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Iwaizumi deveria estar enojado. Ele deveria estar em casa, estudando para sua prova de final de semestre. Ele deveria estar em qualquer lugar, menos ali.
Seus pais não estranhavam que ele dormisse na casa de seu namorado. Sua mãe paparicava Oikawa mais do que a si mesmo, sempre ressaltando as infinitas qualidades do rapaz. Seu pai também o elogiava, vez ou outra pedindo notícias de seu “futuro genro”. Eles não sabiam a verdade, ninguém sabia.
Oikawa não era nada do que parecia.
— Quer sentir o gosto do sangue dele, Iwa-chan? — Oikawa deu uma risadinha, o provocando. Sua voz estava abafada.
Iwaizumi balançou a cabeça, choramingando, enquanto seu rabo apertava ainda mais o pau dele.
— Como se eu fosse manchar o seu rosto lindo com uma coisa tão nojenta — Iwaizumi fechou os olhos, gemendo quando sentiu a ponta afiada da faca contra seu pescoço. — Não se preocupe, querido. Você sabe que eu limpo direitinho todas as vezes.
Iwaizumi sabia.
Piscou quando uma claridade repentina foi direcionada para seu rosto e quando sua visão se acostumou com a luminosidade, viu seu reflexo na tela do celular que Oikawa segurava com a mão coberta pela luva de couro. O flash capturava os mínimos detalhes de seu corpo sendo fodido com força, indo para frente e para trás no ritmo que Oikawa ditava, a boca salivando e os olhos verdes entreabertos, ameaçando fechar.
De quatro, seus braços faziam esforço para manter a posição, sustentando com dificuldade o tronco diante dos solavancos que o os quadris de Oikawa faziam. Atrás, podia ver seu namorado com a outra mão, também enluvada, agarrando a sua bunda com força, enquanto usava a máscara preta que revelava sua verdadeira identidade de ghostface.
Hajime não tinha certeza quando começou. Ele e Tooru se conheceram ainda na infância, suas mães foram grandes amigas na faculdade e depois de alguns anos morando na capital, os Oikawa retornaram para Miyagi.
Quando as duas se reencontraram, acompanhadas de seus filhos, Iwaizumi não tinha ido muito com a cara do outro garoto, achando que talvez ele fosse algum “metidinho” rico. Ele estava calado, tímido e evitou olhar Iwaizumi nos olhos no primeiro momento, parado atrás da mãe com uma expressão vazia. Mas quando ergueu o rosto e encarou Hajime, o garoto mais velho sentiu uma agitação diferente no peito
Intensos, os olhos de Oikawa, embora fossem num tom castanho claro que lembrava avelã, pareciam… escuros. Imediatamente pensou que talvez ele o estivesse encarando de forma esnobe, mas não parecia o caso. E só saberia identificar o significado real anos mais tarde.
Acabou concluindo que tinha imaginado coisas, já que o rosto de Oikawa se iluminou no momento seguinte e um sorriso largo agraciou seus lábios, mostrando um dos dentes de leite faltando.
E apesar de Oikawa sempre torcer o nariz para algumas de suas brincadeiras ou pela sua fascinação com insetos, nunca desprezou seus interesses — até tentou estender o dedo para uma mariposa e se debulhou em lágrimas de desespero quando ela de fato pousou ali.
Ainda assim, Iwaizumi nunca conseguia espantar a sensação de que, todas as vezes que Oikawa ficava quieto e o observava, era como se Hajime se transformasse nos bichinhos que tanto gostava de perseguir.
Ele se sentia como uma presa, sendo observado pelo predador.
Quando entraram no jardim de infância, Iwaizumi acabou se aproximando de uma garota que adorava borboletas.
Se lembrava de ver Oikawa com um beicinho chateado nos lábios, resmungando que estava sendo abandonado enquanto seus familiares sorriam com a reação do mais novo, mas tinha algo no olhar dele que indicava raiva. Ódio. Ainda assim, Iwaizumi não sentiu medo, só… curiosidade. Oikawa monopolizava seu tempo durante o dia e só se separavam quando iam para suas respectivas casas para dormir. De resto, todos os seus minutos e segundos eram passados na companhia de Tooru.
