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Anytime, Any place

Summary:

Apenas uma fanfic brasileira com a temática soukoku (conteúdo saudável e um tanto vergonhoso)

Notes:

Olá! Minha primeira (e provavelmente última), fanfic publicada no AO3! Perdão por qualquer erro, admito que foi algo que escrevi faz tempo, literalmente no meio do nada, mas espero que gostem! O título foi baseado em um pequeno trecho de "Heart Attack" da Chuu.

(See the end of the work for more notes.)

Work Text:

Em um pôr do sol, dois garotos se encontram extremamente suados e ofegantes. Corpos cansados abraçados no chão de uma pista de skate qualquer, no meio de uma praça abandonada, porém em excelente estado. Chuuya recompõe-se primeiro, e começa a falar:

 

— Dazai, você realmente *não* está entendendo a situação!
— Eu entendi, talvez esteja apenas em estado de negação.
— Talvez?
— Ok, talvez eu esteja surtando também.
— Eu tô completamente fodido s-
— Ei! – Dazai interrompe – Olha a boca!
— É sério isso? – Chuuya pergunta, desacreditado.
— Brincadeirinha!
— ...Enfim, eu estou completamente *ferrado*, melhor pra você?
— Muito melhor!
— Continuando, eu estou completamente ferrado se meus pais descobrirem! Droga, por que eu fui aceitar a sua proposta de vir pra cá?
— Por que você me ama! – Diz Dazai enquanto faz um coração com as mãos.
— Cala a boca! – Chuuya desfaz o coração com um tapa, mas sorri – De qualquer maneira, acho que foi melhor eu ter feito isso... Quero nem imaginar como seria ir lá!
— Eu concordo, apesar de que o Ango provavelmente vai arrancar a minha cabeça! – diz o garoto-múmia sorrindo como uma criança.
— Agora que eu percebi, quantos quilômetros corremos de lá até cá? – Chuuya se pergunta – até eu me sinto levemente cansado.
— Provavelmente uns oito quilômetros; nem foi tanto assim!
— Diz aquele que parece que está tendo uma crise asmática!
— Mas eu sou asmático.
— Eu sei... Pera, quê?!
— Brincadeirinha de novo, Chuu!
— Chuu? Sério? Você é patético – Chuuya puxa-o em direção a seu peito
— O patético que vai ficar com você pra sempre! – Dazai mostra o anel de compromisso.
— Bom, será que seus pais se incomodariam se eu ficasse na sua casa por hoje? Eu tô podre!
— Acho que não, só vou precisar separar toalha, roupa e escova de dentes pra você, até porque eu jamais conviveria com um fedido dentro da minha própria casa!
— Olha quem fala! Seu grudento!

 

Eles continuam a se bicar por horas e horas, até que o sol finalmente se põe e eles, então, tomam rumo à casa de Dazai. Era uma rua tranquila, com iluminação relaxante e cheia de gatinhos (todos sob cuidados da vizinhança). Uma noite de verão, com brisa refrescante e estrelas no céu, realmente era um clima agradável para ambos caminharem em silêncio, apenas aproveitando a companhia um do outro.
— Pai! Cheguei em casa! – Dazai grita enquanto tira seus sapatos.
— Hm? Pensei que chegasse mais cedo hoje.
— Pois é, acabei me atrasando; as pernas do Chuuya são realmente curtas, não acha? – diz enquanto corre para os braços de Oda, num abraço saudoso.
— Ei?! Me respeita, seu merdinha! Eu sou mais velho que você! – diz chegando ao lado dos dois.
— Pai, Chuuya pode ficar aqui pra dormir? A gente tá tão cansado, e seria crueldade deixar um cachorro na rua!
— Você tá abusando da minha paciência, seu porrinha!
— Tudo bem, só vou precisar aumentar a janta–
— Tudo bem! – Dazai interrompe-o, se desvencilhando do abraço – Nem se preocupe com o resto, que eu organizo!
— Ok, me chamem se precisarem de alguma coisa! – Oda volta para a cozinha.
— Vamos subir! Quero te mostrar o livro que eu comprei!
— Se não for um dos que eu te recomendei da Agatha, nem quero saber!
— É "Os Crimes ABC"~
— Tchau! – disse Chuuya enquanto corria escada acima, em direção ao quarto de Dazai.
— Me espera, seu cachorro!

Ambos passam o início da noite rindo de compilações engraçadas de gatinhos, jogando Minecraft e imitando seus antigos colegas de classe. Depois da janta, sobem novamente para pintar as unhas e jogar cartas escutando música de fundo. Houve diversos absurdos naquele quarto nesta noite. Como exemplo: no meio de uma briga, Dazai cita uma frase de Renato Russo e, após alguns segundos de silêncio, ambos concordam que ele nunca dissera isso. Ou quando Chuuya descobre o Instagram de um antigo professor deles, e acabam achando uma conta de "thirst traps" no TikTok, além de um Only Fans. Eles resolveram pagar para ver do que se tratava, e não se arrependeram; aquilo rendeu longas e dolorosas risadas.
Com seus banhos tomados, acenderam uma vela aromatizante fraquinha para dar um tom especial, uma impressão de que existiam apenas aqueles dois na casa, juntos, e totalmente confortáveis com a presença um do outro. Eles, então, se deitam um ao lado do outro, e ficam olhando-se em silêncio, apenas a agradecer em pensamento pela sorte que têm por se conhecerem. E o que acontece em seguida? Eles se abraçam e dormem como crianças.
No dia seguinte, são acordados com batidas na porta:

— Crianças, vocês precisam se levantar...
— Já vamos! – E então se vira para Dazai – Levanta aí, porra!
— hmm, para com isso, Gi...
— Gi?
— ...
— ... não ouse...

Ambos saem do quarto (foco no olho recém-roxo de Dazai!)

— Bom dia, pa-
— Dazai... Você fugiu do alistamento obrigatório?! – indaga Ango, completamente furioso – Está de castigo!
— Pfft, pelo visto alguém se deu mal! – diz Chuuya, rindo da desgraça do garoto.
— Chuuya, saiba que eu liguei para o seu pai, e avisei que você fugiu junto. Você também estará de castigo.
— Fodeu-

Notes:

Muitíssimo obrigado pela sua leitura!