Chapter Text
Em um dia nublado, 1º de setembro de 1972.
Estação de trem King's Cross, Londres.
Vestia um colete cinza e por baixo uma blusa branca e bufante acompanhada por uma gravata borboleta preta e uma calça de alfaiataria preta. Seu cabelo tinha sido cortado, estava curto e penteado para ficar baixo, a altura de seus olhos, com os cachos encostando no meio de suas finas sobrancelhas. Parou para observar a estrutura ao seu redor, era antiga e estava cheia de gente falando, brigando, nervosas, em todo lugar para qual olhava, adultos agoniados que estavam repetindo o mesmo trajeto todos os dias. Então virou-se para a frente e viu enfim a placa da plataforma 9, olhou para a parede de tijolos e se afastou um pouco ficando rente a ela.
Estava com medo, porque parecia que a partir daquele momento não teria volta, tudo seria diferente, e se não desse certo? Olhou para baixo encarando seus materiais, eram bons, nada desgastado, bonitos...
Uma mão em seu ombro o acordou.
"Vamos lá Reg?"
Ah.
"Vamos."
Seu irmão passou correndo pela parede que nem um idiota. Idiota, tinha ouvido essa palavra em uma conversa de seu tio Alphard com sua mãe a alguns anos. Em mais uma de suas longas e intensas discussões sobre literalmente qualquer coisa, a última tinha sido um pouco pior. Não via o tio a cinco anos.
De qualquer forma, que palavra idiota.
Mas seja o que for, era a hora. Se posicionou e finalmente correu, talvez quase tão rápido quanto o irmão pelo nervosismo que o consumia, percebeu que prendia a respiração só quando a soltou ofegante ao abrir os olhos e notar que havia conseguido atravessar. Então, ele teve sua primeira visão de algo que sentia que ficaria em sua memória para sempre.
A plataforma 9 3/4 estava lotada de alunos da academia mais renomada de bruxaria do Reino Unido, talvez de todo o mundo. Do primeiro ao último ano, todos estavam lá compartilhando suas histórias, esperanças e expectativas para o próximo ano. Sua frente percebeu Sirius, seu irmão estava conectado em algo bem distante, seguiu seu olhar, ele encarava de longe um grupo de três meninos que conversavam animadamente encostados em uma parede um pouco ao longe dali. Deviam ser eles, os problemas, não sabia quem eram, lembrava apenas dos nomes. Remus Lupin, Petter Pettigrew e James Potter.
O olhar de Sirius parecia transmitir algo como saudade, mas ao mesmo tempo medo e excitação, e quando pensou que ele iria se mover e ir falar com eles, que permaneciam de costas, um grande apito foi soado, era o primeiro sinal para entrar no grande e exuberante trem, o Expresso Hogwarts. O local se tornou uma confusão, pessoas se despedindo de suas famílias e entrando no trem, foi como se todo aquele espaço tivesse ficado muito menor, então tentou esticar seu pescoço e procurar por Sirius mas ele já tinha sumido, presumiu que ele já devia ter embarcado então pagou suas malas. Andando até a entrada quase foi para o chão com alguns esbarros, era magro e baixo, então força física não estava entre seus maiores atributos.
Quando finalmente conseguiu entrar ficou de frente para um gigantesco e longo corredor, seria ali que passaria as próximas horas, seguiu na frente procurando uma cabine vazia. Por um momento parou e olhou para o final do corredor, era Sirius. Ele estava conversando com alguém dentro de uma das últimas cabines, parecia estar brigando na verdade, seu rosto era rígido e frio, ele estava se segurando. Antes que Regulus pudesse se mover, seu irmão foi abraçado.
Era um daqueles três meninos, ele tinha uma pele escura, marrom, cabelo cacheado e usava óculos redondos, era alto para alguém de doze anos. Sirius ficou paralisado, mas um segundo depois o abraçou de volta, fortemente e com uma cara de choro e então, se juntou a eles, deixando o corredor. Com nada a fazer o jovem Regulus entrou em uma cabine a sua direita, vazia e com as janelas fechadas, fechou a porta e suspirou.
Finalmente paz, era um lugar bem espaçoso até, depois de suas malas no compartimento acima dos bancos e decidiu ler um de seus livros antes do trem partir.