E ainda assim ele demandava mais de Iwaizumi, como se nunca fosse o bastante.
Certa vez, Oikawa apareceu em seu quintal com uma bola colorida, o chamando para jogar vôlei. Embora não tivesse o mesmo apelo que sentia ao pegar sua rede e observar as características dos bichinhos de seu jardim, Iwaizumi ficou fascinado com o domínio que Oikawa exercia com as mãos, mandando a bola para onde quisesse no ar como um maestro conduzindo uma marionete.
Porém, não era o bastante para fazê-lo esquecer dos seus gostos e das descobertas que gostava de compartilhar com a nova amiga, ignorando o olhar afiado de Oikawa.
Um dia, Iwaizumi se recusou a jogar vôlei com Oikawa no recreio.
Preferia ficar no balanço com a garota, argumentando que era o lugar ideal para ver as abelhas que voltavam para a colmeia ali perto. Saiu por um instante para pegar seu lanche e quando voltou, encontrou uma comoção de professores e outros alunos. Sua amiga chorava copiosamente caída no chão, com o nariz sangrando, dizendo ter sido empurrada do balanço. Quando questionada sobre quem teria sido o responsável, a garota lançou um olhar apreensivo para o lado e então se calou.
Iwaizumi encarou Oikawa, vendo uma expressão de preocupação semelhante à dos outros alunos, mas algo em seu olhar parecia estranho. Ele parecia oco, como se fosse só uma casca sem nada por dentro. Quando levantou o rosto e encarou Hajime, não disse nada, mas seu rosto parecia dizer tudo.
Meu.
Depois desse acontecido, ela se recusou a falar com Iwaizumi, dizendo que não via mais graça nos bichinhos. Tampouco revelou quem teria a machucado, mudando a história para dizer que apenas “caiu sem querer”. Pouco tempo depois, seus pais a transferiram para outra escola.
Iwaizumi passou a jogar vôlei com Oikawa no recreio.
Hajime gostava de vê-lo feliz, sempre radiante quando estava por perto. E como ele, decidiu entrar para o clube de vôlei, deixando que Oikawa extraísse seu melhor com as jogadas brilhantes. Fizeram alguns amigos no ensino fundamental e por um bom tempo, nenhum incidente semelhante ao balanço tornou a acontecer, fazendo Iwaizumi sentir remorso por acreditar que Tooru estivesse por trás do ocorrido.
Até que Kageyama Tobio chegou na escola Kitagawa Daiichi.
Na época, Iwaizumi achou que Oikawa estava apenas sendo o mimado que costumava ser, chateado por estar sendo colocado no banco enquanto o aluno novo brilhava como o prodígio que era. Com o tempo, percebeu que as falas passivo-agressivas carregavam rancor, os toques de bola eram fortes demais, os empurrões com o ombro eram agressivos. Foi o momento em que ele percebeu que Tooru queria machucá-lo para valer.
E suas suspeitas se confirmaram quando viu a ira que ele carregava no olhar quando, em um momento de frenesi, tentou arremessar uma cadeira contra o mais novo. Iwaizumi tinha ficado ensandecido na hora, incrédulo em até onde o melhor amigo estava chegando pela inveja que sentia pelo jovem levantador. Mas foi ali que se deu conta de que não era inveja, era ciúme.
Era o fato de Kageyama sempre tecer elogios e pedir conselhos de Iwaizumi quando Oikawa estava irredutível em ajudá-lo, o que ocorria sempre. Por um segundo, sentiu receio de intervir e ser atingido também, mas no instante que Oikawa percebeu sua intenção, jogou a cadeira para o lado e saiu, como se nada tivesse acontecido.
Depois disso, Oikawa continuou participando dos treinos com seu jeito entusiasmado,os treinadores nunca ficaram sabendo do ocorrido, já que Iwaizumi nunca revelou. Kageyama nunca mais pediu sua ajuda e sempre o evitava nos treinos.
