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Escola Jujutsu-Tóquio • Sexta 18:50
- Kugisakiiiii!!!!! - Yuji estava ajoelhado no chão implorando para que Nobara maratonasse com ele os filmes de "Minhoca Humana" - Vai ser só unzinho! - ele suplicava com olhos pedintes.
- Qual foi, moleque! - ela o olha de cima a baixo - Para de insistir! Se não, eu te meto o sarrafo!! - Itadori faz uma carinha de cachorro pidão, ela suspira e vira-se de costas para ele - E outra, eu e a Maki já temos outros planos. - Nobara dá um sorrisinho e começa a andar - Boa sorte pra achar alguém, Itadori! - a garota da um tchauzinho e nem olha para trás.
Pov: Yuji Itadori.
Não fui chamado para nenhuma missão nesse final de semana, então resolvi alugar todos os filmes da saga de "Minhoca Humana" para maratonar e passar o tempo da melhor forma possível. Mas, na moralzinha? É tão chato fazer isso sozinho!
Quando o Sensei Gojo me fez passar por aquele treino de assistir filmes sem parar, foi muito solitário... Depois disso, comecei a prezar ainda mais pela companhia das pessoas, principalmente na hora de assistir filmes. Normalmente, o Todo me acompanha, mas ele está em missão, então estou tentando recrutar um outro acompanhante para assistir comigo. Mas está sendo impossível! To só levando toco!
Depois da rejeição de Kugisaki, comecei a andar pelos corredores dos dormitórios e da escola à procura de alguma alma bondosa que fizesse companhia a mim. Foi quando, por coincidência, duas figuras cruzaram comigo pelo caminho.
- Panda!! Inumaki! - uma onda de esperança percorre meu corpo e eu sorrio ao vê-los.
- Salmão! - ele faz um "oizinho" com as mãos. Nunca consegui decifrar as emoções de Inumaki, tanto por sempre manter a boca tampada, quando por realmente não esboçar nada, então naquele momento, só supus que ele estava feliz em me ver.
- Fala, Itadori! - Panda sorri e dá dois tapinhas nas minhas costas.
- Vocês estão livres? Tava pensando em maratonar "Minhoca Humana"! Comprei todos os filmes e uma porrada de coisa para comer! - falo entusiasmado. Só de pensar nos chocolates já começava a surtar!
- Ah, - Panda e Inumaki se olham, como se dividissem de um mesmo pensamento - então... a gente meio que tá indo para uma missão, sabe?
- Oh... - fico cabisbaixo por um instante - relaxa! - sorrio de leve - Boa sorte na missão de vocês! A gente marca outra hora!
- Valeu! Claro, a gente marca sim!
- Atum!
Os dois passam por mim e vão embora me dando tchauzinho. Ponho a mão no peito e sinto uma leve pontada de angústia, engulo a seco. Isso foi um banho de água fria, que droga, acho que estou começando a me sentir solitário....
Continuo andando à procura de alguém, mas pelo meu azar, não encontro ninguém. Talvez realmente o meu destino seja assistir a saga sozinho.
Vou até o corredor do meu dormitório e paro em frente à minha porta. Antes que eu pudesse abri-la, porém, escuto o som de uma fechadura se destrancando ao meu lado. Olho em direção ao barulho e, aos poucos, uma porta vai se abrindo. De dentro dela, uma figura alta, magra e de cabelo espetado torna-se visível.
- Fushiguro! - sinto meu coração disparar e ando rapidamente em sua direção. Ele vestia uma camiseta branca lisa e uma calça de moletom preta, ou, como eu gosto de caracterizar, "estilo Fushiguro".
- Hm? - o espetado me olha - Que que foi, Itadori? - ele indaga enquanto coça os olhos, provavelmente deve ter tirado uma soneca e acordado agora pelo rosto inchado. Fiquei sabendo que ele foi a uma missão bem demorada. Não sabia que já tinha voltado, ele nunca me avisa, poxa!
- Geral tá vazando, mas você tá aqui! - sinto um sorriso sincero surgindo em meu rosto e aquela esperança de achar uma companhia me preenche por completo - E eu sei que você não vai para missão nenhuma hoje, então, por favor!!! Assiste comigo a saga de "Minhoca Humana"? - junto minhas mãos quase como em uma oração e faço um rosto pedinte. Megumi fica levemente vermelho, deve ter se irritado.
- Aquele filme grotesco? - ele me olha com reprovação - Você não tem nada pior para assistir, não? - ele começa a caminhar para longe de mim.
- Fushigurooo!!! - antes que ele se afastasse muito, o seguro pelo braço e ele para - Por favorzinho! - intensifico meu olhar pedinte - É tão solitário.... - tento encenar algo dramático para comover seu coração - todos indo embora, eu sozinho assistindo um filme tão assustador, comendo todos aqueles doces e salgadinhos de gengibre completamente sozinho... oh, que tristeza.... - Megumi suspira e fica ainda mais vermelho. Deve estar fervendo de raiva!
- Como você é insuportável. - o espetado bufa e desprende o meu braço - Só vou assistir essa bomba porque não tenho nada melhor para fazer. E vai ser só dessa vez, viu? - ele anda até a frente do meu dormitório - E espero que realmente tenha aquele salgadinho de gengibre, não comi nada até agora. - Fushiguro abre a porta, tira os sapatos e entra.
Não consigo deixar de emboçar um sorriso de orelha a orelha, estava realmente animado! Entro saltitando logo atrás dele no quarto e tranco a porta.
Pov: Megumi Fushiguro.
Droga! Por que ele pegou no meu braço daquele jeito?! Merda, e aquela carinha de imbecil?! Vai se foder! Ponho a mão no rosto para cobri-lo, estou sentindo ele fervendo. Porra, esse idiota!
Entrando no quarto, me deparo com um cenário que exalava Yuji Itadori: pôsteres de mulheres de biquíni e de filmes; salgadinhos e refrigerantes sobre a mesinha de centro; uma estante com diversos DVDS e quadrinhos; umas roupas embaixo da cama, junto com latinhas de refri e pacotes de doces, que ele provavelmente tentou esconder; pesos e faixas de treino; um saco de pancada todo amassado; a cama levemente desarrumada; e, no chão, em frente a ela, diversas almofadas e travesseiros, talvez seja uma tentativa de montar um sofá improvisado.
Apesar disso tudo, nada exalava mais Yuji do que aquele cheiro de colônia fresca e amadeirada que impregnava todo aquele quarto. Era quase viciante... Kugisaki quase sempre reclamava, dizia que era "enjoativo pra caralho", mas eu não achava. Nunca achei. Na verdade, eu até que gostava quando o cheiro prendia em mim.
- Ei, Fushiguro! - Itadori me chama e eu viro de leve a cabeça - Separai aquele espaço ali - ele aponta - com algumas almofadas para tentar imitar um sofá, haha! Então fica à vontade, pode sentar lá enquanto eu separo os filmes! - ele dá aquele sorriso bobo.
- Beleza. - vou até as almofadas e me sento.
Olho ao redor para encontrar mais detalhes sobre aquele quarto e, ao analisar os pôsteres, percebo que a maioria dos de filmes era de "Minhoca Humana". Realmente, ele é um fã!
Quando desvio a atenção dos pôsteres, meus olhos acabam se prendendo em Itadori: lá estava ele, de costas, pegando os DVDs. Moletom vermelho, o de sempre, bermuda preta de academia e meias com desenhos de ovnis. Típico.
Ao encontrar os filmes, ele os leva até a bancada da TV, põe o primeiro CD e o filme se inicia.
- Você já assistiu? - ele me pergunta enquanto andava até o sofá improvisado.
- Já devo ter visto um ou outro, - ele se senta ao meu lado, próximo o suficiente para que nossos braços se toquem - mas não sou fã. Acho muito nojento.
- Haha, todo mundo fala isso! - ele da uma risadinha - Mas você acredita que é a minha saga favorita? - seus olhos brilhavam.
- Não é difícil de acreditar, é bem a sua cara. - Yuji sorri e se inclina para pegar um refri.
- Quer um? Ainda tá geladinho.
- Pode ser. - ele me entrega a latinha e uma cena de perseguição se inicia.
Narradora on:
Megumi passou a maior parte do filme em completo silêncio, ele assistia as cenas mais estranhas, escutava os diálogos mais bobos, mas não esboçava uma reação sequer, era como se estivesse fazendo um desafio consigo mesmo de seriedade. Era difícil de notar, mas toda aquela observação estática e sem reação significava apenas uma coisa: vergonha. Tudo isso por conta de alguns momentos em que as pernas, os braços e as mãos dos dois se tocavam sem a menor pretensão, além disso, haviam vezes em que o rosado agarrava o braço do amigo nos sustos, como se Megumi o pudesse defender do monstro da TV. Esses toques inocentes podiam não afetar tanto Yuji, mas, em compensação, Fushiguro sentia em dobro. Sentia o choque, o arrepio no pescoço, aquele calor bobo invadindo seu corpo, era um sentimento meio ilusório, mas bom.
Itadori, por sua vez, sempre tinha algo para falar sobre as cenas idiotas do filme, parecia uma matraca. Voltava-se para o colega, com os olhos brilhantes, e soltava a curiosidade mais estranha possível, que somente o diretor e um fã de carteirinha saberiam. Megumi apenas escutava e assentia, ainda carregando junto a si aquela vergonha, e continuou assim por longas 2 horas, tal qual um loop.