-O pequeno príncipe-
A capa do livro era de couro e ele tinha marcações em representação a uma coroa e uma rosa na capa. Era muito bonito. Era um livro Franco-inglês que havia sido publicado há poucas décadas, não era tão popular entre aqueles que não tinha um real apresso por literatura, mas o pouco que tinha lido já podia dizer que era um livro realmente formidável.
Abriu na página que havia marcado e tornou sua leitura.
"-... Vous devenez éternellement responsable de ce qui vous captive..."
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Outro apito soa e eu percebo que o trem está prestes a partir. Guardo meu livro para não ficar com enjoo durante a viagem, está silencioso agora, todos em seus lugares apenas esperando o trem sair, então o pequeno Black ouve três batidas na porta de sua cabine, uma fresta se abre e são revelados grandes olhos azuis.
Regulus os encara com dúvida é questionamentos. "Olá?" O resto da porta está aberta mostrando a figura de baixa estatura de uma menina de longos cabelos loiros e ondulados e olhos azuis, seu rosto estava coberto por sardas. "Meu nome é Pandora Croaker, eu posso entrar?"
Ela era da família Croaker, puro sangue. Mesmo relutante apenas acenou com a cabeça, então Pandora fechou a porta rapidamente e se sentou no banco à sua frente.
"Regulus Black" foi o que se limitou a dizer. "Perdoe-me pelo incômodo, mas nesse vagão todas as outras cabines estão ocupadas e por alunos mais velhos" sussurrou a parte dos mais velhos como se fosse um segredo "Você me permitiria acompanhá-lo nesta viagem?"
Ela falava cordialmente, talvez até um pouco demais, mas parecia até que legal, não teriam que se falar nem nada afinal, era só uma viagem. "Está bem, fique, mas não faça barulho." Ela rapidamente sorriu e se inclinou quase em um salto lhe dando um abraço, mas depois se recolheu sem graça e fez um gesto demonstrando que ficaria de boca fechada. Agora com todos em seus lugares, o trem saiu e olhando pelo sumir dos tijolos e começo das árvores, Regulus percebeu que não tinha mais volta e sem que ele realmente nota-se um breve e desconhecido sentimento começou a brotar sem permissão em seu peito, uma quase inexistente de tão pequena sensação de….liberdade.
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Algumas horas tinham se passado, mas não estavam nem perto do seu destino final. Nesse meio tempo Pandora tinha ficado observando a paisagem pela janela, as montanhas e colinas, o céu e as nuvens, suas formas e trejeitos, ela parecia não se cansar. Regulus analisava cada detalhe do ambiente, até que a porta de sua cabine foi aberta. Uma senhora com um carrinho de doces perguntou se eles queriam algum, sabia quem ela era, sua mãe tinha dito algo sobre não dar nenhum dinheiro para gastar com coisas fúteis como doces, os proibiu. Mas eles pareciam tão atrativos, mesmo não podendo comê-los não pode deixar de querer.
Pandora na frente dele o encarou e depois falou com a Bruxa dos doces. "Dois sapos de chocolate, por favor, senhorita!" Ela foi até o carrinho e a bruxa lhe deu duas embalagens azuis e com linhas douradas, a porta foi fechada e Pandora se sentou. Ela pegou uma das caixas e deu a Regulus, que mesmo sem entender, pegou. Ela abriu a embalagem e dentro um sapo de chocolate pulou se grudando na janela e dando um susto no moreno que se afastou colocando as mãos no encosto do banco. Pandora riu e pegou o sapo com as mãos, então deu uma mordida em sua cabeça fazendo-o parar de se mexer. "São meus doces favoritos!" Depois ela pegou uma carta em forma de pentágono que tinha também dentro da caixa e logo soltou um barulho de surpresa.
"Meu Merlin! Eu tirei Rowena Ravenclaw!" Ela dava pequenos gritos de animação. O que aquilo tinha a ver com a fundadora da casa da Corvinal? Depois de alguns minutos, Pandora se acalmou. "Eu ainda não acredito, eu finalmente vou completar minha coleção!" ela encarou regulus que ainda mantinha a embalagem fechada em mãos " E você querido? Vamos, abra!"
