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My five hearts

Summary:

Sukuna não era um alfa que se gabava de suas conquistas. Bom, isso seria uma mentira caso essas palavras viessem de sua boca.

 

Sukuna wasn't an alpha who boasted about his conquests. Well, that would be a lie if those words came from his mouth.

Notes:

(See the end of the work for notes.)

Chapter 1: Versão português

Notes:

(See the end of the chapter for notes.)

Chapter Text

 

 

 

Sukuna não era um alfa que se gabava de suas conquistas. Bom, isso seria uma mentira caso essas palavras vissem de sua boca.

 

Porque ele adorava se vangloriar de suas conquistas, das guerras que ganhou, das cabeças que arrancou e devorou, e principalmente de suas melhores conquistas.

 

Seu esposo e seus concubinos , cada ômega foi arranjado de sua própria maneira peculiar, mas ainda assim especial por sua parte. O enorme alfa nunca ousaria repetir uma conquista como aquela, de montar sua matilha.

 

 

Sukuna traiu com a mera lembrança dos acontecimentos passados, ele estava sentado em seu futon em seu próprio quarto, enquanto fumava de seu tabaco mais puro que Uraume havia preparado.

 

 

Mesmo que o charuto estivesse da maneira que gostava, sentindo falta do modo em que seu esposo fazia, parecia que feito pelas mãos do ômega moreno era melhor, porém, Sukuna jamais admitiria isso a qualquer um de seus companheiros, isso demonstraia fraquezas e apego.

 

 

Mas ainda assim, Sukuna bufou a fumaça para fora de sua boca, a fumaça se misturando com a escuridão da noite, a lua iluminava metade de seus aposentos, o alfa não pode evitar de sentir tédio, seus ômegas provavelmente estariam dormindo, era o toque de se instalar.

 

 

E com isso Sukuna não pode evitar lembrar de como conheceu seus companheiros. Suguru Geto foi o primeiro.

 

 

 

O ômega era da família Geto, de seu antigo “inimigo”, Kenjaku, o mesmo que era o irmão de seu esposo, ele era o alfa do clã, um maldito fanático religioso, que matou a sangue frio seus próprios pais, deixando apenas ele e vivos irmãos, e que consequentemente se envolveu em brigas e lutas em qual poderia não vencer, uma daquelas e a última, sendo com Sukuna — que obviamente acabou em um banho de sangue, e obviamente na conquista de Suguru, seu ômega habilitado.

 

 

Não se via muitos mestres de maldições naquela época, ainda mais com um deles sendo um ômega. Porra, Sukuna ainda se lembrava de como Suguru parecia uma vadia quando engolia aquelas esferas de maldições insolentes, igual fazia com suas bolas. Sukuna mais uma vez tragou seu charuto com a mera lembrança, seus feromônios já se alterando um pouco, fazia tempo que ele não o visitava de forma adequada.

 

 

Mas bem, o que ele poderia fazer? Ele tinha muitas ações, muitas coisas para matar ou destruir, como clãs de feiticeiros idiotas, ou maldições que queriam ascender naquele lugar que já havia um dono. Sukuna Ryomen.

 

 

Ah, Sukuna se declarou e caminhou até a aberta que tinha em seu quarto, o lugar onde a lua invadia seus aposentos, e o alfa viu uma pequena cabeleira branca andando a passos lentos, Satoru estava acordado, sua outra conquista. Um filho do clã Gojo, um ômega que Vivia como feiticeiro até os 18 anos.

 

 

O alfa traição de escarnio, talvez Satoru tenha sido o companheiro mais difícil de se conquistar, um pequeno rebelde e um ômega igualmente poderoso, que o desafiou com tão pouca idade e ainda assim tirou grandes cicatrizes em Sukuna. Mas ainda assim foi feito como um pequeno troféu em sua enorme mansão, seu primeiro concubino, que foi arrancado da sociedade de jiu-jutsu e agora vivia uma vida relativamente importante e mimado como todos os seus companheiros.

 

 

Sukuna logo bufou a fumaça pela boca que estava em sua barriga, observando que as luzes dos aposentos de seus ômegas estavam quase todos ligados, menos a de Satoru que estava indo a passos lentos para o quarto de Suguru. Aqueles dois ômegas viviam grudados, jurando que Sukuna não sabia o que acontecia quando ambos ficaram sozinhos — bom, ele não se importava que seus ômegas mais depravados e poderosos se esfregassem longe de sua presença, um dia Sukuna almeja ver a visão que os dois eram sempre.

 

 

Mas então seus quatro olhos pousaram no quarto de Nanami, normalmente o homem dormia cedo para acordar cedo e fazer seus trabalhos — mesmo que Sukuna rosnava dizendo que aquilo não era trabalho para um de seus companheiros fazer, mas o ômega era bom no que fazia e nos últimos anos, Sukuna acabou cedendo a vontade do mesmo. Sukuna diria que Nanami foi uma conquista rápida, foi atirado ao seu território perante um acordo arranjado, Sukuna se lembra de ter se deitado com o ômega loiro apenas algumas vezes, mas que ainda assim foram excelentes.

