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Peru no Peru

Summary:

Luffy fez um pedido aos amigos e, pelos problemas de memórias que todos os jovens universitários acabam tendo pela sobrecarga cerebral causada pela faculdade, uma confusão icônica se inicia.

Notes:

Olá!! Esta fanfic foi escrita por mim em parceria com o Projeto All Blue, um projeto voltado para o fandom de One Piece que atua especialmente no Spirit Fanfics.

Todas as fanfics desta série foram escritas no nosso RPG de escrita no Natal de 2025.

Work Text:

“Eu quero… Peru… Natal…”

Essas eram as únicas palavras que ele conseguia se lembrar.

Luffy, líder do grupo de amigos de faculdade, dissera algo parecido com isso há algumas semanas, quando eles decidiram alugar um pequeno navio para passar o Natal em alto mar.

Sanji e Nami discordavam – algo que raramente acontecia – sobre o que o capitão desejou, e nenhum Mugiwara ousaria estragar a surpresa ao perguntar ao moreno o que ele disse.

— Senhorita Nami, eu tenho quase certeza absoluta de que ele disse que queria comer peru no Natal.

— Bom, pois eu tenho quase certeza de que ele disse que queria passar Natal no Peru.

A “discussão” – entre aspas pois o louro jamais levantaria a voz para uma mulher - já durava alguns minutos, enchendo a cozinha com argumentos incertos e amigos curiosos. Robin, vinda do convés, entrou no ambiente e parou para ouvir a conversa por alguns segundos, rapidamente captando o assunto.

— E se, em vez de brigar por isso, não fazemos os dois? - A morena alta sugeriu, querendo o fim do assunto para continuar sua leitura.

Os presentes se entreolharam, vários motivos bastante convincentes surgindo na ponta da língua de todos. O que acontece, porém, é que quem decide seguir Monkey D. Luffy conscientemente não tem escrúpulos ao aceitar ideias fadadas ao fracasso.

Franky, Jinbe, Nami, Chopper, Brook, Sanji, Zoro e Usopp sorriram, animados em realizar uma grande viajem com Luffy, que ainda não havia chegado.

 

── .✦

 

O pequeno barco alugado atracou no porto de Lima e Monkey imediatamente pulou para o cais, puxando Chopper e Usopp consigo para explorar a capital do Peru. Jinbe e Brook foram acompanhá-los, tentando evitar o pior. Robin saiu, dizendo que tentar chegar à Machu Picchu e voltaria assim que possível.

Franky, Nami, Sanji e Zoro ficaram no Sunny. O louro dividiu as tarefas, mandando o de cabelos azuis decorar a embarcação e o esverdeado às compras para providenciar o resto dos ingredientes. A ruiva separou o dinheiro para todos eles e foi comprar os presentes.

Roronoa estava com o endereço do mercado anotado em um papel, ele só precisava entregá-lo a um taxista. Ele perdeu o papel, para a surpresa de ninguém. Sem saber como voltar ao navio, ele decidiu vagar até encontrar um mercadinho.

Vagou por muitas horas, mas não encontrou um lugar onde poderia conseguir todos os itens da lista de Sanji. Frustrado, ele decidiu subir um grande morro para ver se enxergava o caminho de lá de cima.

 

── .✦

 

Enquanto isso, um grande navio de bandeira oficial parou próximo ao Thousand Sunny. De lá, um homem de cabelos louros e batom vermelho gritou:

— QUEM SÃO VOCÊS?

Franky, que bebeu enquanto lutava para desenrolar o pisca-pisca, gritou de volta: — AQUELES QUE COMERAM SUA MÃE DE JEITO ONTEM.

Desesperada pelos berros, Nami saiu de dentro do barco correndo. Seu sangue gelou quando viu o marinheiro furioso pulando para o seu convés com a algema nas mãos, a placa de identificação brilhando com a escrita “R. Donquixote” destacada em letras pretas.

— Calma, calma! Senhor, por favor, desculpe-o. Ele bebeu e não está em juízo perfeito.

— Não é desculpa para desacatar uma autoridade. Como você parece estar sóbria, me diga: quem são vocês? Vocês não têm permissão para aportar aqui. - O corpo já congelado de Nami perdeu completamente a cor. Sentindo as pernas fraquejarem, ela baixou a cabeça e praticamente desmaiou. Ela esquecera de conseguir uma autorização para sair das águas brasileiras e ntrar nas águas peruanas.

Sanji, que fazia a rabanada da sobremesa, saiu da cozinha quando a amiga demorou pata voltar depois de sair para ver o que houve, simplesmente suspirou e deu meia-volta. Apagou o fogo do arroz e caminhou calmamente até o outro marinheiro, “L. Trafalgar”, e estendeu as mãos para as algemas.

 

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Jinbe já havia desistido de sua vida. Luffy encontrou um fazendeiro com uma lhama em uma estrada e de alguma forma convenceu o velho a dar o animal para ele.

O capitão nomeou-a de Pablo, por motivos desconhecidos. Eles agora estavam voltando para o navio depois de um longo dia indo de um lado para outro com uma lhama à reboque e vários olhares estranhos da sessões ao redor.

Monkey passou a tarde toda apresentando a nova família para Pablo, mostrando fotos de seus amigos e família.

Quando chegaram novamente ao porto, foram surpreendidos com dois navios comuns da Marinha Peruana e um encouraçado rebocando o Sunny. Foram presos todos eles, incluindo Pablo.

Horas depois, Robin chegou com um Zoro passando mal de exausto atrás de si. De alguma forma, ela o encontrou em Machu Picchu, tentando descer a montanha enquanto ela ainda subia.

 

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Ficaram detidos por duas semanas em uma pequena cela na delegacia local, o que foi um grande incômodo pois Pablo ficou na mesma sala que eles e a lhama estava absolutamente podre de fedida. Eles ainda não entendiam o motivo de o animal estar preso, ainda mais no mesmo lugar que eles, mas Luffy ficou bastante contente por não ter seu novo companheiro levado para longe.

Graças à Vivi, sua amiga rica e filha do embaixador brasileiro no Peru, eles conseguiram ter sua audiência mais cedo que o normal. Com a influência de Garp, marinheiro brasileiro de alta patente e avô de Luffy, eles conseguiram ser liberados. Talvez isso se deva ao fato de Garp e Sengoku, almirante-chefe e pai de “R. Donquixote” e avô de “L. Trafalgar”, serem melhores amigos.

De alguma forma, Pablo conseguiu voltar com eles para o Brasil. A lhama foi enviada para viver no quintal de Dadan, avó de Luffy, no interior de Tocantins.