Em sequência, "Minhoca Humana: Amor de Minhoca". O filme se aprofunda no passado do Minhoca Humana e em como ele se apaixonou por uma humana. Só que, no meio da trama, surge um triângulo amoroso entre a mocinha e o rival do protagonista: um dedetizador.
- Ow, esse aí é muito bom! - Yuji estava nitidamente entusiasmado, não parava quieto no sofá, parecia uma criança - É cheio de drama, romance e terror! - seus olhos brilhavam e ele não parava de sorrir. Falar sobre esses filmes o deixava mais feliz do que o normal - Acho que você vai adorar esse! Drama é mais o seu estilo, não é? - ele olha para Megumi e põe um punhado de bolinhas de chocolate na boca.
- Eu até que curto. - o moreno toma um gole de refri - Mas sendo sincero, um bagulho me incomoda. - ele coça a cabeça - Não consigo entender como vão meter um romance no meio disso. Tipo, esse bicho ama? - ele fazia um rosto enojado e confuso enquanto abria um pacote de salgadinho.
- Fushiguro, - o rosado o encara, põe uma mão no ombro do amigo e diz em tom sério - você não prestou atenção na história do outro filme? - ele olha para a tela e logo volta o olhar para o colega - A saga é romance puro! - Megumi o encara meio incrédulo.
- Então tá... - ele da uma risadinha sem graça e come um salgadinho. Yuji sorri e pega mais algumas balinhas.
- Quer? É chocolate! - ele oferece o saquinho.
- Eu passo, valeu. Não sou muito fã de doces.
- Ahh, to ligado! - ele olha para a tela - Olha, tá começando! - Itadori dá um tapinha no braço de Fushiguro para fazê-lo olhar para a tela e pega mais um punhado de chocolate.
Após um bom tempo de filme e de diversas curiosidades contínuas, inesperadamente, Yuji fica em completo silêncio em uma cena de beijo entre a mocinha e o dedetizador, um silêncio que infestava o quarto como uma colônia forte, era impossível não notar. A primeira vista, Megumi achou que o amigo estava apenas prestando atenção na trama como o bom fã de carteirinha que era, porém, não poderia estar mais errado.
O silêncio significava uma análise profunda, parecia até mesmo um estudioso na área. Ele observava o beijo minuciosamente, tão minuciosamente que chegava a ser bizarro. Virava a cabeça de um lado para o outro para tentar analisar melhor; via os toques e os imitava em si mesmo; olhava para a boca das personagens e pensava nos possíveis impasses na hora do beijo, principalmente, acerca do nariz.
Ele queria saber qual era a sensação, queria sentir e estar no lugar das personagens, não importava de qual.
Megumi olha de relance para Itadori e estranha toda aquela concentração e toques esquisitos. Ele estava tentando entender o porquê daquilo, pensava em várias possibilidades, de crush pela mocinha até alguma doença. Mas antes que pudesse concluir suas hipóteses, Yuji se vira para ele e pergunta de forma inocente, porém estranha:
- Ei, Fushiguro... - ele põe a mão no queixo - o nariz atrapalha na hora do beijo? - era uma pergunta genuína, o garoto o encarava com atenção e dúvida. Ele não aparentava estar envergonhado e realmente não estava, pelo contrário, tinha um grande interesse na resposta do amigo. Um interesse que carregava uma dualidade de propósitos.
- Hm?! QUE? - Megumi cora de leve pela pergunta inesperada - P-porque uma pergunta dessas do nada? - ele desvia o olhar e se volta para a tela.
- Fiquei curioso por causa do filme. - ele olha para baixo por um instante, como se estivesse procurando palavras no estofado, e logo volta seu olhar para o espetado - Mas, eai... atrapalha? - aquele rosto de dúvida e atenção retorna. Megumi limpa a garganta e responde quase em um impulso, ele queria que a dúvida fosse sanada o mais breve possível.
- Claro que atrapalha! - ao responder, seu tom de voz aumenta, ele não pensou antes de falar. Fushiguro estava envergonhado por ter levantado a voz, mas não conseguia evitar, foi uma pergunta muita repentina - M-mas depende do tamanho, por isso tem que inclinar um pouco a cabeça. - ele abaixou o tom. O moreno evitava ao máximo contato visual.
- Entendi... - Yuji se vira para a tela e os dois assistem ao filme por alguns minutos, até que, novamente, Itadori quebra o silêncio.
- Fushiguro, - ele o encara de novo - por acaso, você já beijou? - Yuji estava com um semblante de dúvida e seriedade, algo bem anormal para o garoto. Megumi o olha incrédulo.
- Que papo é esse? Tá querendo beijar quem, hein?! - ele bufa.
- Uai, quero... - ele fica levemente vermelho e coça a nuca - quero beijar a Jennifer Lawrence!- ele sorri desconcertado.
- Óbvio que quer. - Megumi da uma risadinha e olha para um pôster dela e suspira - Mas respondendo sua pergunta, já. - ele olha para a tela. O espetado se sentia muito envergonhado para manter contato visual dizendo esse tipo de coisa - Já beijei.
- Wowwww, SÉRIO?! - o rosado fica eufórico - Quantas vezes?! Com quem?! Como foi?! Você gostou?! - ele começa a metralhar perguntas uma atrás da outra.
- Ei, ei, ei! - Megumi se vira para Yuji e dá um soquinho no amigo, como forma de contê-lo - Você é muito afobado!
- Aii, Fushiguro! Só fiquei curioso. - ele faz uma carinha triste.
- Tsc, - ele suspira - foi na escola.
- Iiiiihh, então você era um delinquente que beijava as meninas na escola? Hihihi, não imaginava isso vindo de você! - Yuji começa a rir.
- Cala boca! - ele fica bravo. O termo "meninas" faz um desconforto inusitado tomar conta de seu corpo.
- Haha! Ué, to dizendo a verdade, não to? Certeza que as meninas ficavam tudo no seu pé! - ele ri, mas no fundo sentia algo meio estranho, um incômodo - Bonitão e todo marrento desse jeito, certeza que deve ter beijado a mais gat- Megumi da outro soco no rosado - Aiii! - Yuji massageia o braço - Que isso? Por que fez isso? - ele faz um rostinho triste apenas para o drama, mas continua rindo - Eu te elogiei! A menina deveria ser linda!
- Menino... - ele engole a seco e olha nos olhos de Yuji, como se confessasse algo guardado a sete chaves. Megumi sentia que precisava falar - foi com um menino. - Itadori para de rir e o encara surpreso.
- Nossa... - ele coça a nuca e fica desconcertado. Aquele sentimento de incômodo se torna maior, era como algo retroativo.
Megumi on:
"Porra..." - ponho a mão na boca, como se cobri-la pudesse apagar o que eu disse - "Eu... o que eu falei?! Ah, droga, droga, merda. MERDA! Ele vai me odiar? Yuji..." - o olho de relance e o vejo com os olhos no chão. Meu corpo gela - "Ele não está sequer olhando para mim..." - minha respiração começa a pesar - "eu sou um imbecil!" - sinto uma gota de suor escorrer pelas minhas costas - "Merda, puta merda!" - me levanto do sofá - "Porra, Yuji... logo você...?"
- Por que você me fez falar sobre isso?! - ele sente uma súbita vontade e chorar - Merda! - Fushiguro começa a andar. Ele sentia uma necessidade de fugir o mais rápido possível dali, era quase um mecanismo de defesa. Porém, antes que pudesse sair do lugar, alguém o puxa com força pela camiseta.
- Ow, Fushiguro, tá indo aonde? Você nem me disse como foi o beijo. - Megumi para e o olha de relance - Ele era bonitão? - seu tom era genuíno, mas com um fundinho de ciúme. Yuji o olhava com aquela carinha de bobo, uma carinha que não demonstrava descontentamento, raiva, nojo ou decepção. Ele sorria curioso.
Megumi sente aquele olhar singelo sobre si, e, de repente, tudo cessa. Um silêncio toma conta de sua mente. Uma onda de conforto suprime a ansiedade de seu peito. Um peso sai de seu corpo o tornando mais leve do que uma pluma.
Fushiguro nunca havia contado sobre o seu primeiro beijo a ninguém. Nem quando perguntavam, nem quando o silêncio pedia uma confissão. Muito menos que tinha sido com um menino. Era um segredo que carregava consigo como um vidro frágil, algo que podia se quebrar se exposto ao olhar errado. Não sabia ao certo o porquê, apenas sentia que guarda-lo era mais seguro. Talvez fosse medo. Medo do julgamento, de ser visto de uma forma que não poderia desfazer. Mas naquele momento, com Yuji ali, tão perto, contar pareceu não apenas possível, mas inevitável. Como se o segredo, guardado por tanto tempo, finalmente tivesse encontrado um lugar onde poderia ser dito sem peso.
Yuji era assim. Respeitoso sem esforço, amigável de um jeito que desarmava qualquer defesa, confortável como um lugar onde se podia descansar. Alguém que escutava sem julgamento, que acolhia sem cobrança. E era exatamente por isso que, para Megumi, era impossível não se apaixonar. Porque estar perto de Yuji era como se livrar de todas as armaduras que nem sabia que ainda vestia. E, pela primeira vez, ele não queria mais protegê-las.
- Tsc. - o moreno dá um leve sorriso e volta a se sentar - É a sua cara reagir assim, não é? - ele da uma risadinha e Yuji o encara confuso.
- É a minha cara? - ele aponta para si mesmo com o semblante de bobão, o que faz Megumi rir.