Ele não entendia a animação dela, mas já que ela insistia que ia abrir, não estava desrespeitando nenhuma regra, afinal não tinha sido ele ao comprar. Abriu a caixa e seu sapo pulou em direção ao teto e antes que ele pudesse se mover de novo Pandora saltou, pegando-o fechado em suas mãos e caindo no chão da cabine, com suas pernas batendo no colo de seu colega. "Peguei!" Então, com o cabelo caindo na testa e a roupa amassada, ela deu o sapo para Regulus, que seguindo as instruções vistas o pegou e mordeu seu topo, o que fez com que ele não se movesse mais. Era sensacional, como se o gosto explodisse em sua boca, tão doce e tão bom. Queria comer aquilo pra sempre, poderia ser a última e primeira vez que comia chocolate, mas sem dúvida havia se tornado sua comida preferida.
Quando acabou de comer, a loira já tinha se ajeitado sentada com as pernas em cima do banco na frente, ele decidiu então ver a tal carta. Salazar Slitherin. Que típico, suspirou, essa casa o perseguia por todos os lugares, e afinal era inegável, estava em seu sangue, e seria uma marca em sua história, ou menos deveria ser. Virou a carta mostrando seu rosto com a foto do homem negro de olhos verdes. Os olhos dela brilharam e ela começou a tagarelar o quanto de sorte eles tinham por ter pego dois dos fundadores de uma vez só.
Até que os barulhos que ela fazia não eram tão irritantes quanto os outros.
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Depois de mais algumas horas, já estavam perto da academia, ecoou um anúncio pelo trem dizendo que agora deveriam vestir seus uniformes, capas pretas e grandes que cobririam de seus ombros a seus pés. Pandora disse que daria licença a ele e se trocaria no banheiro, ele se recusou, abaixou as cortinas e disse que era mais adequado ele dar-lhe licença.
Então, antes que ela pudesse se pronunciar contra, ele pegou sua capa e saiu da cabine. Ao lado de fora tinha uma enorme fila que ele ficou em último lugar, saindo do banheiro ele viu seu irmão Sirius, agora com os trajes escolares e a gravata vermelha e dourada da Grifinória dando lugar para próxima pessoa se trocar. Ele conversava com um de seus amigos que ainda estava na fila quando olhou para trás e percebeu sua presença ao fim dela. Ele pareceu comentar isso com um outro de seus amigos antes de ter certeza. Ele era mais alto que Sirius, mas não muito e tinha algumas cicatrizes visíveis no pescoço.
Esse identificava melhor quem era. Remus Lupin, o motivo da mansão Black ter se transformado em um manicômio nas últimas férias, gritos e promessas, clamores e arrependimentos. Sabia que eles não poderiam se ver e mesmo assim estavam lá conversando, sem medo. Era inconfundível a face de alguém a quem sua mãe maldiçoara tantas vezes.
A quem Sirius havia prometido tanto nunca mais encarar nos olhos. Seu irmão o deixou para trás e veio cumprimentar. "Olá Reggie! Como está sendo a sua viagem?" "Sirius, por que você está perto dele?" Seu irmão reviou os olhos, não sabia o que dizer, então sua expressão se fechou. "É só até chegarmos, tá? Eu já parei para olhar, não tem ninguém da Sonserina nesse vagão, é só você não contar tá bem?” Não, não estava tudo bem. E nunca estaria, em qualquer lugar, sempre teria alguém vendo eles. "Só toma cuidado, por favor." sua expressão era sofrida, ele não aguentaria mais um verão como aquele, não devia, não poderia.
Por que seu irmão não se separava logo daqueles meninos indecentes, lhe custaria tanto assim? Era por um bem maior. Sirius suspirou, tirou a mão de seu ombro e lhe desejou boa viagem. Então virou de costas e seguiu para a cabine onde estava.
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Ao terminar de se trocar, foi olhar no espelho do banheiro para corrigir qualquer falha em sua roupa. Estava perfeita, a camisa branca, calça preta e por cima o manto preto, a parte mais formal, encarava o vão de três botões que aparecia entre o fecho de seu manto e seu pescoço, ali ficaria sua cor, sua casa, onde viveria pelos próximos anos. Isso assustava, assustava muito, o que fazer, pra onde ir, realmente o verde seria a cor certa a se seguir? Era estranho, sentia que faltava alguma coisa, conferiu todas as suas vestes e pensou ser um engano, então só saiu dando lugar a outra pessoa.
Mais à frente perceberia que na verdade não havia se enganado, ele estava se procurando no espelho, e não poderia se achar até entender quem realmente era e para quem estava olhando.