Sendo honesto, no fundo Iwaizumi sabia o tempo todo. Ele notava que, conforme foram crescendo, as pessoas que se aproximavam demais e ameaçavam se colocar entre ele e o Oikawa decidiam, de uma hora para outra, que não queriam mais sua amizade ou apenas desapareciam. Além disso, crescia um burburinho na cidade sobre um possível serial killer na cidade, que perseguia suas vítimas e as matava usando uma máscara, se auto intitulando como ghostface.
Inicialmente, Iwaizumi não queria aceitar que o garoto com medo de joaninhas era o responsável por trás daqueles acontecimentos. Então se deixava ser enganado por Oikawa e sua imagem perfeita de jogador habilidoso, aluno dedicado e amigo fiel.
Mas logo constatou que não ligava.
Ele não dava a mínima para os outros que tinham desaparecido. Quando encontrou a máscara escondida nas coisas de Oikawa enquanto o ajudava na mudança para a casa que ganhou dos pais, ambos no primeiro ano da faculdade, o confrontou e ele admitiu a verdade sem qualquer remorso, com um sorriso brincalhão nos lábios como uma criança que conta uma travessura inocente. Iwaizumi deveria sentir ódio e repulsa, deveria ter ligado para a polícia quando Tooru confessou que as vítimas escolhidas eram aquelas que se aproximavam demais de Hajime. Mas o que sentia de fato era um arrepio na espinha, uma excitação em saber o quão obcecado Oikawa era por ele.
Talvez Iwaizumi sempre tenha sido obcecado por ele da mesma forma, atraído pelo seu jeito possessivo como uma mariposa atrás da luz. Ele gostava de ser de Oikawa. E com esse pensamento, Hajime contrariou o senso comum e o beijou pela primeira vez, deixando que ele o fodesse o resto da noite.
A partir daí, ele já antecipava os ataques. Iwaizumi sabia o destino que o rapaz da cafeteria que tinha escrito o número de telefone junto com o seu pedido teria. Sabia que o professor que tinha o reprovado injustamente seria demitido no dia seguinte. Sabia que seu colega de turma que gostava bastante de contato físico desaparecia. Tinha consciência de que era uma pessoa tão horrível quanto Oikawa, talvez pior do que ele, já que incentivava que as pessoas fossem amigáveis só para ver o brilho no olhar de Tooru, antes de receber um apertão possessivo na cintura como resposta. Dava corda para que os outros se enforcassem e por isso eles eram perfeitos um para o outro.
Bastava ouvir o telefone tocar tarde da noite, e ao atender, ouvia um “Qual seu filme de terror favorito, Iwa-chan~?” e sabia que era o código para dizer que o trabalho estava feito.
Oikawa saia para matar suas vítimas e Iwaizumi se preparava para esperá-lo na cama de casal da casa de Oikawa que, em breve, seria dos dois.
— Tão lindo, meu Hajime — Oikawa disse contra seu ouvido, deslizando a ponta da faca por todo seu pescoço. Iwaizumi gostava do frio na barriga que dava, saber que um movimento errado e ele podia acabar dilacerado pelas mãos do amante e ainda assim, a forma meticulosa e experiente que Tooru manuseava a arma era o bastante para saber que isso não aconteceria. — Só meu.
Iwaizumi gemeu, vez ou outra olhando para a câmera e assistindo seu reflexo patético. O vídeo iria para a pasta oculta no celular de Oikawa junto às milhares evidências que ele guardava ali.
— Você gosta de assistir eu te comendo, bebê? — provocou, abandonando a faca de lado para passar a mão enluvada pela lingerie verde escura, sua cor favorita, adornando o corpo moreno.
Iwaizumi tentou negar, mas apenas soltou mais lamúrias misturadas com o nome de Oikawa enquanto jogava a bunda para trás, se empalando no caralho dele.
Sentiu ele sair de dentro de si sem cerimônia, virando seu corpo para o lado com força antes de forçar seu pau mais uma vez, arrancando um gemido gutural de Iwaizumi.