- É, haha, é a sua cara. - ele da uma cotovelada no amigo e se vira para a tela do filme - Eu estava na oitava série quando o conheci. Ele era o garoto novo que as meninas achavam bonitão, muito popular. Acabou que a gente virou amigo depois de ser obrigado pela professora a formar uma dupla num trabalho idiota da escola. Um dia, nós dois estávamos saindo juntos para andar de bike e acabamos parando no lago dos amantes, - ele olha para Yuji antes que o rosado pudesse comentar - nome bobo, eu sei. - novamente volta seu olhar para a tela - E, bem, acabou rolando. Não sei direito o que levou a isso, só sei que rolou. E pelo incrível que pareça depois desse dia ele começou a namorar com uma menina, mas enfim, essa foi a história. - ele suspira aliviado - Ah, e o nariz atrapalhou no começo, mas depois foi como se nem existisse. - ele olha para Itadori, que sorria.
- Vocês dois, tipo, viram que era o momento certo e se beijaram, igual nos filmes! - ele estava eufórico por escutar sobre isso, mesmo que, no fundo, aquela leve pontada de ciúmes o consumisse.
- Não exagera. - ele revira os olhos - Mas e você? Já beijou? - Itadori cora de leve - Pela sua reação e pelas perguntas bizarras, com certeza não.
- Ahhh, tá tão na cara assim? - ele fica chocado.
- Haha, tá tatuado na sua testa! - Yuji faz biquinho e abaixa a cabeça - Ué, mas tá triste porque? A gente tem 18, é normal nunca ter beijado.
- Eu sei, mas é que, - ele suspira - eu fico meio envergonhado... tipo, eu quero saber beijar, mas, ao mesmo tempo, não quero pagar um mico beijando alguém, sabe? Eu queria saber como faz...
- Que drama, hein, Itadori. - Fushiguro revira os olhos - Ninguém nasce sabendo, pô! Eu aprendi e você também vai.
- Acho que você só está dizendo isso porque já beijou! Não sabe como eu me sinto. - ele cruza os braços.
- Céus... - Ele estava um pouco irritado com a conversa de Yuji beijar alguém, mas, ao mesmo tempo, queria arranjar uma solução para o problema do amigo - É só testar com alguém que já tenha tido experiência e que esteja disposto a te ensinar. - Yuji o encara surpreso.
- Fushiguro, - entusiasmado, ele põe as mãos nos ombros de Megumi e o chacoalha como forma de mostrar gratidão e euforia - você é genial!! - o rosado o solta e sorri - Ab, mas pera aí... - seu sorriso se desmonta e ele põe a mão no queixo, pensativo - eu não conheço mais ninguém, tirando você, que já tenha beijado... - Yuji fica cabisbaixo - e, como eu vou saber se a pessoa vai estar disposta a me ensinar? É impossível achar alguém assim! - Megumi o encara por alguns segundos e, de repente, uma súbita coragem e falta de vergonha o consomem.
- E se, - ele engole a seco - tipo... - ele limpa a garganta - e-eu te ensinar? - o corpo de Fushiguro começa a queimar logo após essa pergunta, suas pernas tremem e ele sente seu coração sair pela boca, mas tinha que sustentar suas ações.
- Hm? - Yuji o olha surpreso - Pera, tipo, beijar você? - ele ruboriza - É-é sério? - o rosado estava com os olhos arregalados.
- Você quer? - ele desvia o olhar - E-eu tenho experiência e paciência... - seu coração parecia tambor no carnaval, batia tão forte que ele temia que Yuji pudesse escutar.
- Tem certeza? - Megumi sente que está difícil para respirar e cora ainda mais - Tipo, - Yuji coça a nuca - não vai ficar um clima estranho entre a gente? - ele olha para baixo, desconcertado.
- Olha, se tudo der errado, a gente pode fingir que nunca aconteceu. Foi assim com aquele meu amigo. - Megumi ainda estava corado, mas se sentia um pouco triste com a possível ideia de não beijar Itadori.
- Você não vai ficar bravo comigo se eu fizer alguma besteira na hora do beijo? - o moreno o olha surpreso.
Fushiguro on:
"Por que ele não está tentando me afastar? Porque está parecendo que ele quer me beijar?!" - sinto meu coração acelerar ainda mais - "Céus, esse é o sentimento de ilusão?!"
- Não. Não vou mesmo. - ele responde quase de imediato.
- Então... - Yuji engole a seco - você pode me ensinar? - ele estava com um rosto todo vermelho, era fofo. Essa com certeza era uma cena que Megumi nunca imaginaria ver, ainda mais sendo ele o principal culpado por aquela reação.
Fushiguro faz um sinal de sim com a cabeça. Yuji vira o corpo em direção ao amigo e se senta sobre os calcanhares, fecha os olhos e faz um biquinho hesitante, como quem se entrega sem saber exatamente o que esperar. O moreno não consegue conter um sorriso genuíno, que escapa antes mesmo que pensasse em escondê-lo. Aos poucos, ele começa a se aproximar, o coração acelerando a cada centímetro que a distância diminui.
Megumi deposita uma mão sobre a bochecha de Itadori, a palma quente, os dedos tocando a pele com delicadeza, e a outra sobre a coxa, num gesto um pouco mais ousado. Em resposta, Yuji cora ainda mais, o rubor subindo pelo pescoço, queimando as pontas das orelhas, e comprime os lábios num misto de ansiedade e desejo.
Estando a poucos centímetros da boca do rosado, Fushiguro sente a própria respiração falhar. O tempo parece se esticar, cada batida do coração ecoando como um tambor. Ele inclina a cabeça levemente, os olhos percorrendo os traços de Yuji como se quisesse gravá-los na memória antes de fechar os próprios olhos. E então, num fio de voz que carrega todo o cuidado do mundo, ele sussurra:
- Relaxa...
A palavra flutua entre eles por um instante, um instante que dura uma eternidade. E, de repente, a distância entre os dois se torna nula. Lábios se encontram, finalmente, como se todo o caminho percorrido até ali tivesse sido apenas o prelúdio necessário para aquele momento exato.
Megumi acaricia as bochechas de Yuji com os polegares, num gesto lento e cuidadoso, enquanto a outra mão massageia sua coxa. A intenção era dupla: deixá-lo mais confortável e, quem sabe, avançar para um outro nível. Yuji sente o corpo inteiro ferver sob os toques delicados, como se uma chama branda se espalhasse por sua pele. Ele queria corresponder, mas a timidez o travava, cada gesto mais ousado o assustava.
Depois de algumas tentativas de Megumi para aprofundar o beijo, os dois se separam aos poucos, os lábios ainda próximos, o ar quente trocado em pequenas pausas. Um silêncio constrangedor se instala. Megumi solta as mãos do corpo de Yuji e desvia o olhar, e há algo em seu rosto, uma leve decepção mal disfarçada que faz o peito de Yuji apertar.
Itadori abaixa os olhos, envergonhado. Ele queria reproduzir o que via nos filmes, mas tudo parecia intenso demais. No fundo, tinha receio de que Fushiguro se sentisse desconfortável, ou pior, que aquilo fosse além do que o amigo realmente queria. Porém, antes que pudesse mergulhar nos próprios pensamentos, um gesto inesperado o surpreende: Megumi toma suas mãos e as conduz até a própria cintura. Em seguida, envolve o pescoço de Yuji com os braços, aproximando os corpos até que não haja mais espaço entre eles. E então, novamente, os lábios se encontram, dessa vez com um tom mais firme, como se algo tivesse sido enfim decidido.
Fushiguro começa a mexer a boca e abrir de leve os lábios, levando a língua pouco a pouco para fora, um movimento lento, quase provocador, como se testasse os limites do amigo. O outro, percebe a abertura e finalmente se solta: copia o gesto, deixa os lábios mais maleáveis, mais entregues. Esse era o sinal que Megumi precisava. O moreno então introduz a língua, de início, devagar, mas com propósito, e começa a movimenta-la num ritmo que mistura exploração e desejo.
A sensação era estranha, mas eletrizante. Yuji sente um arrepio percorrer a espinha e, em vez de recuar, deseja ir a fundo. Então movimenta a língua de forma desengonçada, atrapalhada, mas com uma entrega que rouba o fôlego de qualquer um. Ele não sabe o que fazer, não sabe os movimentos, não sabe se roda, não sabe se chupa ou morde, mas isso não importa. Copiar Megumi vira instinto. E aquela imitação desajeitada se
transforma, aos poucos, num encaixe perfeito.
Lentamente, o beijo ganha corpo. Fica quente, molhado, urgente. Yuji já não pensa mais, apenas sente. Megumi segura seu pescoço com mais força, os dedos se enroscando nos fios cor-de-rosa, prendendo-o ali, como se houvesse alguma possibilidade de fuga, mas não há. Yuji não foge. Pelo contrário: agarra a cintura do moreno com as duas mãos, quase como uma necessidade e, com um puxão firme, junta os corpos sem deixar espaço entre eles. Itadori sente escalando sobre seu corpo, uma coragem e um impulso nunca antes vistos, ele agarra Fushiguro e o puxa para seu colo.
Abaixo dele, com o peito subindo e descendo descontroladamente, os lábios inchados e o olhar vidrado, Yuji sente o peso do corpo de Megumi, ele era leve e muito quente. A ação é tão inusitada vinda de um garoto que, poucos minutos antes, nem conseguia abrir a boca para beijar. Mas agora, com o calor dos dois se misturando, não existia mais vergonha, apenas desejo.
