principalmente o mês que a gente precisou ficar separado foi difícil…

 

– … Pra mim também.

 

– Quanto tempo vai durar?

 

– … A gente não sabe, depende de muitas coisas, mas o último show é só… Daqui oito meses–

 

– Oito meses?! – Pomba franze o cenho, desesperado. – Como que–

 

– E-eu sei! Eu sei… – Franco começa a ficar nervoso. – É só… Só… Eu vou dar um jeito de vir aqui e–

 

– Como? Você vai vir um dia e vai ter que ir embora por mais quantos…?

 

Os dois ficam em silêncio.

 

Pomba sentiu algo se partindo, não nele, mas em Franco.

 

– … Eu preciso de você aqui, comigo… – Pomba sussurra, seu peito dói. – A gente esperou tanto por isso, eu esperei por isso, então eu…

 

Franco se aproxima de Pomba, as duas mãos apoiando em seus ombros.

 

– Então esquece! Eu deixo essa turnê pra lá, eu deixo o Psikolera pra lá e–

 

– Não! Franco, você não pode–

 

– Eu posso! Se for pra ficar com você, eu não me importo, se eles forem meus amigos, eles vão entender.

 

– É muito pior, você sabe que é! – Pomba se afasta mais uma vez, tirando as mãos de Franco de seus ombros. – Tem muito mais coisas envolvidas, e é o seu sonho. Você não vai abrir mão do seu sonho agora.

 

– Meu sonho é poder ficar com você, se você não pode esperar–

 

– Não é isso, Franco… – A voz de Pomba começa a ficar arrastada. Seus olhos se enchem de lágrimas.

 

Não é isso.

 

Ele só tem medo.

 

Medo de ser deixado, esquecido.

 

Não me deixa aqui sozinho, não me abandona.

 

Não me abandona.

 

É desesperador.

 

– Você não vai abrir mão do seu sonho, por favor, você não vai… – Pomba olha para Franco.

 

– Eu não quero ter que abrir mão de você, Pomba, eu não faria isso, eu não quero, eu não posso, eu–

 

– Eu sei, eu sei… 

 

Ele sempre soube que essa seria uma das consequências de ficar com ele, ele é um rockstar afinal de contas. Ele é famoso, ele é totalmente o oposto de Pomba nesse quesito, que prefere viver na calmaria, não no meio da bagunça.

 

E isso dificulta tudo.

 

Ver Franco realizar o sonho dele faria Pomba feliz, mesmo que de longe.

 

Ele não vai conseguir ficar longe dele por tanto tempo assim.

 

– Pomba, eu não posso ficar sem você. – Franco não tenta se aproximar dessa vez, respeitando o espaço de Pomba completamente.

 

– …

 

– Pomba, por favor–

 

– … 

 

Sua insegurança grita.

 

As palavras de Caíto ecoam na sua mente.

 

O medo de ficar sozinho.

 

A falta que ele vai fazer.

 

A saudade que vai ficar.

 

 

Ele não vai prender Franco a ele, não desse jeito.

 

– … Não dá. Eu não vou fazer isso com você. – Pomba diz, baixo, seu coração apertado.

 

Eu te amo.

 

Eu te amo, Franco.

 

Eu te amo muito.

 

– O quê?

 

– Eu prefiro que você termine de fazer o que tem que fazer com o Psikolera, faça uma turnê legal… – Pomba enxuga as lágrimas de seu próprio rosto com as costas de suas mãos. – E que a gente não… Se prenda um ao outro.

 

Os ombros de Franco se abaixam, ele não responde.

 

– Se a gente não precisar esperar um pelo outro, a gente pode… Ficar livre… Continuar vivendo… – Pomba olhou para o horizonte.

 

O som do mar, dessa vez, não é reconfortante.

 

– … Vai doer ficar longe de você, mas vai doer muito mais a incerteza, de não saber se você… Volta. 

 

Ele não quer ser deixado por quem ele ama mais uma vez, sempre carregando a esperança de um retorno que nunca vai vir.

 

No fundo, ele ainda espera que sua mãe venha buscá-lo.

 

No fundo, ele só tem medo.

 

Ele não vai impedir Franco de realizar o sonho dele.

 

Se sua própria mãe o deixou, talvez ela também tivesse sonhos, talvez ela também tivesse que escolher entre ele e o próprio sonho.

 

Se ele puder não ser o empecilho dessa vez, ele não vai.

 

Eu te amo, Franco.

 

As palavras ficam presas.

 

– Pomba, por favor, por favor…

 

Pomba levanta os olhos para Franco.

 

Ele está chorando.

 

Pomba nega com a cabeça.

 

– Por favor, Pomba, eu–

 

– Não, eu prefiro que…

 

Você não me deixe.