Seus olhos turvos piscaram, assistindo Oikawa jogar a máscara para longe, revelando seu cabelo castanho empapado pelo suor, jogado para trás e revelando a testa. Uma das mãos segurava o celular, gravando seu estado.
— Não? — Oikawa tombou a cabeça para o lado numa falsa confusão, as pupilas dilatadas. — Engraçado que seu rabo aperta meu pau sempre que você se olha. Já pensou em ser ator pornô, Hajime?
O moreno fechou os olhos e balançou a cabeça, agarrando as mãos no travesseiro e deixando sua cabeça tombar para trás, expondo o pescoço.
Sem precisar de um convite formal, sentiu a faca pressionando o pomo de Adão, ameaçando romper a pele.
— Igual aqueles seus bichinhos que você gostava de ver — Oikawa sussurrou. — Eu poderia te prender igual um deles. Te deixar guardado pra sempre só pra eu observar. Você ia gostar disso, Hajime?
— S-Sim… — anuiu, já delirando pelo prazer.
Ouviu o barulho metálico da faca sendo jogada no chão e resfolegou ao sentir a mão coberta envolvendo seu pescoço. Iwaizumi sempre tinha sido fascinado pela forma como Oikawa conduzia seu corpo e o fazia respondia aos toques, dócil e submisso. Ele sempre estava pronto para atender às demandas de Tooru e ser completamente dele.
— Porra, você sempre tá mais apertado quando isso acontece — Oikawa sorriu maldoso contra seu ouvido. — Você gosta de sair se oferecendo que nem um puto só pra saber que eu vou comer esse cuzinho depois, não é?
Iwaizumi sequer teve decência de negar, concordando com a fala.
— Uma pena que eu prefiro matar do que dividir o que me pertence — Oikawa vociferou. — E desde o dia que eu te vi pela primeira vez, você passou a ser meu.
Sua mão apertou o pescoço de Iwaizumi com força e Tooru assistiu o rosto bonito ganhando um tom forte de vermelho, os olhos virando para trás enquanto Hajime sentia a respiração deixando seus pulmões e o pau babando de tesão com a força com que sua garganta se contraia com a falta de ar. Iwaizumi sentiu seus movimentos ficando mais lentos e a cabeça ficando pesada, começando a perder consciência. Antes que isso acontecesse, a mão de Oikawa deixou o pescoço e segurou seu rosto com força, esmagando as suas bochechas entre os dedos de uma forma dolorida.
— E a sua vida é minha, Hajime. Não é verdade? — questionou, sorrindo satisfeito quando o moreno prontamente assentiu. Mordeu o lábio inferior dele com força, lambendo o sangue do pequeno corte que apareceu ali e gemendo com o gosto. — Então goza pra mim.
Como uma marionete, seu corpo logo obedeceu o comando, como se a ordem de Oikawa fosse o que faltava para atingir o ápice. Sentiu Tooru sair de dentro de si com brutalidade, engatinhando com seus joelhos de cada lado do corpo de Hajime, e o pau diante de seu rosto. Imediatamente abriu a boca e estendeu a língua, sem saber se ele iria querer foder sua garganta ou só gozar na sua cara, mas oferecendo seu corpo de todo modo para que ele usasse como quisesse.
Oikawa continuou punhetando o pau com rapidez, enquanto seus olhos encaravam o rosto de Hajime, a boca aberta em um sorriso voraz deixando sair gemidos roucos de prazer sem qualquer pudor até gozar. Esporrou o rosto de Iwaizumi com vontade, pegando o celular esquecido em cima da cama e tirando várias fotos do moreno.
— Faz uma pose pra mim, Hajime~ — Oikawa pediu com um sorriso sacana, mirando o flash para o rosto entorpecido do moreno.
Iwaizumi choramingou, balançando a cabeça. Tooru bufou, apertando o pescoço dele mais uma vez.
— Você estava tão obediente antes, bebê — Oikawa repreendeu. — Precisa que eu ajude você a fazer as coisas? Te fodi até você virar um putinho imbecil, meu amor?