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Depois de uma longa viagem finalmente os alunos haviam chegado na academia para bruxos de Hogwarts. Aos poucos eles puderam um por um sair de suas cabines e do trem, então deixando suas malas, que futuramente seriam transportadas para seus respectivos quartos, na pequena estrada de pedra em frente ao grande lago que atravessariam de barco para chegar à enorme e gloriosa montanha onde a escola ficava. Olhando ao redor, todos os alunos estavam unidos, prontos para começar mais um novo ano letivo, aqueles que já estavam do segundo para cima, fingiam costume, já sabiam suas casas e o que teria a seguir, deveriam apenas estar pensando nas épicas brigas que ocorreriam naquele ano e no que comeriam no banquete do jantar. Os do último ano encaravam a escola com nostalgia, saudade, e carregavam em seus peitos o sentimento doloroso de saber que seria a última vez que teriam aquela visão.
Ao contrário de todos do primeiro ano, olhavam aquela grande estrutura, uns com medo, outros com admiração, era algo novo e inexplorado, não tinha como saber exatamente o que vinha pela frente. Regulos encarou Pandora que estava de pé ao seu lado, ela tinha um rosto preocupado e tenso, assim como o seu, era medo, em pouco tempo seus destinos estariam formados e toda sua vida seria resultante em apenas uma ação. A escolha do chapéu seletor. Envergaram dois estudantes por barco seguindo para o outro lado e seguindo o primeiro barco dirigido por um grande homem que segurava uma lanterna enorme e brilhante. A dupla do moreno e da loira foram juntos no pequeno barco.
O ambiente era nebuloso, com nevoa para todos os cantos dificultando a visão, os barcos eram feitos de madeira e já muito antigos, a água deveria estar gelada, afinal, já era de noite, o seu estrelado que Regulus costumava observar todas as noites não estava lá, mas através da grande nevoa conseguia ainda ver agradáveis restos da lua, que apesar de não serem os mais agradáveis, eram suficientes. Olhou para o lado e teve a coincidência de ver seu irmão em um barco, seu parceiro era uma garota do terceiro ano, lufa-lufa, ela ficava falando enquanto ele encarava a água. Ao menos podia respirar agora, podia ser triste, mas era necessário, e saber que seu irmão ao menos tentaria se manter seguro, já era um grande alívio.
Depois da pequena jornada de barco chegaram as grandes escadarias que os levavam à entrada da escola. Agora em ordem, ano por ano, eles poderiam subir e depois de se direcionar para o Salão Principal, onde seria realizada a seleção das casas dos alunos do primeiro ano e seu primeiro jantar na escola.
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Todos já estavam em seus lugares e o primeiro ano compunha uma grande fileira que ocupava toda a parte do centro do Salão Principal. A primeira coisa que ele havia reparado ao entrar tinha sido o céu. Era lindo, um feitiço ilusório espetacular, as velas eram como estrelas, flutuavam tão perto que faziam a impressão de que podiam ser tocadas, sentia que se esticasse apenas um pouco mais seu braço ele poderia tocá-las. Depois de um tempo seu olhar se voltou para a grande mesa, onde estavam sentados os professores e o famoso Dumbledore, o incrível bruxo do lado da luz e mais famoso inimigo direito do lorde. Aquela a qual o nome não devemos pronunciar em público e aquele que sua família e comunidade seguem cegamente.
O diretor se levanta e o lugar todo fica em silêncio absoluto. "Bem-Vindos, boas-vindas a todos a este novo ano! Espero que guardem muitas lembranças, tenham muitas expectativas e tenham ótimas férias. Para aqueles que chegam agora, espero que sua jornada seja tão magnífica quanto sua vontade de que ela seja, e boa sorte!" Ele voltou a se sentar e todos no recinto bateram palmas.
Agora era a hora, os professores diretores da Grifinória e Sonserina vieram carregando o chapéu seletor e pondo uma pequena cadeira em frente à grande mesa. Adalya Nott. Uma menina com cabelos pretos e longos, alta e confiante andou até a cadeira, sentou-se e não muito tempo depois o chapéu colocado em sua cabeça começou a tagarelar. "Ambiciosa eu vejo, sim....apesar de tudo ainda vejo um certo receio não é? O legado é mais importante para você? Pois bem, então assim será, SONSERINA!" O rosto dela se contorceu em um sorriso largo e predatório e ela se direcionou com passos elegantes para a mesa de sua mais nova casa, que a acolheu com palmas e leves cumprimentos.
