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O Sunny brilhava em magia, as luzes refletindo nas ondas quebradiças do mar, podendo ser visto à quilômetros de distância.
Chopper e Franky terminavam de espalhar os enfeites de Natal, escrevendo “SUPEER MERRY CHRISTMAS” ao som de uma versão rock de Jingle Bells. Nami, com um gorro de Natal feito por Usopp, terminava de contabilizar os gastos em presentes, decoração e comida.
Na cozinha, Sanji contava com a ajuda de Robin para preparar um banquete em tempo recorde, enquanto Jinbei fazia o trabalho absolutamente essencial de manter o capitão o mais ocupado possível para afastá-lo da cozinha.
Obviamente isso não funcionou tão bem, e Luffy estava lá assim que o cheiro da comida começou a tomar o ar. Chopper chegou junto a ele, com seu nariz sensível captando o aroma delicioso do jantar.
— Ooh, que cheiro gostoso! - Disse o médico.
— O que é a comida, Sanji? - O rapaz moreno perguntou empolgado.
— Renas marinhas, e minha primeira vez cozinhando-as, mas acho que vai ficar bom. - O louro respondeu.
O olhar de Tony tornou-se horrorizado imediatamente, e Luffy o pegou no colo assim que seu cérebro ligeiramente lento registrou o que foi dito.
— Sanji! Como pôde fazer isso com os primos do Chopper!? - Luffy repreendeu, assumindo sua rara personalidade que absolutamente adorava crianças e as defendia até o ultimo momento, embora a rena já não seja uma há muito tempo.
Os olhos de céu se arregalaram, só então percebendo seu erro. Robin lançou a ele um olhar tão assombroso que ele teve a certeza de que, se o mais novo da tripulação ficar chateado por mais de dois minutos, ele sofrerá as consequências.
Rapidamente, ele bolou algo sobre genética e evolução para enrolar os dois menores e os dispensou quando o tritão chegou para buscá-los.
Do lado de fora, Zoro acorda depois de um sonho vivido sobre seu treinamento na ilha Kuraigana, a drenalina o fez cortar a Árvore de Natal onde ele jurou ver um macaco, que na verdade era a sombra do afro do Brook.
Depois de gritos sobre o principal item da festa ter sido destruído, a tripulação se juntou para decorá-la novamente. Apesar do transtorno, isso rendeu boas memórias para todos eles.
Enquanto a ceia não ficava pronta, os Mugiwaras se sentaram à uma mesa posta no convés para aproveitar o tempo juntos. Brook parecia particularmente radiante, seus ossos brilhavam de forma quase etérea enquanto o esqueleto transbordava felicidade.
Usopp, sempre o que regava suas conversas com mentiras divertidas, começou a contar várias histórias assustadoras sobre o Papai Cruel, o esqueleto rei do Halloween que tenta roubar o Natal para si, uma famosa figura da literatura. Robin ajudou a assustá-los adicionando detalhes obscuros ao enredo.
Luffy não decorou o nome e o chamou de Barba Branca Noel. O menino de olhos de abismo ficou fascinado pelas histórias e desatou a falar sobre isso, deixando um Zoro ainda sonolento e um Sanji cansado de tanto cozinhar quase neuróticos sobre o assunto.
Horas mais tarde, quando quase todos já estavam dormindo depois de comer e beber muito, uma risada desconhecida soou por toda aquela parte do mar.
Luffy, o único meio sóbrio entre os poucos semi-conscientes, pulou pronto para atacar e alertou Sanji e Zoro sobre o possível invasor, que estranhamente estava voando em um trenó puxado por primos de verdade de Chopper – palavras de Monkey. Os dois levantaram bêbados e juntos eles atacaram, Sanji usando o Sky Walk para alcançar o transporte voador e puxá-lo para baixo.
Quando o trenó atingiu a água perto do Sunny, Luffy estendeu o braço e puxou o velho que o dirigia para dentro de seu barco. Zoro e ele começaram a atacar enquanto o cozinheiro voltava para o navio e ajudava no atentado contra o idoso.
Os tripulantes que já estavam adormecidos saltaram assustados de suas camas e foram ver o que estava acontecendo, ficando imediatamente tensos quando viram os três mais fortes da tripulação juntos atacando uma única pessoa.
Os ataques do capitão foram cessados abruptamente, ordenando apressadamente que suas asas direita e esquerda parassem também.
— Por que paramos? - Zoro balbuciou.
— Porque ele não ‘tá revidando! - Ele respondeu.
Robin se aproximou para analisar o “invasor” e ficou chocada, algo que deixou todos os outros nervosos.
— Es.. Esse é o Papai Noel…
Luffy de repente pareceu sóbrio. Abismado, ele olhou para o velho muito machucado na grama do convés e pareceu triste, uma expressão raramente vista nele que deixou os outros desconfortáveis. Os olhos sombrios e os lábios franzidos mudaram rapidamente para uma expressão determinada e ele começou a distribuir ordens.
— Chopper, cuide do Barba Branca Noel. Jinbe, tire os parentes do Chopper do mar e ajude-os a se secar. Robin, preciso do número de Den-Den Mushi do Cabeça de Galo. Brook e Zoro, pesquem as coisas do velho e tentam deixar elas secas, Usopp vai salvar tudo que conseguir. Franky, pegue o trenó e conserte. Sanji, faça uma sopa que ajude ele a melhorar. Nami, preciso do seu Mapa Mundi mais completo e veja se o Papai Cruel tem algum com ele que possa ajudar.
A tripulação começou a trabalhar, alguns ainda dormindo demais para raciocinar direito e cumprindo suas ordens no automático.
Robin foi ao quarto e trouxe seu caracol branco e um papel onde o número de Bartolomeo estava anotado.
A ligação não demorou nem dois toques para ser atendida. O homem de cabelos verdes cumprimentou-os o entusiasmado, a voz levemente reconhecível de Cavendish soando sonolenta ao fundo.
— Oe, Cabeça de Galo! Preciso de você e dos outros. - Um gritinho do homem de cachos cor-de-sol veio do caracol e uma afirmação foi ouvida.
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Naquela noite de Natal, mais de cinco mil piratas cercaram o Thousand Sunny em seus navios, ganhando um pedaço de mapa e uma sacola gigantesca cheia de presentes para distribuir.
Os presentes demoraram alguns dias para ser entregues, mas no fim tudo terminou bem. Isso, é claro, se você não contar com Papai Noel acordando do coma semanas depois e colocando os Piratas do Chapéu de Palha em sua lista negra para sempre.