Fushiguro sente seu peito queimar, mas dessa vez, não era desejo, era falta de ar. Aquele beijo gostoso o deixava sem fôlego, quase sem consciência. Yuji tentava ao máximo ignorar essa necessidade de oxigênio, mas chegou a um ponto que nem mesmo sua língua conseguia seguir seu controle. Sendo assim, em um gesto rápido, porém desolador, eles afastam seus lábios molhados e os poucos centímetros entre os dois, deixam fluir um breve ar quente, um ar que, quase no mesmo instante, volta a ser contido em um beijo sedento.
Itadori pressiona o corpo de Fushiguro no encosto da cama e o junta ainda mais ao seu, como se quisesse fundir os dois em um só. Em resposta, Megumi agarra os cabelos do rosado com força, os dedos se enroscando nos fios como quem não quer soltar nunca, e envolve a cintura do amigo com as pernas, prendendo-o ali, num abraço que é ao mesmo tempo rendição e provocação.
Mas é nessa posição que algo se revela. Algo volumoso pulsa sob a bunda de Megumi, firme, quente, inegável. O moreno sente o rosto pegar fogo. A vergonha sobe pelo pescoço, arde nas bochechas, mas o que o faz tremer por dentro é perceber que seu próprio corpo já respondeu antes que ele pudesse pensar. As borboletas no estômago de Megumi se transformam em um turbilhão.
Yuji, porém, não se importa com a ereção. Na verdade, ele está mergulhado nela. Cada centímetro daquele momento o consome: a boca molhada e quente de Fushiguro contra a sua, os dedos que puxam seu cabelo com uma mistura de dor e prazer, a cintura fina que se encaixa perfeitamente no contorno do seu corpo, aquela pressão deliciosa perto do próprio membro, tudo isso o leva a um estado de puro instinto. Seu tesão cresce a cada segundo, denso, pulsante, insaciável.
Ele quer mais. Quer mais do amigo. Mais da boca, mais do toque, mais do corpo. Quer tudo o que Megumi estiver disposto a dar, e talvez, até o que ele ainda não sabe que pode pedir. Mais, mais, mais. A palavra ecoa dentro dele como um mantra, enquanto o mundo lá fora simplesmente deixa de existir.
Aquelas mãos na cintura começam a descer até a bunda do moreno, como se estivessem sendo guiadas por uma força maior. Ela era gostosa de apertar, Yuji estava amando, a pressionava com a mão cheia, sentia todo o seu ser queimar por ela. O corpo de Megumi formigava, seu membro começava a ficar cada vez mais duro, ele sabia que se continuassem ali, alguma coisa iria acabar acontecendo e, com toda a certeza, não passaria só de um beijo.
Quando uma mão de Itadori deslizou para dentro da camiseta do amigo, Fushiguro soube que essa era a hora de parar. Assim, com muito pesar, ele separou o beijo, como se pedisse rendição em uma luta, e depositou a cabeça no ombro do garoto como forma de se conter. Porém, manteve suas pernas e braços entrelaçados no mesmo, pois no fundo, algo não queria que aquilo parasse. Yuji se surpreendeu com a ação repentina.
- A-acho que é melhor parar... - Megumi sentia um aperto angustiante no peito, como se estivesse sendo obrigado a dizer aquilo.
- Eu fiz alguma coisa errada?! - ele pergunta em um tom confuso e desesperado - Você não estava gostando, Fushiguro? - Yuji estava cabisbaixo, sua voz era melancólica. O rosado estava receoso de suas ações, temia que tivesse feito alguma coisa ruim para o amigo. Ele o encarava com um rosto tristonho, suas sobrancelhas estavam para baixo e seus olhos lacrimejavam. Isso mexia com o coração de Megumi.
- Não... - ele sente o peito pesar, era difícil encarar Yuji quando ele o olhava daquela forma. Até mesmo formular uma frase simples era difícil com aqueles olhos quebrando seu coração - q-quer dizer, eu estava gostando! Estava gostando muito, estava muito bom, bom demais... - ele dizia a verdade, estava amando toda aquela sensação, era até vergonhoso admitir isso em voz alta - mas acho que estávamos indo longe de mais... - impor esse limite partia seu coração, mas sua mente dizia que era necessário.
Após dizer isso, um silêncio se instala. Era possível escutar apenas a respiração ainda ofegante dos dois, o ar saindo e entrando, os peitos subindo e descendo num ritmo que parecia um só.
Apesar da imposição de um afastamento, ambos não saíam daquela posição, ainda sentiam tudo. Os corpos colados, os lábios ainda úmidos, o calor irradiando como brasa viva. Talvez estivessem esperando quem iria dar o primeiro passo para se desvencilhar. Mas um certo alguém não queria quebrar esse feitiço.
- E qual o problema disso? - o rosado indaga sério, o garoto não entendia o problema disso - Você estava gostando... - Yuji da uma leve apertada na cintura do amigo, como se o induzisse a ceder aos seus desejos.
O coração do moreno batia tão forte que podia ser escutado a metros de distância.
- Itadori, isso está além de só um "teste de beijo"... - ele diz muito envergonhado. Seu corpo tremia de ansiedade e desejo, aqueles toques despertavam o pior de si - e-está muito além... - o espetado olha para baixo para evitar contato visual.
- Então, - ele segura o rosto de Megumi quase o obrigando a olhar em seus olhos, mas o moreno consegue se conter - porque a gente não vai além? - o rosado encara os lábios inchados do amigo, louco para experimentar mais e mais.
Fushiguro tentava, ao máximo, não olhar para Yuji, principalmente para sua boca. Ele realmente estava tentando se conter, mas aquele garoto insistia em segurar sua cintura com força e o olhar de forma penetrante. Aqueles dedos fortes e firmes não paravam de tocá-lo, deslizando como se soubessem exatamente onde apertar. Era quase tortura; ele sabia que não iria suportar. E já não estava mais suportando.
O moreno sentiu o corpo inteiro começar a formigar, cada centímetro da pele pegando fogo sob aquele olhar devorador de Yuji. Engoliu em seco, o peito subindo e descendo em um ritmo que já escapava ao seu controle. Ele realmente não ia conseguir se segurar. Ele queria descobrir a sensação de ultrapassar aquele limite. Ele queria sentir mais daquele calor. Mais daquele prazer. Ele queria deslizar seus dedos pelo corpo de Yuji. Tocar. Beijar. Morder. Chupar. Ele queria Yuji Itadori. Por isso, cedendo ao desejo, murmurou, com a voz saindo mais frágil do que gostaria:
- S-só vamos tentar ir com calma, tá...?
Ele levantou o olhar na tentativa de encarar Itadori, mas mal pôde processar sua expressão. Um beijo sedento o consumiu de uma hora para outra, roubando-lhe o ar, o pensamento, qualquer vestígio de contenção.
Itadori põe uma das mãos por baixo da camiseta de Megumi e crava os dedos na cintura dele, apertando com força enquanto pressiona o corpo do moreno contra o seu, colado, sem espaço, deixando evidente cada curva e cada centímetro de pele em contato. Fushiguro consegue sentir ainda mais a pulsação volumosa do amigo, dura e latejante, pressionada contra sua própria virilha, quase rasgando a bermuda fina de tão tensa. Era impossível não esboçar uma reação, e seu próprio membro já endurecia, respondendo de forma involuntária, roçando-se contra Yuji a cada movimento.
O moreno arfa no meio do beijo, um gemido abafado que escorrega direto para a boca de Itadori, que sente um choque de excitação percorrer sua espinha. A mão, antes na cintura, sobe lentamente pelo torso suado de Megumi até alcançar um dos mamilos. Em um gesto inusitado, Yuji o aperta entre os dedos com força e começa a massagear em movimentos de vai e vem, roçando na ponta sensível até a sentir enrijecer sob seu toque.
Ele não sabia ao certo o que estava fazendo agiu puramente no instinto, guiado pelo próprio desejo que já pulsava insuportável entre suas pernas. Temia que Megumi o empurrasse ou se sentisse desconfortável, mas foi surpreendido quando o amigo arqueou as costas, colado contra ele, e se separou do beijo com um gemido contido, úmido, que escapou dos lábios entreabertos enquanto seus quadris se moviam por instinto, roçando-se deliberadamente contra a ereção de Yuji.
Aquela reação incendiou ainda mais o rosado. Agora, Itadori massageava os dois mamilos com as duas mãos, sem parar, apertando, puxando, roçando as pontas dos dedos em movimentos circulares, sentindo cada arqueamento do corpo de Megumi como uma resposta que só aumentava seu próprio desejo. A bermuda de Yuji já não escondia nada, a umidade começava a marcar o tecido, e a pressão entre os dois ficava mais intensa a cada gemido abafado que Megumi tentava esconder.
Megumi sempre foi sensível nessa região, mas nunca imaginou que fosse tanto. Talvez o momento tivesse o tornado ainda mais vulnerável ao toque. Cada aperto arrancava um arrepio que subia pela espinha e descia direto para sua virilha, já dolorosamente dura. Ele tentava conter os gemidos mordiscando o pescoço de Yuji, os dentes roçando a pele quente enquanto seus dedos se enroscavam nos fios rosados, puxando com força. Itadori estava amando cada segundo, os arranhões abafados, a respiração ofegante contra seu pescoço, e ainda soltava algumas risadinhas entre os beijos, completamente entregue ao controle que Megumi parecia ter.