Então continuaram as seleções, uma menina de olhos e cabelos castanhos fora para Corvinal, seu sobrenome era Abbot, um dos grandes no Diretório das famílias puro-sangue. Depois que ela surgirá uma nova lufana, Candence Green, três novos grifinórios, Aileen Finnigan, Robert Lewson e Julius Grant, esse último deve-se destacar com um sorriso bem arrogante no rosto, o chapéu mal encostara em sua cabeça e já anunciará seu lugar na casa dos leões. Evan Rosier. Este chamará atenção, tinha cabelos curtos e loiros, olhos azuis esverdeados, frios, e era menor que os outros do primeiro ano, parecia fraco mas ao mesmo tempo ia reto e sério em direção a cadeira, esbarrara no ombro de regulus por acidente e em um tom baixo e discreto, pedirá desculpa. Sentou-se e o chapéu foi colocado em sua cabeça. "Que mente desafiadora essa, um típico garotinho revoltado" riu como se tivesse memórias nostalgizastes "mas a algo mais, você não quer me mostrar então, realmente complicado, mas acho que um coração desafiador e astuto como este só poderia dar sua lealdade a casa das cobras não é mesmo? SONSERINA!"
Alguns aplaudiram, outros já nem tanto, mas de qualquer forma o menino tomou seu lugar na mesa e se sentou ao lado da menina dos Nott. Outros nomes foram ditos, alguns da Lufa-Lufa, outros para Corvinal, muito poucos para Grifinória e nenhum mais para Sonserina. Pandora Croaker Seu nome ecoou forte pelo salão e ela soltou minha mão, eu nem tinha percebido que elas estavam dadas. Subiu nervosa no palco e apesar de tentar transparecer confiança, sua insegurança ainda era evidente. Puseram o chapéu na cabeça dela. "Uau! Fazia tempo que eu não interagia com alguém tão fascinante! Um instinto protetor digno da Grifinória!" Ela rebalou os olhos "Mas vejo que ainda não é a resposta... Uma astúcia e prepotência típica da Sonserina, mas isso aqui, ahhhh sim, esse pequeno sentimento enterrado lá no fundo, você busca conhecimento, grandes caminhos, tem uma sede insaciável por descoberta. Hm, quem diria, parece que temos um corvo dos grandes esse ano. CORVINAL!"
Todos bateram palmas e Pandora timidamente se sentou sorrindo no final da mesa junto a seus colegas em primeira-feira. Regulus estava em total desespero, agora só restava ele e mais meia dúzia para selecionar, e se fosse para outra casa? Ainda lembrava perfeitamente o quanto afeição de sua mãe se continua em desgosto e raiva quando descobriu a casa de Sirius, estava perto dela na mansão, tendo aulas de piano quando monstro, o elfo da mansão Black, veio com as notícias.
Na hora ela não fez nada demais, mas naquela noite ele não dormiu, ficou ouvindo as brigas e xingamentos entre Walburga e Orion o tempo todo, sua mãe o chamava de desgosto e em nenhum momento se referia a ele como filho era sempre "herdeiro", "Como um herdeiro Black pode acabar em uma dessas casas repletas de vermes sangue-ruínas!". Por assim seguia, Orion não falava tanto, resmungava algumas coisas sobre impureza e traição e culpava Walburga acima de tudo por produzir um "pirralho de merda", as últimas coisas que ouviu antes de pararem fora Orion, "Me arrependerei até o resto de meus dias por ter deixado meus pais me casarem com você sua meretriz!".
Não sabia muito bem o que significa, só que era algo ruim, muito ruim. Depois disso não viu seus pais por uma semana e quando voltaram só fingiam que nada tinha acontecido, mas a amargura que persistia toda vez que era citada a existência do seu irmão mais velho o fazia pensar se ainda o viam como filho. Foi tirado dos seus pensamentos ao ouvir seu nome, em alto e bom som. Regulus Preto Suas pernas tremiam e ele agora tinha descoberto o que significava suar frio, ficava tonto do tanto que estava pensando. Sentou-se na pequena cadeira e o chapéu foi colocado em sua cabeça. "Mais um Black hm, seu irmão foi surpreendente ano passado, será que ele vai cumprir seu legado ou seguir os passos rebeldes dele?" "Só quero que fiquemos bem, a qualquer custo!" "Entendo pequeno negro mas vamos ver, que arrogante, típico da sua família, engenhoso e desconfiado. Como um pequeno gato se escondendo por onde passa, ou melhor, uma serpente escondida rastejando pelo nosso amado castelo, um verdadeiro príncipe serpente, não restam dúvidas não é mesmo, admito que este é um nome que não me canso de repetir pois então, SONSERINA!" Respirou em alívio quando o chapéu foi retirado de sua cabeça. Na mesa de sua nova casa, todos aplaudiam e da mesa da Corvinal Pandora o encarava com um longo e caloroso sorriso. Os aplausos cessaram e ele se levantou e foi sentar.