 

– Realize seu sonho e… Depois, eu não sei… – Pomba dá de ombros, seus olhos ardem, os soluços ficam presos.

 

– …

 

Franco fica em silêncio por um instante, até que…

 

– É isso que você quer?

 

Pomba acena com a cabeça.

 

– Tudo bem… – Franco sorri, um sorriso torto, que não se mantém no lugar. – Se você… Quer isso, eu farei isso por você.

 

Me desculpa.

 

Eles ficam em silêncio.

 

Pomba começa a caminhar de volta para a casa.

 

Ele não diz mais nada, nenhum dos dois.

 

Pomba olha para trás, Franco está de pé, de longe, cabeça baixa, seus ombros balançam, é nítido até mesmo de longe que ele está chorando.

 

Pomba volta pra casa sozinho.

 

Os passos arrastados.

 

Sua mente não o deixa em paz.

 

Ele fez a escolha certa?

 

Ele pensou demais?

 

Não…

 

Não é isso…

 

Seria tudo muito mais difícil se ele tivesse aceitado, não seria?

 

Não tem como prever.

 

É cedo demais, seus sentimentos estão aflorados demais.

 

Pomba abriu a porta de casa, o pessoal está acordado… Alguns arrumando as coisas, outros…

 

Quem se importa com isso agora?

 

– Pomba, bom di… – Kemi diz, aparecendo em frente a ele. Pomba passa por ela, sem dizer nada.

 

– E-ei, você sabe onde o Franco– Eloy começou a dizer.

 

– Na praia… – A voz de Pomba sai baixa, arrastada.

 

Todos estão organizando suas bolsas e malas para irem embora.

 

Pomba vai até o quarto fazer o mesmo.

 

Ele desligou sua mente, não se lembra de nada direito.

 

Ele escutou algumas pessoas falando de Caíto, ele nem sabia que Caíto sequer tinha ido pra praia, ele não o viu…

 

Outros parecem preocupados com ele.

 

Mas ele não se importa.

 

O tempo passou rápido, ele não conseguiu notar.

 

Pomba entrou no carro, na mesma divisão de ontem de manhã, Pomba, Corvo e Coruja na outra ponta. Papagaio e Harpia na frente…

 

 

Silêncio.

 

É reconfortante.

 

Ele começa a chorar.

 

Muito.

 

Muito. 

 

As lágrimas demoraram pra parar de escorrer de seu rosto.

 

Ele sentiu a mão de Corvo em suas costas, o silêncio se estendeu, apenas o som de choro de Pomba ecoava. Ninguém brincou, ninguém perguntou. Não ainda.

 

Ele está em casa, afinal de contas.

 

Pomba se sente como uma criancinha.

 

O choro começou a diminuir com o tempo. A voz de Papagaio soou primeiro.

 

– O que aconteceu?

 

– … O Franco se declarou pra mim. – Pomba responde entre soluços.

 

– E isso é ruim? – Coruja questiona, preocupado. Pomba negou com a cabeça.

 

– Ele se declarou, mas ele vai sair em uma turnê muito longa com o Psikolera… Ele pediu pra eu… Esperar até ele voltar. – A voz de Pomba se arrasta mais uma vez.

 

Ele fez a escolha certa?

 

– Ah. – A voz de Coruja sai.

 

– Espera aqui, filha. Eu volto pra te buscar, tá? 

 

– Tsk. – Harpia resmunga, irritado.

 

– Então eu… Rejeitei… Ele disse pra mim que largaria o Psikolera pra ficar comigo, mas eu prefiro que ele… Realize os sonhos dele… Eu não sei se eu fiz certo e–

 

– Shhh, tá tudo bem. – Corvo puxou Pomba pra si, o envolvendo em um abraço apertado, caloroso.

 

Pomba desabou completamente, mais uma vez.

 

Claro, isso também afetava diretamente Corvo e Kemi de certa forma, graças a Alê e Eloy…

 

As palavras de Franco martelam em sua mente.

 

Eu te amo.

 

Eu te amo!

 



Pomba ficou dentro do carro sozinho em frente a floricultura enquanto seus irmãos desceram pra pegar algumas caixas e assinar alguns papéis lá dentro…

 

Ele se encolheu no lugar, o cheiro de Franco é mais presente do que qualquer coisa. Ele está usando o moletom dele agora…

 

“Bzzt.”

 

Uma mensagem chegou pra ele.

 

“Bzzt.”

 

“Bzzt.”

 

Uma atrás da outra.

 

Claro, ele só tem conexão da internet agora.

 

Franco (11:29): pomba

 

Franco (11:29): voce tem certeza de verdade?