 

 

Porém, não se falavam mais do que o necessário, Nanami também era apegado em Suguru, na verdade, seu esposo é o que mais ajudava na adaptação dos concubinos na mansão, todos amavam e adoravam Suguru, Sukuna poderia se incluir nesse meio caso não tivesse uma honra a manter. O orgulho era o veneno mais podre que já existia.

 

 

Sukuna agarrou o charuto, agora desligado, havia se distraído demais com a lembrança seus companheiros mais velhos, ele tinha os deixou um pouco de lado ultimamente para focar a atenção em seus dois novos ômegas, dois jovens feiticeiros também, mas muito mais mansos que Satoru, e com um deles sendo seu sobrinho, um sobrinho que ele não considerava, porque para Sukuna, seu irmão havia morrido desde que ela abandonou junto ao seu pai.

 

 

Então meras modalidades como aquela não afetaram Sukuna em relação a Yuuji Itadori, o garoto era um espelho seu, mas ainda assim era fraco, um ômega que com o menor toque de afeto já se revelou e ronronava, o menino tinha uma garra que ainda não fora despertada.

 

Igual ao jovem Megumi Fushiguro, filho do renegado do clã Zenin, Toji Fushiguro, que o vendeu para Sukuna a preço de escravos apenas para se alimentar nos vícios proibidos de apostas e sabe se lá mais o que. Sukuna não se interessou pela história que o ômega moreno contava, ele tinha coisas mais interessantes agora, todos os seus companheiros não tinham que se preocupar com futilidades do passado, eles deviam apenas focar neles mesmos e em Sukuna, o alfa e a aberração que as duas vidas de verdadeiros imperadores.

 

 

Aqueles dois eram verdadeiras pragas , viviam lutando pelo enorme pátio, sempre estavam machucados e sujos, mas ainda assim eram belos, como todos os outros, que às vezes participavam dessas pequenas lutas e consequentemente deixavam os mais novos ainda mais admiradores, Sukuna já teve a honra de ver seu Satoru, Suguru e Nanami lutaram entre si, mas nunca se machucando de forma verdadeira, os dois com cabelos claros evitaram encostar muito no moreno de cabelos pretos, e Sukuna desconfiava do motivo — afinal, nada poderia ser totalmente escondido dele.

 

 

Sukuna voltou ao próprio aposento, colocando o charuto desligado em sua bancada e colocando seus sapatos, e sem pressa, fechou a porta da varanda e caminhou em direção aos aposentos de Suguru — que mesmo que o alfa não tenha o visitado nas últimas semanas, o ômega descansou ao aposento quase ao lado do seu próprio. E o cheiro do mesmo tinha ficado cada vez mais doce, mais frágil como se precisasse de carinho.

 

 

Logo quando chegou à porta dos aposentos de Suguru, adquiriram risonhos baixos, e não pode evitar de esboçar o começo de um sorriso, Satoru e Suguru eram uma verdadeira dupla inseparável, o alfa rezava para que Megumi e Itadori fizessem desse jeito também.

 

 

Com três batidas na porta Sukuna entrou nos aposentos, fazendo os dois pararam de rir por um momento, mas logo Satoru lançou e correu para o abraçar de um lado, o ômega portador dos Seis Olhos parecia minúsculo ao seu lado, tão fino e pequeno que batia nos peitos de Sukuna, que apenas bagunçou os cabelos do ômega e direcionou os olhos a Suguru, que tinha um sorriso leve nos lábios e tinha as duas mãos acima do ventre.

 

 

Os feromônios dos dois ômegas estavam misturados em um só, fazendo Sukuna franzir o cenho com o aroma peculiar e novo que beirava o ar, Satoru logo se desvencilhou dos braços de Sukuna e se aconchegou em Suguru novamente, que ronronou levemente como demonstração de carinho.

 

 

— O que traz o nosso senhor aqui nos meus aposentos a essa hora da noite? — Suguru disse com uma voz tranquila enquanto tocava seu olhar somente a Sukuna, que fechou os olhos em um sinal tímido. Mas que logo voltou a observar os dois ômegas à sua frente.

 

 

— Não posso saber o que meus companheiros andam fazendo? — Sukuna disse com sua voz saindo muito mais grave do que o esperado, vendo que os dois homens a sua frente arrepiaram apenas pelas expressões, o alfa iluminado de lado e se sentou no chão, à frente dos dois, que ainda o examinavam. O homem maior deu um leve sorriso e cruzou o par de baixo de seus braços.