Do outro lado do salão seu Sirius encarava seu irmão com pesar, e medo, de que seus caminhos se separassem cada vez mais a partir daquele momento.
Os últimos nomes foram chamados, Aruna Patil, Kyle Scamender e Giulia Artemisia foram para Lufa-lufa, Edward Thomas, Wes Yanley e Drika Winterfall para a Corvinal, Clarice Lavender e Jason Walker para a Grifinória. Brian Parkinson e Alexandria Hemel foram para a Sonserina. Em sua mais nova casa Regulus aproveitava o jantar e por coação de uma certa loira sardenta tentou conhecer mais de seus colegas, por que não? Talvez fosse útil ter mais aliados afinal, era melhor ficar de olho e, todos do lado de dentro.
Não voluntariamente começou sua conversa com Evan Rosier, muito simpático e extrovertido até demais, ele não parava de falar e fazia piadas tão sem graça que chegavam a ter algum humor. Começou a falar sobre a linhagem de sua família e depois exaltou a própria beleza, apenas suspirou e se virou para frente, iria apenas ignorar-lo e comer, e se pensou que isso o parou, você errou, ele era uma maritaca. Regulus só teve paz quando o jantar acabou, agora conheceriam seus dormitórios.
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A Sonserina foi a última casa a se retirar do salão por estar em último na ordem de saída das mesas da esquerda para a direita. Descem e descem escadas até chegarem nas masmorras, próximas à parte base do castelo. Eles eram os únicos que desciam, acima deles ficavam os lufanos, depois os grifos e no topo da torre com sua própria vista para os céus, os corvinos. Aquele que estava os guiando era Albert Greengrass, ele era do 6 ano, não estava tão ocupado quanto os do 7 e era monitor, batedor da Sonserina, se formaria com excelência. Não era a primeira vez que o via, de certa forma os "laços" que havia entre as famílias do Sagrado Vinte e Oito acabavam podendo ser uma mais forte que os outros, o que era o caso dos Greengrass com os Black. Seus pais sempre o consideraram um ótimo exemplo, era bem provável que ele já tenha recebido a marca. O sorriso furtivo em seu rosto enquanto levava a todos em direção às masmorras era contagiante, digno que um provável comensal.
Chegaram ao fim das escadas de maneira e então desceram pequenos degraus de pedra que os levavam até seus dormitórios, em meio às masmorras. Seguiram ao longo do corredor mal iluminado, então Alfred parou na frente de um grande quadro. Era a imagem de um homem, careca e com uma extensa barba castanha, seus olhos eram verdes e brilhantes e ele nos olhava com uma expressão de tédio. "Nada de interessante por mais um ano pelo que vejo Greengrass." disse o quadro "É o que parece Merlin, mas de qualquer forma nunca se sabe, não é? Serpentio."
Depois de voltar os olhos o quadro abriu a porta que parecia mais disfarçada por baixo do quadro como apenas uma parede das masmorras. Ao seu lado Regulus viu Rosier, a cola que não sai do seu pé desde que se sentou na mesa, e teve a impressão de que seria por muito mais tempo, ele resmungava sobre querer dormir e reclamava da voz ácida e chata do monitor. Então foi revelada sua sala comunal, aos poucos os Sonserina foram adentrando e aqueles de 2 a 7 ano sem esperar instruções já se tornaram a descer as escadas nas laterais da enorme sala em direção a seus respectivos quartos. Os primeiranistas sem instrução permaneceram na comunal junto ao seu guia, observando o ambiente. "É exatamente como eu imaginei." Era o que Regulus pensava ao olhar as tapeçarias verdes com detalhes pratas, os adornos e enfeites em forma de cobras e os quadros de Salazar espalhadas pelas paredes. Mais à frente na sala tinha um conjunto de sofás que se encontrava ao descer alguns poucos degraus, eles cercavam uma grande lareira. Aos lados de onde estavam havia duas grandes entradas, uma à esquerda, outra à direita, que deviam descer ainda mais, era por onde os outros Sonserina já haviam seguido.