Mas, aos poucos, Fushiguro sentia que estava ficando para trás. Seu corpo respondia de forma tão intensa que a sensação de perder o controle começava a dominá-lo, e ele precisava, nem que fosse por um momento, recuperar algo. Foi então que, pegando o rosado totalmente desprevenido, ele o empurrou com cuidado, separando os corpos de vez.
A expressão de Yuji mudou na hora. O beicinho que se formou em seus lábios era quase infantil, uma tristeza fingida que contrastava com o brilho escandaloso de desejo em seus olhos. Mas Megumi não deixou que durasse muito. Sem dizer uma palavra, ele começa a levantar o moletom de Itadori devagar, os dedos roçando a pele quente por baixo do tecido, sentindo cada curva antes mesmo de revelá-la.
Quando o agasalho foi jogado de lado, o físico grande e definido de Yuji se impôs diante de seus olhos. Os peitos fartos, firmes, convidavam a serem apertados, o que Megumi já ansiava fazer. Os braços musculosos, o tanquinho marcado, aquela linha de músculos descendo até a virilha, onde a marquinha do shorts se destacava, criando um caminho que os olhos de Fushiguro percorriam sem pressa. Algumas cicatrizes de batalha ainda recentes cruzavam o torso, e em vez de afastar, só tornavam tudo mais cru, mais real, mais dele.
Aquele físico não era surpresa para Megumi, ele amava observá-lo. Mas agora, com Yuji sob ele, o peito subindo e descendo em respirações aceleradas, os olhos fixos nos seus, esperando... ele sentiu algo muito além da admiração. Era fome.
Sem tirar os olhos dos de Yuji, Megumi deslizou uma mão pelo abdômen marcado, desceu devagar até a borda da bermuda, e parou. Sentiu a respiração do outro prender. Os dedos dele passearam pela linha elástica, provocando, testando, enquanto a outra mão finalmente encontrava um dos peitos fartos e apertava com força, sentindo o mamilo endurecer contra sua palma.
Dessa vez, quem gemeu primeiro foi Itadori.
O som escapou dos lábios entreabertos de Yuji como um gemido baixo e trêmulo, e Megumi sentiu um arrepio de poder percorrer sua espinha. Era exatamente aquilo que ele queria, ver o rosado se desmanchar sob seus dedos.
Com a confiança agora mais firme, o moreno começou a passar a mão por toda a extensão do corpo exposto: deslizava do pescoço até a clavícula, depois ia aos ombros, braços, tríceps, contornando cada curva de músculo com os dedos. Chegava às mãos, entrelaçava os dedos por um instante antes de subir novamente, agora pelos peitos fartos, dedilhando os mamilos já endurecidos com uma lentidão proposital. Megumi descia devagar até a região abaixo do umbigo um lugar bem comprometedor que fazia Yuji prender a respiração e arrepiar por inteiro, os pelos do braço se eriçando sob o toque.
Itadori apenas observava toda aquela movimentação, os olhos pesados de desejo fixos em cada gesto do moreno. Arfava com alguns toques mais ousados, o peito subindo e descendo em ondas irregulares, e se arrepiava a cada vez que os dedos de Megumi se aproximavam perigosamente do volume que já não conseguia mais esconder. A bermuda de Yuji já estava quase insustentável, o tecido fino mal contendo a ereção que pulsava, implorando por atenção.
Porém, quando Megumi finalmente desceu os dedos até aquele volume e o tocou de leve, apenas a ponta dos dedos roçando por cima do tecido, uma pressão mínima que deveria ser quase nada, mas que eletrocutou o corpo inteiro de Itadori, Yuji não conseguiu se controlar.
Com um movimento rápido e certeiro, ele segurou a cintura do amigo com força, e num impulso o pôs sobre a cama, trocando as posições num piscar de olhos. Agora era ele quem estava por cima, os joelhos encaixados nas laterais dos quadris de Megumi, prendendo-o ali.
Fushiguro arfou, surpreso, os olhos se arregalando por um instante, mas não havia medo neles. Apenas um brilho ainda mais intenso de desejo, misturado à vergonha que já queimava suas bochechas. Antes que pudesse fazer ou falar alguma coisa, Itadori já aproximava as mãos da barra da camiseta branca do moreno, os olhos brilhando com a promessa de retribuir cada toque. Num gesto rápido, ele tira a camiseta do amigo.
Quando o tecido foi jogado de lado, ficou exposto um corpo mais magro, porém definido: ombros mais finos, braços esguios mas firmes, um peitoral liso e uma barriga que se contraía a cada respiração acelerada. Megumi naturalmente era pálido, mas aquele calor e o rubor do momento deixavam regiões específicas - ombros, mãos, peitoral, barriga e o começo das coxas - com um tom avermelhado que contrastava com o resto da pele. Itadori achava fofo, quase adorável, mas não observou por muito tempo; já tinha presenciado essa visão em alguns treinos sob o calor do sol, então não era novidade, mesmo sendo, sempre delicioso de se ver.
Assim que a camiseta foi tirada, Megumi cobriu o rosto com os braços, tentando se esconder daquele olhar faminto que o consumia. Mas foi quando Itadori começou a tirar sua calça de moletom que o moreno finalmente tomou uma atitude. A calça já descia pelos joelhos, deixando visível a cueca box vermelha, e a mancha úmida que denunciava o quanto ele já estava entregue ao próprio desejo. Foi então que Fushiguro se levantou rapidamente, ainda com a calça presa nas pernas, e segurou os pulsos de Yuji com força.
- E-espera! - pediu, a voz saindo ofegante, tímida. Os dedos tremiam levemente contra a pele quente do rosado - Você primeiro... tira você primeiro...
O pedido pairou no ar por alguns segundos. Ambos se encararam, o silêncio preenchido apenas pela respiração pesada e pelo calor que irradiava dos corpos tão próximos. Havia vergonha nos olhos azuis de Megumi, mas também um desejo profundo que ele mal conseguia disfarçar. Foi então que Itadori sorriu, um sorriso safado de canto, mas que carregava consigo uma doçura genuína.
- Tá bom.
Ele sai de cima com um movimento fluido, fica em pé no chão, e sem hesitar, tira a bermuda marcada. Logo em seguida, a cueca desce junto.
No mesmo momento, seu membro pula para fora, duro, volumoso. Mas Megumi não conseguiu olhar. Virou o rosto na mesma hora, os olhos fechados, sentindo o calor subir pelas bochechas, queimar suas orelhas, descer pelo pescoço e se espalhar pelo peito. Ele não esperava que Yuji tirasse tudo de uma vez. Pensou que iriam aos poucos, que teria tempo de se preparar, que poderia controlar a própria vergonha antes de encarar o que estava por vir. Mas, aparentemente, "ir devagar não funciona com esse cabeça dura", ele pensou, os dedos ainda tremendo contra o colchão.
Quando Fushiguro sentiu um peso se afundar na cama ao seu lado, tomou consciência na mesma hora de que o amigo estava próximo. Mais próximo do que ele imaginava.
Itadori se aproximou devagar, sentando-se ao lado dele com o corpo nu exposto sem nenhum pudor. A pele era iluminada pela tela azul do filme que havia acabado, os músculos relaxados, mas o membro entre as coxas permanecia firme, pulsando em um ritmo que parecia ecoar o coração acelerado de Megumi. O rosado o encarava com um sorrisinho de canto, os olhos semicerrados, achando fofa aquela expressão envergonhada que o moreno fazia. Mas também se incomodava. Incomodava o fato de que Megumi se recusava a olhar para "ele".
- Fushiguro... - chamou, a voz mais baixa agora, quase um sussurro.
Levantou a mão lentamente e tocou o queixo do amigo com a ponta dos dedos, guiando seu rosto com uma delicadeza que contrastava com a urgência que pulsava entre os dois. O toque era suave, mas firme o suficiente para que Megumi não pudesse desviar.
- Olha pra mim.
O moreno engoliu a seco, os olhos ainda hesitantes. Mas finalmente cedeu. Quando seu olhar encontrou o de Yuji, desceu involuntariamente, e ali estava. Grossa, dura, pulsando tão próxima que Megumi conseguia sentir o calor emanando dela. Um choque percorreu seu corpo inteiro, uma onda de calor que se concentrou direto entre suas próprias pernas, fazendo a cueca vermelha ficar ainda mais úmida, o tecido já quase transparente sob a pressão.
Itadori observou cada reação com os olhos brilhando de desejo. Aproximou o rosto, os lábios roçando a orelha de Megumi enquanto murmurava:
- Tá vendo? - a voz saiu grave, quente, mas ainda carregava aquele tom genuíno - Agora a gente tá igual.
A mão que segurava o queixo do moreno deslizou lentamente para a nuca, os dedos se enroscando nos fios escuros, enquanto a outra descia com uma calma proposital, os dedos passeando pela barriga de Megumi antes de parar na borda elástica da cueca vermelha.
- Mas eu quero tirar o resto também. - continuou, o sorriso safado ainda nos lábios - Se você deixar.
A mão de Yuji começou a descer, os dedos deslizando pela barriga de Megumi com uma lentidão proposital, sentindo cada contração dos músculos sob o toque. Quando alcançou o volume que pulsava sob o tecido vermelho, ele fez uma leve pressão, apenas o suficiente para sentir a dureza e o calor que escapavam dali.
- Ahn... ei... - Megumi gemeu, um som abafado que escapou antes que ele pudesse se conter. Imediatamente, levou a mão à boca, cobrindo os lábios com os dedos, os olhos arregalados de vergonha e prazer misturados.