 

 

— Estávamos apenas comentando dos jovens que chegaram e do clima, meu senhor — Satoru ronronou enquanto a pequena vadia se deitava no colo de Geto, que corou levemente enquanto olhava diretamente para Sukuna sem jeito — Talvez, o senhor finalmente se lembrou que tinha outros ômegas para cuidar? — O tom irônico de Satoru não passou despercebido pelo alfa, que apenas travou o maxilar e desviou seu olhar de Suguru e encarou o homem de cabelos brancos.

 

 

— Minha ausência foi tanta que seu respeito por seu alfa desapareceu? — Sukuna não fez exercícios para realmente dar uma bronca. Pois, ele era fraco em relação aos seus esposos, ele era tolo e frágil com eles, se permitindo ser uma pessoa viva, com emoções reprimidas pelo menos uma vez.

 

 

 

E logo Sukuna foi os grandes olhos azuis de Gojo se molharem levemente no pequeno drama que sempre fazia.

 

 

—Viu Suguru?! Eu falei que ele nós trataria assim — O ômega choramingou no colo, se revirando de maneira hilária, o que fez Sukuna arquear uma das sobrancelhas em direção ao ômega moreno que tinha o rosto num tom vermelho fraco, como se houvesse dúvidas o riso — Sukuna odiava esses momentos em que os ômegas tinham coisas escondidas de si.

 

 

 

— Satoru, por favor — Suguru implorou rindo baixinho e logo escondeu o sorriso que tinha em seus lábios com o mangá de seu quimono.

 

 

 

Sukuna cerrou os dentes e revirou os olhos, seu descontentamento era enorme e aqueles dois sabiam que aquilo o afetava de uma maneira horrível. Ele agora mal conseguiu disfarçar o fedor que seus feromônios causavam no ambiente — o cheiro de ciúmes.

 

 

E aquilo não passou despercebido pelos dois ômegas, pois, Geto logo se pediu e caminhou em direção a Sukuna, mesmo com o alfa sentado sentado, ele era quase do tamanho de Suguru, e então o moreno com um leve pedido no olhar, ele se sentou na coxa de Sukuna, levando suas mãos pequenas e geladas em seu rosto.

 

 

— Não se preocupe, senhor marido, nós estávamos apenas brincando, prometo que farei Satoru se comportar — Suguru beijou a bochecha de Sukuna levemente, e oferece enquanto se virava em direção para Gojo, esse qual tinha um enorme bico nos lábios, emburrado por ter sido deixado de lado e correu para se sentar na outra coxa de Sukuna, que resmungou e pousou sua enorme mão no quadril fino do ômega de cabelos brancos.

 

 

 

— Vocês são umas sábios? — Sukuna rosnou cheirando o pescoço de Satoru que gargalhou para trás, sendo apenas segurado pelo alfa, Suguru transmitiu enquanto sentiu uma das mãos de Sukuna em cima de seu ventre e não evitou de ronronar.

 

 

O momento já estava perfeito para Sukuna, com dois de seus cinco ômegas o perfumando, e o deixando os acariciar, até que seu nariz sobre humano continha mais três cheiros, dois adquiridos pela curiosidade e o outro pelo cansaço — a porta logo se abriu, revelando Nanami com os olhos baixos e sem os seus óculos, é mais duas cabeleiras atrás de si, Itadori estava debaixo do braço esquerdo de Nanami, com as bochechas vermelhas e cheias de ar, e Megumi estava debaixo do braço direito do ômega loiro mais velho, o pirralho parecia mais vermelho que um tomate.

 

 

Os dois ômegas mais novos ciumentos por não estarem juntos no ninho de Suguru, e Nanami, o pobre coitado parecia exausto do trabalho, mas se permitiu descansar no cheiro de seus companheiros.

 

 

— Por que vocês estão aqui sozinhos sem a gente?! — Yuuji disse agora saindo debaixo dos braços de Nanami e deixou Megumi junto consigo que resmungou algo sobre “ menino idiota ” e fez Sukuna rir rouco.

 

 

 

— Pelos Deuses, não gritem — Nanami resmungou baixinho enquanto passava entre os mais jovens e se acomodava no meio das pernas de Sukuna, fazendo companhia para Satoru e Suguru.

 

 

— Não sejam crianças malcriadas e venham ao senhor de vocês — Sukuna falou com uma voz suave enquanto estendia uma de suas mãos para os ômegas mais novos se aproximam tímidos - da parte de Megumi - e também de forma rebelde e ousada - Yuuji realmente não o temia, mas Sukuna gosta ainda assim.

 

 

 E logo os cinco ômegas estavam espalhados pelo seu corpo, adornados em um sono pesado, Sukuna não poderia evitar de sorrir e cheirar sua enorme matilha, e cheirar os cabelos de Suguru e depositar um beijo.

 

 

Ele conseguiu sentir mais três energias naquele aposento, e Sukuna mal podia ansiar para ver o rosto de seus filhotes e dos

outros mais que iriam vir no futuro. E Sukuna se permitiu descansar abraçado em seus companheiros pela primeira vez em anos…

Notes:

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