"Bom, este é o ambiente que passaram o resto de seus anos, então acostumem-se, como puderam ver seus colegas apressados já foram para seus dormitórios, sugiram que façam o mesmo, sobre a chave de entrada ela vai ficar sempre escrita na parede do lado da porta e muda toda semana, não esqueçam de vê-la porque eu não vou ajudar vocês, se esquecerem vocês dormem lá fora tão me ouvindo!" Os pequenos levemente assustados confirmaram "Suas malas já estão lá dentro e cada quarto tem o número de seu ano correspondente em uma placa de prata. Como monitor o meu dormitório fica depois do que é do 7 ano, me procurem apenas em caso de vida ou morte e nunca, NUNCA, me acordem. Meninos à esquerda, meninas à direita." Ele terminou seu discurso patético e seguiu para a esquerda. Sua tentativa patética de tentar assustá-los poderia ter funcionado se fossem lufanos, mas ele estava falando com sonserinos, tenha dó.
O máximo que fez foi reafirmar o quão inútil seria sua ajuda durante o resto do ano. Todos então tomaram seus rumos, Regulus e seus novos colegas de quatro foram o caminho da primeira porta à esquerda do corredor, que era iluminado por tochas, presas às paredes. Abriram a porta e logo cada um fora "marcando" qual seria sua beliche e respectiva cama. Ele se concentrou em encontrar a área mais isolada do quarto e lá mesmo tempo confortável para ficar. A última beliche, ao lado de uma janela e longe do banheiro, com um espaço razoável entre ela e seu armário que era grudado na parede, diferente dos outros que estavam ao lado de suas camas, perfeito. Se dirigiu até lá, ficaria na cama de baixo torcendo para nenhum dos outros escolher a de cima da sua. Pos suas malas em cima da cama e suspirou de felicidade, que acabou durando pouco.
"Olá, Sua Alteza!" Evan Rosier apareceu atrás de si com a própria mala nas mãos "Sabe já que vc já está aqui não vejo problema algum em te fazer companhia, seremos companheiros de beliche." disse em um tom irônico ao jogar suas malas na cama de cima "Alteza?" Regulus questionou, o que diabos esse garoto estava falando. "Ah sim, alteza, ou como diria nosso amado chapéu seletor. O querido príncipe das serpentes, ou ao menos aspirante há." Rosier se curvou em deboche " Estou a seus serviços senhor." As bochechas de Regulus se avermelharam, então todos tinha ouvido mesmo, borbulhava vergonha em seu rosto. Agora todos deviam pensar que era algum tipo de aristocrata exigente e arrogante...
Não que às vezes não fosse, mas essa não era a imagem que queria passar no seu primeiro dia!
"Ignore isso! Não sou nenhum tipo de alteza, isso é só balela daquele chapéu caduca." Se virou, não iria mais arrastar aquele diálogo a não ser que quisesse ser consumido pela vergonha, ouviu Evan rir ao fundo, mas parece que ele o ouviu e ignorou. Depois de arrumar suas coisas, um a um, os meninos puseram seus pijamas. Era sua primeira noite em Hogwarts e a primeira vez que passava tanto tempo longe de casa. A imprevisibilidade o deixava nervoso e não poderia ter nada mais imprevisível do que o que o esperava, não podia prever ou estipular, muita coisa havia acontecido nas últimas horas. Conhecerá Pandora, uma menina loira espalhafatosa e com uma linguagem, às vezes, diversificada e formal, seu toque segurando sua mão na maioria de seus percursos o deu a segurança que nem sabia que precisava, era grato a ela por isso.
Também tinha falado com Sirius, temido por ele, não que tenha parado. O que aconteceria no futuro com seu irmão era uma das coisas que mais rondava seus pensamentos, se ele permaneceria seguro ou se algo daria errado de novo. No final, não podia fazer nada ainda, o máximo que era capacitado no momento era ter esperança, e dormir sonhando em quando não terão que viver preocupados. Regulus Black tinha ido para Hogwarts Regulus Black havia entrado na Sonserina A verdadeira história de Regulus Black, tinha acabado de começar a ser escrita. Por mãos habilidosas, mas sob olhares traiçoeiros…