A respiração de Yuji ficou ainda mais pesada ao ver aquela reação. Ele já estava hipnotizado, mas aquele gemido cortado, aquele rubor se espalhando pelas bochechas e descendo pelo pescoço... era demais. Ele estava lindo, tão lindo. Megumi segurou a mão do amigo com os dedos ainda trêmulos.
- D-deixa eu tirar... deixa eu fazer... - pediu, a voz saindo mais frágil do que ele gostaria, o rosto todo corado, os olhos brilhando com uma mistura de vergonha e desejo profundo.
Itadori estava completamente hipnotizado com aquela carinha. Ele só conseguiu balançar a cabeça positivamente, a garganta seca demais para formar palavras, e se afastou o suficiente para dar espaço.
Fushiguro se sentou na cama, as mãos ainda tremendo levemente enquanto terminava de tirar a calça que estava presa nos joelhos. Em seguida, enganchou os dedos na borda da cueca box vermelha e a deslizou para baixo. O tecido úmido se arrastou pela pele, até que ele ficou totalmente nu.
Com certeza ele nunca imaginaria que uma sessão de filmes de "Minhoca Humana" seguiria para esse rumo. Parecia até um sonho erótico estranho, desses que a gente tem vergonha de admitir depois.
Quando ele ficou completamente exposto, percebeu que Yuji não conseguia parar de encará-lo. O rosado mordia de leve o lábio inferior, os olhos brilhantes percorrendo cada linha do corpo de Megumi como se estivesse devorando cada detalhe com aquele olhar faminto. Desceu pelos ombros, pelo peitoral que subia e descia acelerado, pela barriga que se contraía nervosa, até que sua visão se fixou no membro do amigo.
Não deixava a desejar. Era mais fino e menor que o seu - provavelmente deveria ter uns 14 ou 15 centímetros duro -, mas o excitava tanto que o deixava louco. Yuji soltou um sorrisinho e levantou o olhar para o amigo.
Megumi tampou os olhos com a mão no mesmo instante em que percebeu o olhar de Itadori fixo no seu pau. A vergonha queimava como fogo, e ele não sabia onde se esconder.
- Fushiguro... - o rosado chamou, a voz mais suave agora. Ele segurou a cintura do amigo com as mãos quentes, os dedos apertando de leve. - Olha para mim, vai...
Aos poucos, Megumi foi tirando as mãos dos olhos, mas o rosto continuava virado, a timidez o consumindo.
- Você não tá com vergonha? - Fushiguro perguntou, a voz saindo quase um sussurro. Levou as mãos novamente ao rosto, cobrindo a boca, os olhos arregalados. Ele estava mais vermelho do que antes.
Itadori sentiu o coração apertar de um jeito doce. Ele se aproximou, o rosto tão perto que as respirações se misturavam.
- Eu tô com você - disse, os olhos brilhando com uma ternura que contrastava com o desejo evidente em seu corpo. - Porque sentiria vergonha? - então ele beijou Megumi.
O moreno hesitou por um segundo, os lábios paralisados pela timidez, mas aquele beijo era tão bom. A boca de Yuji era quente e macia. Fushiguro entrelaçou os braços ao redor do pescoço de Itadori e o puxou para mais perto, os dedos se enroscando nos fios rosados. O clima voltou a ficar mais quente e excitante, aquele beijo molhado era quase como um choque no corpo dos dois, um choque bom, viciante, impossível de se separar.
Yuji segurou a cintura de Megumi com força, as mãos firmes na pele quente, e juntou seus corpos por completo. Agora era possível sentir a pulsação vinda dos dois lados, dois ritmos acelerados, dois corpos queimando, duas ereções pressionadas entre eles. Era quase delirante. Fushiguro entrelaçou suas pernas ao redor da cintura de Itadori, deixando que o membro do amigo se esfregasse diretamente contra sua bunda, enquanto o próprio membro ficava imprensado entre os abdômenes dos dois.
O rosado começou a fazer movimentos lentos de vai e vem, aumentando a fricção, a pele escorregando pela pele em um ritmo que fazia os dois ofegarem. A cada movimento, ambos ficavam ainda mais duros com o contato direto, o prazer crescendo como uma onda prestes a quebrar. Em alguns momentos, Megumi gemia durante o beijo, os sons abafados escapando pela boca ocupada de Yuji, e se segurava ainda mais no amigo, as unhas roçando a nuca, as pernas apertando a cintura dele com mais força.
Quando ambos começaram a ficar sem ar, se separaram do beijo lentamente, um fio de saliva ainda conectando seus lábios por um instante antes de se romper. Seus olhos se encontraram, ambos ofegantes, os peitos subindo e descendo no mesmo ritmo acelerado.
Megumi foi o primeiro a quebrar o contato, mas não por muito tempo. Ele inclinou o rosto e puxou Yuji para um beijinho no pescoço, os lábios roçando a pele quente, a língua tocando de leve em um ponto específico que fez o rosado estremecer.
Yuji sorriu, um sorriso largo e bobo, os olhos semicerrados de prazer, os dedos apertando a cintura de Megumi com ainda mais vontade.
Mudando de posição, Itadori pressionou seu pau sobre o de Megumi inesperadamente e esfregou de leve, o movimento lento e deliberado, a pele quente escorregando na pele. Ele queria que o moreno olhasse para seu membro e realmente conseguiu. Fushiguro observava toda aquela cena com os olhos arregalados, o rosto em chamas, a vergonha queimando cada centímetro do seu corpo. O pau de Yuji era maior que o dele, mais grosso, a cabeça rosada e volumosa, as veias marcadas sob a pele bronzeada. Aquilo o deixava precocemente ofegante, uma onda de calor subindo pela espinha só de olhar. Provavelmente tinha por volta de 20 centímetros, talvez um pouco mais, e Megumi sentiu a boca secar só de pensar.
O rosado o olhava mordendo o lábio inferior, os olhos pesados de desejo, enquanto esfregava seus membros um contra o outro. A sensação era estranha - molhada, quente e muito, mas muito gostosa. A lubrificação natural que escorria de ambos tornava o deslizar ainda mais intenso, e a cada movimento, um gemido abafado escapava de um dos dois. O problema daquela posição era o encaixe; os corpos não se alinhavam perfeitamente, e acabava sendo difícil manter a fricção constante do jeito que os dois queriam.
Sendo assim, Megumi se sentou, separando aquele contato com um movimento suave, e antes que Yuji pudesse reclamar da perda, começou a masturbar o membro de Itadori com as próprias mãos, pegando o amigo totalmente desprevenido.
- A-ahn... - escapa dos lábios de Yuji antes que ele pudesse se conter.
Ele já estava bem estimulado, o corpo inteiro sensível após todo o tempo de excitação acumulada. Aquele toque, os dedos de Megumi firmes, quentes, deslizando pela extensão do seu membro lhe causou um arrepio que subiu pela espinha e fez seus dedos se curvarem contra o colchão.
Fushiguro oscilava entre movimentos de baixo para cima, criando um ritmo constante que fazia o rosado morder os lábios para não gemer alto. Depois mudava para movimentos de rotação, a palma da mão contornando a cabeça sensível, e às vezes dava leves apertadas, só para desconcertar o parceiro, só para vê-lo se contorcer. Yuji chegava a fechar os olhos e agarrar o lençol com força, os nós dos dedos ficando brancos de tanta pressão. Além disso, aqueles sonzinhos contidos deixavam Megumi ainda mais excitado, o próprio membro pulsando sem nenhum toque, respondendo apenas aos sons que arrancava do amigo.
Quando Yuji estava chegando no ápice, o corpo todo começou a tremer. Ele arqueou as costas para fora do colchão, o abdômen se contraindo, e chamou baixinho o nome de Megumi, um sussurro rouco, quase um pedido. Depois, pôs as costas da mão em frente aos lábios para conter os gemidos que já ameaçavam escapar sem controle. Ele gozou na mão de Fushiguro e em sua própria barriga, o líquido quente escorrendo entre os dedos do moreno, enquanto o corpo todo se contraía em espasmos de prazer.
Fushiguro deu uma risadinha baixa, quase tímida, mas com um brilho de satisfação nos olhos, e encarou Yuji por um momento, observando o peito do rosado subindo e descendo ofegante, os olhos vidrados, os lábios entreabertos. Depois se levantou e foi ao banheiro lavar as mãos e pegar alguns lencinhos para limpar aquela bagunça.
Yuji on:
"Nossa..." - eu estava muito ofegante, meu coração acelerava sem parar, e eu só conseguia pensar naquela carinha que ele fazia enquanto me masturbava. O rosto todo corado, os olhos concentrados, a língua molhando os lábios sem perceber...- "Megumi..." - sorrio ao vê-lo chegando, a figura esguia voltando com um pacote de lencinhos na mão. Ele me entregou um, e eu peguei meio sem jeito, ainda tentando recuperar o fôlego - "Mas e esse sorrisinho? Porque ele está sorrindo assim?"
Depois que Yuji se limpou, ele começou a encarar Megumi, que continuava com aquele sorriso tímido nos lábios. Aquele rostinho vermelho junto com aquele sorriso faziam o coração de Itadori acelerar de forma estranha, não apenas de excitação, mas de algo mais quente, mais apertado no peito. Fushiguro o encarou de volta, os olhos brilhando, e começou a ir em sua direção antes que qualquer palavra fosse dita.
Eles começaram a se beijar novamente, um beijo mais lento agora, mais profundo, como se estivessem saboreando cada segundo. Yuji o pegou pela cintura com as mãos ainda trêmulas e se deitou novamente por cima, o corpo pressionando o de Megumi contra o colchão. Mas dessa vez, uma ideia surgiu em sua mente, algo que ele já vinha pensando desde que viu a reação do moreno ao seu membro.