 

Franco (11:30): merda ta sem internet será?

 

Os aplicativos mudaram, provavelmente com algum medo de ter sido bloqueado em algum lugar.

 

isqueiro_manso: por favor

 

isqueiro_manso: por favor voce so precisa dizer uma unica coisa

 

@psikofranco: eu nn vou aguentar

 

@psikofranco: eu nn vou conseguir fazer essa turne direito

 

@psikofranco: por favor

 

@psikofranco: eu nn sei o que eu faço

 

@psikofranco: pombaaaaa

 

@vouser_franco_comvc: serio

 

@vouser_franco_comvc: kkkkkkkkkkkfjdkofj

 

@vouser_franco_comvc: kk kk

 

@vouser_franco_comvc: que merda

 

@vouser_franco_comvc: eu devia ter te contado antes a gente podia ter pensado em

 

@vouser_franco_comvc: algo melhor

 

@vouser_franco_comvc: porra

 

@vouser_franco_comvc: que merda

 

@vouser_franco_comvc: oque eu faço

 

Franco (15:56): to indo pra casa agora, quando ver, por favor

 

Franco (15:57): fala comigo

 

 

Ele não vai conseguir nem mesmo seguir em frente assim, não é?

 

 

eu (17:26): Oi

 

Franco (17:27): PORRA que susto meu deus

 

Franco (17:27): vc ta bem? meu deus

 

eu (17:28): Não, por enquanto não, mas vai dar tudo certo ^^

 

Franco (17:29): por favor

 

Franco (17:29): ey nao vou aguntear ficar longe de voce eu preciso de voce

 

Franco (17:30): eu te amo

 

 

eu (17:33): Franco, por favor, eu já me decidi…

 

Ele não recebe uma resposta imediata.

 

Ela demora.

 

É quase que insuportável.

 

Franco (17:58): tudo bwm kkkkk

 

Franco (17:59): me desculpa

 

eu (18:00): Você não tem culpa, para com isso

 

Franco (18:00): a gente vai continuar conversando????????

 

 

eu (18:01): É melhor  não, se fosse continuar assim, eu teria aceitado, não acha?

 

Franco (18:02): kjfijfeworeqwouih tudo bem kkkkk

 

Franco (18:03): eu to bem, eu to..!!!,1,1!

 

Franco (18:04): isso dói

 

Franco (18:05): prometo fazer um puta show mto fods!!!!<!!<!! so pra vc, todos eles

 

Franco (18:05): msm quw voce nem queura mais ver as coisas do psikoelra

 

 

Franco (18:06): eu te amo muutoi

 

Franco (18:07): vou sentir saudad&

 

Pomba não responde.

 

Ele deixa o celular ao lado.

 

O silêncio se estende, longo demais.

 

É melhor assim.

Notes:

Muito obrigada por ler Saudad&! Mas ainda temos que descobrir um pouquinho mais dessa história! A segunda parte dessa história vai ter um total de (se tudo der certo) 16 capítulos, cada um dedicado pra encontrar uma resolução pra essa história. Ainda temos muito o que descobrir, sobre o Pomba, os problemas com o Caíto e o que desenrolou entre os dois.

Mas é aqui que a primeira parte termina.

Os planos desde o começo de Saudad& eram ter duas partes, mas eu não imaginei que TANTA gente ia aparecer por aqui e que eu iria conseguir chegar ao ponto de conseguir fechar a primeira parte. A segunda parte não promete um final feliz, mas promete resoluções pra cada um, onde cada um vai encontrar um caminho próprio e encontrar o próprio final, o mais leve ou o mais pesado que seja.

Obrigada a cada um que dedicou um tempo pra ler, pra comentar, pra interagir comigo, pra trocar uma ideia ou rir de qualquer coisa. Saudad& mudou completamente o meu jeito de pensar, o meu jeito de agir e de me portar com outras pessoas. Eu finalmente, depois de quase 13 anos na internet em meio de um monte de username e anonimato eu consigo dizer que eu existo, meu nome é Hilary e eu escrevo histórias! Obrigada por segurar minha mão e me ajudar a não desistir. Saudad& significa muito pra mim, mais do que vocês imaginam! <3

Espero que vocês tenham gostado e que tenham, pelo menos, amado um pouquinho desses dois bobões o tanto que eu amo. Devo tudo a eles, assim como devo a VOCÊ AÍ QUE ESTÁ LENDO!!

Um beisho!! Vou atualizar sobre a segunda parte no twitter, pode demorar, pode ser domingo, tô muito ansiosa já HDSAJDSH

Obrigada por tanto!! <3

Me acha lá no twitter pra falar comigo, viu! @hilarwy

OUTRO BEISHO!!! <3

Notes:

<3

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