Iwaizumi balançou a cabeça de novo, mas obedeceu, fazendo um sinal de “V” com as mãos e deixou os olhos fechados, ainda com a língua aberta.
— Tão fofo~ — ouviu o elogio de Tooru e em seguida os dedos dele limpando seu rosto, unindo toda a porra e levando até sua língua, forçando o dígito dentro da sua boca até que ele engolisse tudo. — Você é perfeito, Iwa-chan.
Oikawa deitou ao seu lado e Iwaizumi o abraçou, sentindo Oikawa se aninhar em seus braços. Hajime mordeu o lábio inferior, contendo a vontade de ir até o banheiro e olhar seu reflexo no espelho, sabendo que encontraria a marca da mão dele ao redor de seu pescoço.
— Eu adoro quando você se arruma pra mim — Oikawa murmurou, beliscando seu mamilo por cima do sutiã. — Eu poderia matar essa cidade todinha só para ter você como prêmio.
— Cala a boca, idiota — Iwaizumi revirou os olhos, fazendo um cafuné nos fios castanhos de Oikawa, deitado em seu peito com olhos inocentes o encarando. — Você precisa parar de ficar fazendo essa merda toda vez.
— Iwa-chan, ele era um stalker — Tooru resmungou, com um beicinho nos lábios. — Eu tinha que proteger meu namorado doce, inocente e ranzinza.
— Ele não estava me stalkeando.
— Ele te seguiu até em casa.
Iwaizumi bufou.
— Tá, ele era meio esquisito. Mas agora eu estou sem um parceiro de laboratório e tenho um trabalho para entregar.
— Meu lindo e brilhante Iwa-chan vai ficar melhor sem ele. Aquele cara não era do seu nível — Oikawa retorquiu, resmungando quando Iwaizumi o respondeu com um peteleco na testa. — Além disso… — sua expressão inocente logo mudou para algo mais sombrio, um sorriso maldoso pintando seus lábios, fazendo Iwaizumi sentir borboletas no estômago. — Não é como se você não tivesse feito isso de propósito.
— Você tá ficando muito imprudente — Iwaizumi desconversou, os dois sabendo que sim, ele fazia de propósito. — Uma hora nós vamos ser pegos.
— “Nós”? — Oikawa ergueu o rosto, um sorriso bobo na boca. — Quer dizer que você é meu parceiro de crime, Hajime?
Iwaizumi desviou os olhos, sentindo as bochechas vermelhas.
— “Até que a morte os separe”, não?
Sentiu o rosto ser coberto de beijos, enquanto a risada de Oikawa preenchia o quarto. Iwaizumi queria manter a pose de durão, mas era difícil visto a forma como seu coração amolecia perto de Oikawa.
— Não acredito que meu lindo Iwa-chan está me pedindo em casamento — Tooru dramatizou, colocando uma mão no peito.
— Até parece.
— Você ia ficar tão bonito de véu, Hajime — brincou, rindo ainda mais quando Iwaizumi fechou a cara. — Não se preocupe, querido. Nós vamos ter a cerimônia mais bonita de todas e essa cidade toda vai saber que você é meu.
Iwaizumi sorriu, sentindo Oikawa depositar um selinho em sua boca e logo entreabriu os lábios, aprofundando o beijo. Deixou suas mãos percorrerem as costas nuas dele, sentindo as marcas de unhas que tinha feito ali, enquanto ele apertava seu quadril.
— Eles já sabem, Ciumentokawa — Iwaizumi sussurrou, sorrindo contra a boca de Oikawa quando ele o beijou de novo. — Mas isso não é o suficiente para te parar.
— Eu vou continuar enquanto continuarem mexendo com o que é meu — Oikawa proferiu com ar despreocupado, enquanto sua mão deslizava até alcançar o pau de Iwaizumi mais uma vez, apertando entre seus dedos. — Além disso, qual seria a diversão em parar?
Iwaizumi mordeu o lábio e o puxou de novo para um beijo, deixando que Oikawa consumisse seu corpo até que perdesse o fôlego mais uma vez.