Ele se separou do beijo lentamente, os olhos presos nos de Megumi, e começou a descer seus lábios em um percurso lento e deliberado. No processo, depositou beijinhos quentes pelo queixo, pelo pescoço, mordiscando de leve a clavícula. Suas mãos acompanhavam a descida, apertando os ombros, os braços, o peitoral de Megumi, sentindo cada arrepio que provocava. Desceu mais, beijando o centro do peito, depois a barriga que se contraía nervosa sob seus lábios. Cada beijo era acompanhado de um aperto, nas costelas, nas laterais da cintura, nos quadris, como se ele quisesse marcar cada centímetro daquele corpo.
Chegando finalmente ao membro de Megumi, que pulsava duro e já úmido, Yuji ergueu o olhar. Fushiguro o encarou confuso, os olhos arregalados, a respiração presa. Ele parecia não acreditar no que estava prestes a acontecer.
- Y-Yuji... o que você... - a voz falhou, seca.
O rosado apenas sorriu, aquele sorriso safado, mas com um brilho de adoração nos olhos, e inclinou a cabeça, a boca agora perigosamente próxima.
- YUJ-Ahn... - antes que pudesse falar qualquer coisa, Itadori abocanhou o membro de Megumi.
A boca quente e úmida envolvendo-o de uma vez fez o moreno arquear as costas, um gemido rasgado escapando antes que pudesse se conter. Yuji estava fazendo as coisas de forma meio desajeitada, era claro que não tinha experiência, os movimentos um pouco hesitantes, os dentes roçando de leve em alguns momentos, mas estava bom. Muito bom. Megumi agarrou aquele cabelo rosa com força, os dedos se enroscando nos fios macios, e Yuji ergueu o olhar para ele enquanto fazia o boquete, os olhos brilhantes e úmidos, fixos nos seus. Aquilo fez Fushiguro desviar o olhar na mesma hora, o rosto em chamas. Ele estava tão sexy, os lábios esticados em volta do seu membro, o olhar pesado, as bochechas levemente coradas, as borboletas no estômago de Megumi começaram a enlouquecer.
Itadori fazia movimentos de vai e vem com a cabeça, criando um ritmo lento mas constante, e utilizava a língua para chupar e fazer movimentos circulares na cabeça sensível a cada vez que subia. Ele achava meio estranho o gosto, a textura, o ângulo, mas a reação do amigo o guiava. Cada gemido abafado, cada aperto dos dedos em seu cabelo, cada contração do corpo de Megumi embaixo dele confirmava que aquilo realmente estava dando prazer.
Quando Yuji percebeu que Megumi estava começando a gemer mais alto, os sons mais soltos, menos contidos, a respiração saindo em ofegantes irregulares, ele intensificou os movimentos. Aumentou o ritmo, usou mais a língua, sugou com mais força. Fushiguro não estava mais conseguindo se segurar. O prazer subia rápido, um aperto na base da espinha que se espalhava para cada centímetro do corpo. Ele empurrou de leve a cabeça de Itadori, os dedos tremendo.
- Yu-ahnn... - ele estava muito ofegante, as palavras saindo entrecortadas. - Eu vou... ahnn... Yuji...
Quando o rosado se desvencilhou, tirando a boca no momento certo, Megumi gozou quase que de imediato. O líquido quente espirrou em sua própria barriga e no peito, uma quantidade que deixou claro o quanto ele estava acumulado. Ele estava muito ofegante, o peito subindo e descendo em ondas irregulares, e havia se sujado mais que Itadori. O amigo o olhava com um sorrisinho orgulhoso, os olhos semicerrados, a boca levemente inchada, sabia que tinha feito um bom trabalho.
Apesar de tudo, Yuji ainda não estava satisfeito. Seu membro latejava, duro e pulsando entre as pernas, pedindo por mais. Ele observava Megumi se limpando com os lencinhos, os movimentos lentos, os dedos passando pela barriga suja, e sentia cada vez mais tesão.
Quando foi que Itadori começou a ficar daquele jeito só de olhar para o amigo? Era um misto de sentimentos: desejo, carinho, calor, paixão, tesão. Nem ele mesmo sabia quando começou, talvez tenha sido no primeiro treino juntos, talvez na primeira luta, talvez no dia que o rosado comeu o primeiro dedo de Sukuna, talvez em algum momento tão natural que nem ele percebeu. Mas com certeza fazia um bom tempo. E era tão bom.
Quando Fushiguro terminou de se limpar, ele ergueu o olhar para Itadori, mas só pode sentir aquela língua invadindo sua boca desesperadamente antes que pudesse dizer qualquer coisa. O beijo era urgente, molhado, quase selvagem , Yuji continuava sedento, e Megumi não ficava muito para trás. O moreno queria mais, queria sentir mais, queria que aquilo não acabasse nunca.
Yuji juntou novamente seus corpos, a pele quente colando na pele, e mais beijos frenéticos surgiam um em seguida do outro, sem espaço para respirar, sem tempo para pensar. Ambos estavam excitados, muito excitados, os membros pressionados entre os corpos, os quadris se movendo por instinto, a fricção criando ondas de prazer que faziam os dois ofegarem. Era quase delirante. Megumi puxava o cabelo do parceiro com força, apertava, arranhava as costas largas, e arfava a cada vez que Itadori massageava seus mamilos com uma mão enquanto a outra apertava sua bunda com força, os dedos cravados na pele.
Ambos sabiam o segundo passo para ir além. Ambos queriam. Ambos estavam sedentos por mais um do outro.
Megumi levantou de leve suas pernas, um convite silencioso, e Yuji foi levando suas mãos cada vez mais para baixo, os dedos deslizando pela parte interna das coxas, tão perto, tão perto...
- Você quer? - Itadori parou tudo que estavam fazendo e encarou Fushiguro nos olhos. Apesar do corpo inteiro gritar de desejo, apesar do membro pulsar implorando por continuidade, ele precisava ouvir. Precisava ter certeza.
O moreno estava envergonhado, o rosto todo corado, os olhos desviando e voltando, os lábios entreabertos, inchados e úmidos dos beijos.
- S-só vai devagar... - a voz saiu baixa, quase um sussurro, mas carregada de confiança.
O sorriso que abriu no rosto de Itadori foi enorme, brilhante, quase bobo, misturando ternura e desejo de uma forma que fez o coração de Megumi disparar. Ele se inclinou e deu um selinho no parceiro, os lábios roçando suavemente contra os dele, como uma promessa.
Utilizando um lubrificante nos dedos - talvez Yuji Itadori não fosse tão inocente em certos aspectos, afinal, quem guardava isso na gaveta? -, Yuji aos poucos foi introduzindo um dedo dentro de Fushiguro. O líquido escorria, frio no contato inicial, mas rapidamente aquecido pela temperatura dos corpos. Ele fazia movimentos circulares, lentos e deliberados, massageando as paredes internas com a ponta do dedo para deixar a região relaxada para o que viria em seguida. Megumi se contorcia sob ele, os quadris se movendo em ondas involuntárias, empurrando a bunda contra a mão de Yuji em busca de mais.
Ele gemia baixo, os sons abafados escapando entre os dentes cerrados, o pescoço arqueado para trás expondo a pele suada. Quando Yuji introduziu o segundo dedo, esticando-o com cuidado, a sensação de preenchimento aumentou exponencialmente, e Fushiguro se agarrou em Itadori com força, os dedos cravados nas costas largas, as unhas marcando a pele. Ele mordeu o ombro de Yuji, forte o suficiente para deixar marca, para conter o gemido que ameaçava escapar alto demais, o som saindo como um urro abafado contra a pele. O parceiro foi fazendo movimentos de vai e vem, os dedos se curvando levemente a cada investida, encontrando repetidas vezes aquele ponto que fazia Megumi ver estrelas. O moreno arfava sem parar, os gemidos baixinhos se tornando mais frequentes, mais descontrolados, a cada toque no ponto exato que fazia seu corpo todo se contrair.
Quando sentiu que estava bem estimulado, o corpo todo tremendo, o membro vazando um fio contínuo de pré-gozo que escorria pela sua barriga, o prazer já pulsando em cada centímetro de sua pele, Megumi foi levando a mão trêmula ao encontro do membro de Yuji. Ele pulsava e queimava contra seus dedos, duro como pedra, tão tenso que parecia prestes a explodir, a ponta escorrendo tão abundantemente que já molhava o abdômen do rosado. Fushiguro envolveu a mão em volta da grossura, sentindo as veias pulsando contra sua palma, e pôde sentir o quanto ele estava sedento. Talvez estivesse até mais que ele mesmo.
Itadori mudou de posição, ajustando os corpos com uma urgência mal contida. Ele levantou um pouco mais as pernas de Megumi, apoiando-as em seus ombros, deixando-o completamente exposto, completamente aberto. Posicionou a ponta do membro volumosa, latejante, escorrendo na entrada já lubrificada, inchada e relaxada. Ele olhou para Megumi antes de continuar, os olhos pesados de desejo, uma pergunta silenciosa pairando entre eles. Recebeu um aceno trêmulo, os olhos de Megumi brilhando com uma mistura de desejo profundo e nervosismo que só aumentava a excitação de Yuji. Aos poucos, ele foi entrando em Fushiguro.
A cabeça grossa rompeu a entrada com uma pressão lenta e constante, e o moreno agarrou o lençol com tanta força que o tecido ameaçava rasgar. Ele cobriu a boca com as costas da mão, os dedos tremendo, mas ainda assim um gemido longo e arrastado escapou, vibrando contra sua própria pele. Lentamente, Yuji foi empurrando tudo para dentro, centímetro por centímetro, o corpo suado se inclinando sobre Megumi, a respiração pesada, os olhos fixos no rosto do parceiro para qualquer sinal. O aperto ao redor do seu membro era quase insuportável, quente, úmido, pulsando, e ele teve que cerrar os dentes para não gozar ali mesmo.
Megumi se contorcia, os músculos se contraindo involuntariamente ao redor do membro que o preenchia, e deixava escapar alguns gemidos mais altos mesmo tentando se conter. No começo, ele sentiu uma ardência intensa, um desconforto de ser esticado além dos dedos, mas a medida que o rosado ia mais a fundo, que o membro grosso roçava repetidas vezes naquele ponto que os dedos haviam descoberto, mais Megumi sentia prazer. O desconforto foi se transformando em algo quente, intenso, avassalador, uma onda de prazer que subia pela espinha e explodia em choques elétricos por todo o corpo.
Quando ele estava totalmente dentro, os quadris de Itadori encostados na bunda de Megumi, cada centímetro do seu membro envolto pelo calor apertado do moreno, os dois pararam por um momento, ofegantes, trêmulos. O ar entre eles era denso, quente, carregado. Yuji segurou a cintura de Megumi com força, os dedos cravados na pele, tremendo de vontade.
- Tudo bem? - ele perguntou, a voz saindo como um grunhido rouco, quase irreconhecível.
Megumi apenas conseguiu balançar a cabeça positivamente, os olhos marejados, os lábios entreabertos, uma gota de saliva escorrendo pelo canto da boca.
Foi então que Itadori começou a se mexer. Pouco a pouco, movimentos lentos e profundos, puxando quase até a ponta e empurrando de volta com cuidado, sentindo cada centímetro sendo sugado de volta para dentro. Fushiguro mordia as costas da mão com tanta força que os dentes ameaçavam romper a pele, e segurava com força o braço de Yuji com a outra mão, as unhas arranhando faixas vermelhas na pele suada. Era um sentimento indescritível estar tão cheio, tão completamente preenchido, cada movimento roçando no ponto exato que fazia sua visão embaçar.
Itadori começou a intensificar os movimentos, o ritmo aumentando gradualmente, os quadris batendo contra a bunda de Megumi com um som úmido que preenchia o quarto. Ele arfava, a respiração saindo em ofegantes pesados e roucos, e segurava as pernas de Megumi com força, os dedos marcando a pele, para manter os movimentos constantes, precisos, profundos. O ângulo mudou ligeiramente quando Yuji inclinou o corpo, e de repente, a cada investida, o membro grosso acertava em cheio a próstata de Megumi com uma precisão devastadora. O moreno perdeu completamente o controle.
Ele quase revirava os olhos, as pupilas dilatadas, a saliva escorrendo no canto da boca, os lábios se abrindo em um gemido rasgado que ecoou pelo quarto, alto, descontrolado, obsceno. Ele não conseguia mais segurar os sons que escapavam. Gemia alto, chamava o nome de Yuji diversas vezes em um mantra rouco, entrecortado, desesperado. O rosado não estava conseguindo se controlar mais. O som do próprio nome saindo da boca de Megumi, aquele rostinho contorcido de prazer absoluto, os dedos se agarrando a ele como se fosse a única coisa que o mantinha ali, foi demais para qualquer fio de sanidade que ainda restava.
Ele começou a empurrar mais forte e mais rápido, os quadris batendo contra a bunda de Megumi em um ritmo frenético, a pele batendo na pele com um som molhado e alto. Ele gemia junto com o parceiro, os sons roucos se misturando no ar quente do quarto, e segurava com mais força a perna do mesmo, quase o dobrando ao meio, pressionando os joelhos contra o peito de Megumi enquanto o penetrava em ângulos cada vez mais profundos.
- Megumi... Megumi... - ele repetia como um mantra, a voz falhando, os dedos tremendo.
Era uma sensação indescritível, o calor insuportável, o aperto quase sufocante, o olhar perdido de prazer no rosto de Megumi, e ele não queria que acabasse nunca.
Fushiguro lacrimejava de prazer, lágrimas quentes escorrendo pelos cantos dos olhos, molhando as têmporas enquanto ele apertava as pálpebras, a boca aberta que se transformava em gemidos a cada investida. Estava tão bom, tão intenso, que ele sentia como se fosse desmaiar. Ele segurava com força os braços de Yuji, os dedos tremendo, arranhando, puxando, enquanto chamava seu nome uma vez, duas, três, numa espiral crescente de prazer.
Os dois começaram a sentir algo vindo, uma pressão insuportável na base da espinha, um aperto que se acumulava nos músculos, uma onda prestes a quebrar. O ápice estava próximo, o prazer já insustentável, as respirações cada vez mais curtas e ofegantes, os movimentos mais desesperados, mais erráticos. Megumi entrelaçou suas pernas trêmulas em Itadori e o puxou para perto com uma força que surpreendeu os dois, colando seus corpos suados por completo, querendo sentir cada centímetro, cada pulsação. Yuji segurou a bochecha de Fushiguro com a mão trêmula, o olhar dos dois se encontrando por um instante, ambos perdidos, antes de iniciarem um beijo desesperado. Molhado, confuso, línguas se encontrando em um ritmo frenético que combinava com o movimento dos quadris, dentes se chocando, respirações se misturando, saliva escorrendo pelo queixo de Megumi.
A temperatura do quarto ficava cada vez mais quente, insuportável. Aquele beijo ficava cada vez mais molhado, mais selvagem. E cada toque se tornava único, intenso, como se fosse o último.
Ambos gozaram juntos. O corpo de Megumi se arqueou inteiro, um gemido longo e rasgado escapando dos lábios enquanto ele se apertava convulsivamente ao redor do membro de Yuji, seu próprio gozo espirrando entre os dois corpos em jatos quentes que sujaram os abdômenes colados. Itadori enterrou o rosto no pescoço de Megumi, os dentes roçando a pele suada, enquanto seu próprio orgasmo o atingia como um choque, um gemido rouco e abafado escapando contra a carne do moreno enquanto ele se esvaziava dentro de Megumi em jatos quentes e profundos.
Por um longo momento, nenhum dos dois se moveu. Apenas respiraram, ou tentaram, os corpos ainda conectados, trêmulos, suados, completamente entregues.
Yuji se jogou ao lado de Megumi com um suspiro pesado, completamente exausto, o peito subindo e descendo em ondas irregulares, o corpo suado colado ao do moreno. Fushiguro virou o rosto, ainda ofegante, os olhos ainda marejados, e olhou para Itadori. Logo o rosado o encarou de volta e sorriu, aquele sorrisão bobo, brilhante, que iluminava o rosto inteiro, contrastando perfeitamente com a bagunça que ambos estavam.
Aquele bobo o segurou e entrelaçou seus braços ao redor de Megumi, puxando-o para perto em um abraço preguiçoso, seus corpos ainda quentes, ainda úmidos, se encaixando como se fossem feitos um para o outro.
- Foi bom? - perguntou Yuji, a voz ainda rouca, o sorriso estampado no rosto, embora ele já soubesse a resposta.
Megumi enterrou o rosto no pescoço do amigo, o calor da vergonha voltando a queimar suas bochechas, mas seus braços apertaram Yuji com mais força, os dedos se enroscando nos fios rosados.
- Idiota... - murmurou contra a pele quente, mas o sorriso estava estampado em seus lábios.
No silêncio que veio depois, só era possível ouvir as respirações se acalmando, os corpos ainda quentes, pernas entrelaçadas, os corações desacelerando juntos. Nenhum dos dois precisava dizer nada. Em poucos minutos, apagaram.
Na manhã seguinte, Megumi acordou e se deparou com aqueles olhos imensos, brilhantes, fixos nele com uma admiração tão crua que o fez prender a respiração.
- Bom dia, dorminhoco - Yuji murmurou, roçando os lábios no pescoço do outro antes de sorrir.
- Bom dia... - Megumi respondeu com a voz ainda grossa de sono, mas foi o sorriso bobo que escapou sem licença que o entregou. Ele se encantava com cada gesto do parceiro, e isso o irritava um pouco.
Fushiguro tentou desviar o olhar. Dentro dele, ainda havia uma ponta insistente de descrença, uma sensação estranha de que tudo aquilo podia ser ilusão. Ele precisava ter certeza do que tinham feito. Porquê tinham feito. Mesmo sabendo que Itadori jamais seria o tipo de pessoa que brincaria com algo assim.
Com a voz baixa, disfarçando o desconforto num tom que tentava ser descontraído, ele soltou:
- Agora você já sabe como agir com a Jennifer Lawrence...
Ele evitou o olhar. Mas Yuji não desviou os olhos nem por um segundo. Estava hipnotizado. Agora, tudo parecia mais claro.
Itadori inclinou o rosto devagar e deixou um beijo singelo na curva do pescoço de Megumi. Quando se afastou, seus olhos ainda estavam ali, firmes, quentes.
- Só um idiota pensaria em qualquer outra pessoa quando você existe, Megumi.
E naquele momento, no jeito simples como a frase foi dita, Fushiguro sentiu o nó que ele nem sabia que ainda carregava se desfazer por completo
